VOCÊ É OBRIGADA A FAZER AS UNHAS?

Beleza
27/04/2017

Taí uma obsessão nacional que raramente é questionada. Eu não tenho dados oficiais, mas eu duvido que em qualquer outro país no mundo se faça mais as unhas do que aqui no Brasil. Não sei quem começou com isso, mas disseminamos de geração em geração que ir à manicure faz parte da higiene básicafeminina, né? Homens aparentemente ficam bem limpos sem isso, curiosamente. Mas será que você é mesmo obrigada a fazer as unhas?

Fazer as unhas 

De um grupo de dez amigas, acredito que eu sou a única que não pinta as unhas rotineiramente. É bem comum por aqui ver a manicure como um hábito indispensável. E também não é raro ver as pessoas colocando isto como uma exigência para nós. Volta e meia aparece uma voz infeliz dizendo que mulher de verdade tem que fazer as unhas. Ou usa isso como critério de seleção em entrevistas de emprego – juro que isso existe e vocês devem saber.

Quando eu digo que não faço a unha, me refiro ao salão e ao esmalte. Acho que como qualquer parte do corpo, tem que cuidar e deixar apresentável. Mas há algum tempo eu vinha achando a unha natural mais elegante, de verdade. Eu já tinha parado de tirar cutículas (não faz bem mesmo). Sem contar que as manicures não respeitam meu desejo de ter unhas redondas e ovais. Sempre saía do salão com elas quadradas, contra a minha vontade, rs. Por isso, comecei a cuidar por conta própria, com uma manutenção mínima. E estou mais satisfeita assim. 

Aliás, “satisfeita” é a palavra de ordem, acredito. Ninguém é obrigado a nada. Mesmo as minhas clientes que quiserem usar cores fora da cartela, por exemplo, terão meu apoio (depois de uma mini, mini resistência, rs). O meu objetivo como consultora é ver a cliente feliz. Se ela se sente assim com algo que não é o ideal, quem sou eu para contrariar? Ainda assim, sempre melhor tomar uma decisão informada, né? Obrigação é uma palavra que não tem mais o espaço que ocupava no universo feminino. Se você pesquisar as CEOs do mundo no Google, metade delas tem unha pintada e a outra metade não.

Em suma, o que eu prego é: a decisão é sua. Muita gente gosta da rotina de ir ao salão e considera isso um momento de relaxamento. Eu mesma gosto de vez em quando. Assim como tem muita gente que prefere gastar essa horinha semanal com Netflix outra atividade. Eu colocaria na balança. É uma demanda do seu ambiente de trabalho (podiam pelo menos distribuir uns vouchers, rs)? Vai te prejudicar profissionalmente? Do contrário, se reduz apenas à questão: é lazer ou incumbência?

Beijos,

gabi

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O BATOM VERMELHO DE CADA CONTRASTE

Beleza
12/04/2017

É uma realidade triste: mas nem todas as cartelas da análise cromática têm a cor vermelha. Isso significa que nem todas serão valorizadas pelo clássico dos clássicos. De 12 cartelas, umas 3 não têm nenhum tom da cor. Mas as pesquisas acerca da percepção do batom vermelho só indicam benefícios. O departamento de R&D da Chanel concluiu numa pesquisa que lábios rubros são um indicativo de juventude/vitalidade (sobrancelhas marcadas também, caso alguém queira saber, rs). Uma outra pesquisa com garçonetes apontou que as moças de batom vermelho ganhavam mais gorjetas – e era só com esta cor, o rosa não mudou nada. 

Então como proceder para achar seu batom vermelho ideal? Mesmo que você não tenha essa cor na cartela? Minha recomendação é se orientar pelos contrastes. Observando a harmonia entre o tom de pele, cabelo, olhos e sobrancelhas, dá para chegar numa receita de sucesso, ainda que aproximada. Saber se seu tom de pele é quente, frio ou neutro também ajuda, mas isso vai um pouco além do que podemos saber sem uma análise cromática, rs. Usando o contraste como referência, eis algumas ideias do que eu faria:

Sugestão: De Propósito – Maybelline

Alto contraste: Batom vermelho vivo ou em tons escuros, bem distantes do tom da pele. Quanto mais diferença com a pele, melhor. Eu sou Alto contraste e o batom que eu mais uso ultimamente é o De Propósito, da Maybelline, de fundo neutro (acredito eu). Olha como uma cor bem saturada fica bem para quem tem essas características.

 

Sugestão: Ruby Woo – MAC

Médio-Alto Contraste: Eu gosto de dizer que o Contraste é como o ponto da carne. Existe um meio-termo. Para quem está entre o médio e o alto, um tom vivo, apenas mais fechado como o Ruby Woo da MAC, por exemplo é uma boa pedida. Mas vale lembrar que ele tem uma pitada mais fria no pigmento. Se você sabe que é quente, encontre um equivalente mais puxado para o laranja que para o rosa.

batom vermelho

Sugestão: Jeanne – Nars

Médio Contraste: nesta etapa, gostaria de lembrar que contraste é relativo. A Kim já teve vários, ao mudar mais que um camaleão. Então se oriente por esta foto. Além disso, existem vários tipos de médio contraste. Alguém mais branca que a Kim, com o cabelo também mais claro, pode ter a mesma característica. Pense numa Emma Watson, por exemplo. Por isso, o batom vermelho é relativo também. Para a Kim, um como o Jeanne da Nars, que faz um contraponto com a pele dela, mas não muito alto. Se fosse a Emma Watson, o batom teria que ser mais claro também. 

