O TAL DO “NÃO PODE”…

Comportamento
17/09/2017

Mulher baixinha não pode usar vestido longo. Gorda não deve usar estampa. Rosto redondo não pode ter cabelo curto. Quem tem quadril grande não pode usar calça branca. Quem tem boca grande não pode usar batom vermelho. Pele quente não pode usar preto. Ou, insira aqui aquela regrinha chata que você detesta. Não é que tudo isso esteja errado (algumas estão, rs), mas o que incomoda aqui não é a constatação, mas o tal do “não pode“.

não pode   

Muita gente teme uma Consultoria de Imagem ou até uma Análise Cromática por medo do “não pode”. Mas pouca gente sabe que não é bem assim… Ainda mais em 2017. Todo o objetivo da consultoria é trazer mais autoestima, satisfação, segurança e credibilidade. Se alguma peça faz você se sentir assim, independentemente das características, então por que se desfazer dela? Meu papel é apenas dar as ferramentas para que você atinja esta meta com todo o seu armário… Bom, a maior parte dele, pelo menos. 

O que acontece muitas vezes é que a maioria de nós não sabe ao certo o que nos favorece de fato. A própria coloração pode ser uma incógnita até para as consultoras mais experientes, sem a devida análise. Mas uma vez que se descobre o que funciona melhor para nós, cabe a cada uma escolher a abordagem que quiser. Afinal, estamos falando de estilo e não de bacon para um cardiopata. Não existe essa de proibir… Sem contar que, mesmo que alguém queira vestir algo que foge ao ideal, ainda existem várias maneiras de fazer isso sem comprometer muito o resultado. O importante é saber como usar.

Uma enorme vantagem de se usar o espelho durante Análise Cromática é que a cliente consegue acompanhar o processo e observar as melhorias junto comigo. Assim ela mesma vê a diferença e vai lembrar disso na hora de fazer suas escolhas, antes mesmo de montarmos os looks – no caso da consultoria completa. Nem sempre é possível (tem gente que usa óculos e não vê sem eles, por exemplo), mas eu acho ótimo quando dá certo.

O mais importante aqui é lembrar que não existem regras. O que existem são vantagens óticas que podem interessar à cliente ou não. Eu gosto de definir a Consultoria de Imagem como “estratégia” e seus recursos como “ferramentas” e não como algo impositivo, cheio de proibições. Dependendo do objetivo de cada uma, estas ferramentas podem ser usadas ou não. Tem gente que vai repaginar a própria imagem por completo. Tem gente que vai usar só no trabalho. Tem gente que vai reservar o que aprendeu apenas para ocasiões importantes, como uma entrevista de emprego ou festa.  Meu papel é traçar a estratégia junto de cada cliente, apontar o caminho e mostrar o que é possível. E tem dado certo até aqui, rs. 

Por isso, não tenha medo do que uma Consultoria de Imagem pode te apontar, afinal é sempre uma escolha. Ninguém é obrigado a nada, né?

Beijos,

gabi

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Comportamento
20/08/2017

Recentemente aconteceu uma coisa curiosa comigo… Numa mesma semana eu atendi a duas clientes completamente opostas, que quebraram um recorde pessoal cada uma. Uma delas tinha a menor quantidade de roupas que eu já vi. Todo o seu armário cabia numa mala de mão. Isso mesmo que você leu. Já a outra cliente, tinha roupa de umas três décadas armazenadas (eu sei porque reconheci peças que a gente usava quando eu era pré-adolescente) – e nunca tinha feito um descarte. Eu não sei exatamente quantas portas de armário seriam, porque as peças já não cabiam no armário. Diante de tamanho contraste, achei que era o universo me apresentando uma oportunidade de post, rs. 

roupa closet armário capsula inteligente

Eu sempre prego aqui um consumo mais consciente e uma abordagem mais prática do guarda-roupa. Apesar disso, eu sei e presenciei algumas vezes o quão forte pode ser o vínculo emocional das pessoas com as roupas. Eu exercitei o desapego a vida toda, para chegar no patamar que eu estou hoje. Me desfaço das coisas sem muito pesar, porque já descobri como uma vida mais leve e com menos coisas pode ser melhor (obrigada Marie Kondo). Já no outro lado da moeda, sei bem que existem pessoas que acham a roupa uma função chata e detestam fazer compras. Isso não quer dizer que a pessoa não ligue para a própria imagem. E esse conflito é o que leva algumas pessoas a me chamar. 

Cada atendimento é bem diferente e às vezes eu acabo direcionando o foco que cada consultoria vai ter dependendo da demanda. Tem gente que precisa de uma Consultoria de Imagem para conseguir ser mais criteriosa nas compras e descarte. Tem gente que precisa mais de compras e montagem de looks. Tem gente que precisa apenas fazer algo por si mesma. Uma alavancada na autoestima. Às vezes meu trabalho fica às margens da terapia. E eu acho que esta é a parte que eu mais gosto. Me dá uma satisfação enorme ser uma facilitadora de cada uma dessas questões. E o que eu presenciei com as duas clientes recordistas me fez pensar em uma pergunta: de quanta roupa você precisa

De quanta roupa você precisa?

