5 LOOKS MAIS APROPRIADOS PARA KAREN NO NOVO JUMANJI

Comportamento
21/09/2016

Ontem foi divulgado pela primeira vez uma imagem do novo Jumanji. Você lembra do Jumanji, né? Aquele clássico da nossa infância (pelo menos dos nascidos circa 1986) com Robin Williams e as crianças com o jogo de tabuleiro sobrenatural e selvagem. Pois é… Um filme maravilhoso que não precisava de remake, mas ganhou mesmo assim. Tudo bem, acontece. Nesta nova edição The Rock, Jack Black, Kevin Hart e Karen Gillan estrelam a produção. No entanto, parece que Karen escorregou no figurino nesta primeira aparição:

Os rapazes com 5 camadas de cáqui e ela… digamos, exposta. Shortinho, barriga de fora e decote. Uma graça o modelito. Bem sexy! Eu não tive muita experiência na selva, não sou especialista. Mas na minha única visita à Amazônia, numa trilha modesta de uma hora, a orientação foi calça, sapato fechado e muito, muito repelente. Por isso estranhei a escolha deste look. Há quem diga que este figurino é um tanto sexista, expondo a moça como um pedaço de carne (talvez para os pernilongos) nesta roupa totalmente discrepante e fora de contexto. Mas eu ainda acho que pode ter sido uma falha de comunicação. Talvez Karen simplesmente não tenha recebido o memorando. Mas para ajudá-la nas próximas vezes, resolvi sugerir produções mais apropriadas que esta para a ocasião:

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Não quer virar refeição de mosquitos mas também não quer esconder os atributos? Temos aqui a solução ideal! Um mosquiteiro ambulante. Eu não sei onde ela vai prender isso… Se vai amarrar uma haste nas costas ou prender num chapéu. O importante é que agora dá para ver todo o modelito Lara Croft sem virar o almoço. 

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Para quem quer ter toda essa proteção mas não achou o mosquiteiro muito feminino, temos aqui uma alternativa mais romântica e tradicional. Vai sujar, né? Mas quem liga para isso quando tem um enxame vindo na sua direção? 

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Já faz um bom tempo que não assisto a Jumanji mas eu lembro que rola uma enchente em algum momento. Então nada melhor do que estar preparada, com a roupa adequada, não é mesmo? De quê adianta calça cargo diante de tanta água? Roupa de mergulho… Muito melhor.
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No primeiro Jumanji havia uma vespa gigante! Neste caso, acho que o mosquiteiro pode dar lugar a algo mais resistente, como uma armadura. Tudo bem que não é muito prático para correr, mas pode ser útil quando você se deparar com alguma fera afiada. 

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E se você não é muito boa de corrida, talvez seja o caso de se camuflar. Que tal se infiltrar na gangue dos macacos e passar despercebida pelos animais selvagens? Eu não sei quais são os predadores de macacos, mas aí é só fugir destes!

Estas são apenas 5 sugestões singelas e mais funcionais para a personagem da Karen Gillan. Espero que ela goste e que ajude na sua sobrevivência neste ambiente tão hostil. O The Rock aparentemente também ficou preocupado com o figurino dela e correu para as redes sociais dizendo que “a sua roupa faz sentido depois que você assiste ao filme” (aqui tem o print, porque ele já editou a legenda). Bom ver que ele tem esta consciência. Afinal, ninguém quer ver sua amiga ser devorada com os olhos por mosquitos, não é mesmo? Fofo. 

Beijos,

gabi

O VALOR DA AMIZADE FEMININA

Comportamento
01/09/2016

Sempre tive muitos amigos homens. Sobretudo por namorar há muito tempo, acabei próxima dos meninos. A amizade masculina é tida como um elo de irmandade. “Fulano não é meu amigo, é meu brother!” ou “Mulher de amigo meu para mim é homem”. Essa união entre eles sempre foi muito valorizada, apreciada e promovida. Mas hoje eu venho aqui para ressaltar as glórias da amizade feminina

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Felizmente, também tenho amigas maravilhosas, de uma união e lealdade que é rara de se ver, em qualquer gênero. Foi com elas que eu aprendi o devido valor da amizade entre mulheres. Os homens podem ter uma fidelidade quase canina. Mas existem coisas que só uma amiga faz por você. E digo isso também como a mulher dentro da alcatéia. Às vezes cumprimos papel de anjo da guarda, rs. As meninas ainda são criadas para ser a voz da razão e da maturidade (sobretudo se você nasceu virginiana – bate aqui!) muito embora sejamos, por vezes, retratadas como histéricas.

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Não tenho a intenção de ressaltar as diferenças entre homens e mulheres, porque estaria recorrendo a estereótipos. Mas me permitam ser genérica, usando minha experiência pessoal como exemplo, sem pressupor nenhuma regra invariável. Mulheres costumam ter uma abordagem bem diferente a dos homens às diversas situações que passamos. De certa forma, eles não foram tão preparados pela sociedade para lidar com questões da mesma maneira que nós. Embora possam ser super solidários, sinto que só as amigas conseguem dar a devida profundidade às crises. Eles são mais superficiais e gostam de deixar a conversa mais leve com uma piadinha (que pode até ser bem-vinda). Mas se eu tenho um abacaxi de Itu, só minhas amigas descascam. 