Sugestão: Vermelhou – Quem disse Berenice?

Médio-Baixo Contraste: A própria Zendaya muda bastante, mas alguém com tom de pele bem próximo ao do cabelo e afins, fica por ali, entre o médio e o baixo contraste. O batom vermelho dela segue a mesma lógica, algo próximo do tom de pele. Ou seja, algum como o Vermelhou da Quem Disse Berenice?, que não é nem muito escuro, nem muito vibrante

batom vermelho

Sugestão: Cereja Intenso – Avon

Baixo Contraste (branca): Esse é o mais difícil para mim. Isso porque o vermelho sempre vai acabar destoando de alguém como a Amanda Seyfried. Mas minha sugestão é encontrar algo o menos vibrante possível, sem ser escuro. Algo como o Cereja Intenso da Avon. Eu nunca vi esse batom ao vivo, infelizmente. Pelas resenhas na web, era o que mais se encaixava na minha pesquisa. Mas vale procurar algo assim como na foto.

 

Sugestão: Leo- Kylie Cosmetics

Baixo contraste (negra): Lupita sempre me salva da escassez de fotos de meninas negras no Pinterest (ou talvez eu nunca tenha descoberto como procurar). No caso de mulheres de baixo contraste que são negras, a lógica se inverte um pouco. Os batons de tons mais fechados são os melhores, porque se aproximam mais do tom de pele. Mas nada vibrante, como no caso anterior. O Leo da Kylie Cosmetics me parece uma boa opção.

Sei que estou devendo um  post mais abrangente sobre contrastes, mas acredito que esse já dá uma boa noção nas explicações. Claro que, no caso de uma análise cromática, os contrastes são informações complementares. Ou seja, é importante conciliar ambos. Até porque, duas pessoas bem diferentes podem ter uma mesma cartela – porque o que conta para a análise é a pele. O resto a gente ajusta em função dela. Por ora, para quem nunca fez análise cromática, os contrastes já vão ajudar bastante!

Beijos,

gabi

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Beleza, Rio Black Book
29/03/2017

Desde que eu cortei o cabelo “curto” pela primeira vez eu já soube que eu jamais voltaria a ter cabelão. Apesar de ter um tipo de cabelo muito almejado pela maioria, o look princesa não tem nada a ver comigo. Quando passei a tesoura pela primeira vez, me encontrei. Eu olhava para a foto do dia anterior, com fios enormes e não me reconhecia. Parece loucura, mas foi assim mesmo, rs. O único problema é que meu cabelo cresce muito rápido e eu raramente consigo acompanhar a demanda de corte. Recentemente me irritei com o tamanho e voltei ao salão para mais uma tesourada – generosa:

corte cabelo desconectado gabriela ganem

Desta vez não me orientei tanto pela moda, mas mais pela minha vontade mesmo. Estava querendo algo meio anos 60, só que atualizado. Algo com bastante volume e a personalidade da época, mas com um contexto 2017. Me inspirei um pouco na Sophia Loren. Um outra referência que eu vi há alguns anos e fiquei obcecada, era o cabelo da Megan Draper (Jessica Parré) em alguns episódios sixties de Mad Men:

Zou Bisou Bisou!

A técnica usada no meu corte é um tal de “desconectado“. Desculpem o déficit no vocabulário técnico, mas eu não faço ideia do que isso quer dizer. Só sei que saem uns pedaços enormes de cabelo e até eu que sou desapegada tremi um pouco na cadeira. O resultado do corte me deixou bem satisfeita, porque consegui um bom volume e meu cabelo ondulado deu uma bela enrolada – a coisa que eu mais gosto nele. Claro que eu jamais chegaria numa coisa Sophia Loren sem pelo menos um frasco de laquê. Mas para um cabelo de todo dia, fiquei muito feliz. O que prova que nem sempre a moda sabe o que você quer, rs. 

corte cabelo desconectado gabriela ganem

No entanto, a melhor parte de todo o processo é… o preço. Cortei num salão de bairro, no fundo de uma galeria do Jardim Botânico. Um lugar que eu já frequento há um tempo, de forma bem irregular. Mas esse salão tem um ativo maravilhoso: a minha cabeleireira, Chris. Eu nem sei o sobrenome da Chris. Ou se a grafia é Cris. O que eu posso dizer para vocês é que essa moça é a rainha do repicado, desfiado e afins. E corta muito rápido! rs. 

Ficamos acostumadas a achar que todo profissional bom é caro e tem renome e sobrenome. Não posso nem questionar isso, já que todos os profissionais célebres que passaram pelo meu cabelo foram mesmo maravilhosos e merecem o alarde. Mas também tem gente boa escondida nos salões de bairro, que tem bastante mérito. Então, se você quer um corte bem repicado (ou etc.) bom, bonito e barato, o que eu posso te dizer é que essa moça sempre acerta comigo – por R$58,00

Chris – Exuberant Coiffeur
R. Maria Angélica, 171 – Lagoa/Jardim Botânico
(21) 2246-4470
Não tem site.

E se você tem um cabeleireiro bacana no seu bairro, faço o convite para que você o recomende aqui nos comentários. 

Beijos,

gabi

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