Nós todas temos vidas super diferentes e polivalentes. Eu não diria que há um dígito específico. Longe disso! Mas sim que a quantidade de roupas que você precisa é diretamente proporcional à qualidade das roupas que você tem. E quando eu digo qualidade, não é sinônimo de coisa cara. O preço não tem nada a ver com o termo aqui. Para mim, qualidade se resume a seis critérios: versatilidade, beleza, estilo, adequação, caimento e estado da peça

Se a grande maioria das suas roupas veste bem, te valoriza, tem a sua cara, está bem cuidada, serve aos seus compromissos e ainda se coordena com as demais peças, você não vai precisar de muita quantidade. No caso da minha cliente com uma mala de roupa, meu foco foi nas compras e nos looks. Já que nem precisou de descarte, compensei montando mais opções para ela. Com cerca de 30 peças no armário todo, conseguimos montar mais de 100 produções diferentes. O equivalente a 3 meses e meio de looks, sem repetir nenhuma vez. E ouso dizer: dava para montar até mais. Ela ficou com o armário inteligente perfeito, dentro do estilo dela, compacto e prático. Para quem ainda não está familiarizado com o funcionamento do armário em cápsula, fiz um Gif que resume o conceito:

Roupa

Cardigã | Regata estampada | Rasteira | Sandália de salto | Calça | Camiseta | Colar | Regata lisa | Saia | Blazer

Claro que isso é uma versão resumida, mas já deu para mostrar como funciona e como funciona bem, rs. Mas é claro que eu estou falando de necessidade. Do quanto você precisa mesmo. Mas se roupa é uma paixão para você, mais até do que viajar, comer ou outros prazeres (ou tanto quanto) – e você pode usufruir disso de forma saudável, por que não? Meu papel nestes casos é apenas apresentar critérios para que isso não saia do controle e seja feito de forma inteligente. A linha tênue entre paixão e dependência, como tudo na vida.

Meu ponto aqui é: precisar, precisar mesmo, não é tanto quanto você pensa. Apesar disso, é claro que você tem liberdade para ir muito além do mínimo. Mas em todos os casos, o armário só funciona se você tiver o essencial de roupas de qualidade e com tudo bem disposto e organizado. Do contrário, vai ser aquele velho dilema na hora de se vestir e a familiar sensação de que você não tem o que vestir…

Beijos,

gabi

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UM VÍRUS NO SEU ARMÁRIO: OS SAQUINHOS

Comportamento
13/06/2017

Eu sou uma pessoa hiperbólica, sabemos. Mas não é exagero quando eu digo que o seu armário, sua vida, está (muito provavelmente) tomada por um monstro disfarçado de utilidade: saquinhos. Saquinhos de TNT ou tecido. Sim, aqueles saquinhos que acompanham ou você compra para armazenar sapatos no guarda-roupa ou em viagens… Aquilo é um vírus!

saquinhos sapato organizacao armario consultoria de imagem

Ano passado eu li o livro da Marie Kondo a Arte da Organização. Spoiler alert: não é sobre organização coisa nenhuma, é sobre descarte. Ainda assim é maravilhoso! Depois da leitura eu fiz uma limpa completa e joguei fora/doei milhares de coisas. Dentre os itens mais inúteis e omnipresentes da minha vida estavam os tais saquinhos. Eu tinha dezenas deles! O suficiente para encher uma sacola de lixo de 100 litros. Já imaginou? E olha que eu sequer guardo meus sapatos dentro deles. 

saquinhos sapato organizacao armario consultoria de imagem  

Eu tinha isso tudo para o clássico “vai que eu preciso“. E como eles não estavam todos num mesmo lugar, (se espalham como um vírus, eu disse!) eu nunca notei que havia tantos. E digo mais: como Consultora de Imagem, vejo o armário de muita gente e posso garantir: não é exclusividade minha. Já vi muitas vítimas com a mesma taxa de contaminação (algumas devem se reconhecer nete post, rs). E permita-me fazer uma afirmação controversa: você não precisa dos saquinhos. Calma que eu explico. 

saquinhos sapato organizacao armario consultoria de imagem

A verdade é que apesar do saquinho ajudar a conservar o aspecto do sapato (mas lembrem que dependendo do material, pode ser ruim, já que o couro precisa respirar e ainda tem a umidade depois do uso), ele é péssimo na hora de montar o look. Se você guarda seus sapatos embalados, você não consegue vê-los todos de uma vez quando precisar compor uma produção. Resultado: você vai acabar usando sempre os mesmos. Eu sei que poucas pessoas privilegiadas conseguem dispor de espaço para guardar todos os sapatos à vista, mas quanto mais evidentes eles estiverem para você, melhor. Assim fica fácil pensar fora da caixa e criar algo diferente. 

Eu mesma tenho tentado reduzir o número de pares para manter só aqueles que eu consigo ver dentro do armário. Não adianta ter 100 modelos se você só enxerga 10. Aqueles saquinhos que têm uma “janelinha” transparente ajudam, mas não é a mesma coisa que deixar em evidência. Já para viagens, eu recomendo que você guarde uma meia-dúzia destes sacos e só. Eu joguei quase tudo fora, porque criei terror, rs. Até os das bolsas eu me livrei. Guardei só os daquelas que têm algum potencial para venda no futuro, rs. Eu juro: você não precisa deles. Eles só entulham seu armário e embaçam a criatividade, rs.

Beijos,

gabi

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