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Outro ponto importante é a empatia. Amigas conseguem se colocar no lugar uma da outra como ninguém. Isso porque dificilmente um homem vai entender por completo às questões que rodeiam o “ser mulher”. Aliás, empatia, em geral, costuma ser mais a nossa praia. Mas tem também o “sentir na pele“, de coisas que nos são tão familiares.  

Mais um elemento vital na amizade entre mulheres: as broncas. Para mim, não existe maior forma de amor do que dar/levar uma bela bronca das minhas amigas. Se eu estou te dando um puxão de orelha, pode ter certeza: eu te amo. Isso é algo que reservo apenas para as pessoas que mantenho no meu menor círculo – e o que eu espero delas de volta. Passar a mão na cabeça é importante também, quando cabe. Não existe consolo melhor do que o das nossas amigas. No entanto, a bronca certeira é o mais extremo antônimo da indiferença.

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Tem ainda a parte mais agradável, os elogios. Mulheres elogiam mais. E não só por conveniência ou educação, o que acontece também. Mas a gente costuma reconhecer melhor os pequenos esforços ou até os grandes. De um esmalte bonito a um “você é uma mãe maravilhosa“, passando casualmente por um “bom trabalho!“. Amigas enxergam e apontam nossas menores vitórias, ainda que seja um rabo-de-cavalo bem executado, rs. Homens podem até elogiar, mas numa outra escala. 

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Vai amigaaaa!

A gente sabe que existe muita competição feminina por aí, infelizmente (eu mesma tenho dificuldades em quebrar esse hábito de comparação). Mas seríamos muito mais espertas se ao invés das tais “inimigas” colecionássemos amigas. Enquanto isso, acho que vale reconhecer que a nossa amizade tem muito mais valor do que se prega por aí – isso porque eu nem entrei no mérito das coisas que a gente pode pegar emprestado, rs. Minhas amigas são um dos meus alicerces e tenho muita sorte de tê-las do meu lado dividindo as dores e as alegrias, os desafios e as conquistas, as broncas e os reconhecimentos. Obrigada a elas! Quero que toda menina, mulher e até os rapazes tenham essa mesma sorte. A amizade feminina vale muito!

Beijos,

gabi

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OLIMPÍADAS DAS MULHERES

Comportamento
14/08/2016

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Sim, talvez os grandes ídolos desta competição sejam Phelps e Bolt. Mas não há como negar que as Olimpíadas do Rio 2016 são mesmo das mulheres. As atletas não param de nos dar orgulho… Sejam elas brasileiras ou não. Não que exista qualquer competição neste sentido, clube do Bolinha ou clube da Luluzinha. No entanto não há como negar que as mulheres estão quebrando barreiras seculares através do esporte neste ano. A começar pelo índice de participação: 45% dos atletas são mulheres. O número mais alto até aqui. 

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Karol Conka e MC Soffia na abertura

Sem dúvida a maior quebra de paradigma nacional vem sendo o futebol feminino, redefinindo ídolos no maior esporte do Brasil. O público gritando o nome da Marta no jogo dos rapazes pode não ser muito simpático mas é símbolo do novo momento (e um tanto cômico). Acho que é um reconhecimento justo, sobretudo porque o brasileiro vem vivendo um amor não-correspondido com o futebol masculino. Há também o surgimento de novos ícones do esporte como Simone BilesKatinka Hosszu e Katie Ledecky, quebrando recordes e expectativas. Histórias de superação como da judoca Rafaela Silva ou da refugiada síria Yusra Mardini, que competiu aqui depois de nadar no mediterrâneo por mais de 3 horas para salvar seu barco com outros refugiados. 

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Claro que ainda temos um longo caminho a percorrer. A própria Simone Biles precisou se impor ao ser comparada a Michael Phelps e Usain Bolt. Infelizmente, essa cultura ainda está muito entranhada, sobretudo dentre os comentaristas de esportes. São muitas pérolas! Não só o bom e velho “ela é boa como um homem” (cadê o #likeagirl amigos?), mas também alguns comentários bem infelizes como “o responsável pela sua vitória, seu marido e treinador”, este último exemplo se referindo a Hosszu, após quebrar o recorde mundial em sua prova. Eu mesma flagrei ao vivo um comentarista proferindo “treinar 8 homens já é difícil, imagine 8 mulheres!“. Mudei de canal para não dar audiência, rs. 

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A verdade é que essas heroínas do esporte, mesmo quebrando recordes e vencendo barreiras ainda estão sujeitas a velhas crenças de que mulheres são mais irracionais, emotivas, vaidosas e frescas. Isso quando não são avaliadas pela beleza. Não que a gente não possa apreciar a forma física dos atletas, não é mesmo? Afinal, tem muito material para todo tipo de preferência, rs. A questão é apenas a igualdade de gêneros. Hoje notei que não existe nado sincronizado ou ginástica rítmica para homens. Qual o motivo? Precisamos romper essas barreiras e estereótipos. Por outro lado, se há preconceito, há também mudanças e respostas maravilhosas como esta:

“Eu não sou o próximo Michael Phelps ou Usain Bolt. Eu sou a primeira Simone Biles“.

Que orgulho dessas guerreiras!

Beijos,

gabi