OLIMPÍADAS DAS MULHERES

Comportamento
14/08/2016

olimpiadas das mulheres

Sim, talvez os grandes ídolos desta competição sejam Phelps e Bolt. Mas não há como negar que as Olimpíadas do Rio 2016 são mesmo das mulheres. As atletas não param de nos dar orgulho… Sejam elas brasileiras ou não. Não que exista qualquer competição neste sentido, clube do Bolinha ou clube da Luluzinha. No entanto não há como negar que as mulheres estão quebrando barreiras seculares através do esporte neste ano. A começar pelo índice de participação: 45% dos atletas são mulheres. O número mais alto até aqui. 

karol conka olimpiadas das mulheres

Karol Conka e MC Soffia na abertura

Sem dúvida a maior quebra de paradigma nacional vem sendo o futebol feminino, redefinindo ídolos no maior esporte do Brasil. O público gritando o nome da Marta no jogo dos rapazes pode não ser muito simpático mas é símbolo do novo momento (e um tanto cômico). Acho que é um reconhecimento justo, sobretudo porque o brasileiro vem vivendo um amor não-correspondido com o futebol masculino. Há também o surgimento de novos ícones do esporte como Simone BilesKatinka Hosszu e Katie Ledecky, quebrando recordes e expectativas. Histórias de superação como da judoca Rafaela Silva ou da refugiada síria Yusra Mardini, que competiu aqui depois de nadar no mediterrâneo por mais de 3 horas para salvar seu barco com outros refugiados. 

camisa-selecao-marta-neymar olimpiadas das mulheres

Claro que ainda temos um longo caminho a percorrer. A própria Simone Biles precisou se impor ao ser comparada a Michael Phelps e Usain Bolt. Infelizmente, essa cultura ainda está muito entranhada, sobretudo dentre os comentaristas de esportes. São muitas pérolas! Não só o bom e velho “ela é boa como um homem” (cadê o #likeagirl amigos?), mas também alguns comentários bem infelizes como “o responsável pela sua vitória, seu marido e treinador”, este último exemplo se referindo a Hosszu, após quebrar o recorde mundial em sua prova. Eu mesma flagrei ao vivo um comentarista proferindo “treinar 8 homens já é difícil, imagine 8 mulheres!“. Mudei de canal para não dar audiência, rs. 

rafaela-silva- olimpiadas das mulheres

A verdade é que essas heroínas do esporte, mesmo quebrando recordes e vencendo barreiras ainda estão sujeitas a velhas crenças de que mulheres são mais irracionais, emotivas, vaidosas e frescas. Isso quando não são avaliadas pela beleza. Não que a gente não possa apreciar a forma física dos atletas, não é mesmo? Afinal, tem muito material para todo tipo de preferência, rs. A questão é apenas a igualdade de gêneros. Hoje notei que não existe nado sincronizado ou ginástica rítmica para homens. Qual o motivo? Precisamos romper essas barreiras e estereótipos. Por outro lado, se há preconceito, há também mudanças e respostas maravilhosas como esta:

“Eu não sou o próximo Michael Phelps ou Usain Bolt. Eu sou a primeira Simone Biles“.

Que orgulho dessas guerreiras!

Beijos,

gabi

O “AB CRACK” E A IDEALIZAÇÃO DO INTANGÍVEL

Comportamento
30/07/2016

Se você ainda sonha com a tal barriga negativa, saiba que isso já não é o bastante para ter o “corpo do momento”. O Instagram é um advento que vai além do compartilhamento de imagens bonitas. Hoje, é um dos maiores termômetros sociais e de tendências de comportamento. Não vou dizer que antes do seu surgimento as exigências para o físico feminino eram pequenas. Mas, ao que tudo indica, esta mídia se tornou uma vitrine para modismos bem questionáveis… A última é o Ab Crack

ab crack emily rata   

Se antigamente tinha o gordo e o magro, hoje estar no peso ideal já não é o suficiente para as aspirações cibernéticas. Já vimos de tudo: #BarrigaNegativa, #ThighGap (aquele espaço entre a parte interna das coxas), #BikiniBridge (quando o biquíni flutua entre os ossos da bacia, sem encostar no abdômen ao deitar), #BellyButtonChallenge (quando o braço passa por trás das costas e alcança o umbigo). Onde isso vai parar? E sabe-se lá o que está por vir! A verdade é que as pessoas estão transformando transtornos de imagem corporal em desafios lúdicos ao usar nomes e hashtags cativantes. Uma abordagem quase marqueteira. E quem ganha com isso?

bikini bridge

#BikiniBridge

No caso, a última obcessão, o Ab Crack, em português é o equivalente a “rachadura abdominal”. Na prática é uma espécie de fissura entre as costelas, que você obtêm quando é bem magra, malha bastante (mas sem parecer forte) e não come nada que venha numa embalagem. Parece que tudo começou com algumas modelos da Victoria’s Secret que andaram se destacando na rede. Não preciso dar mais nenhum argumento aqui sobre a intangibilidade dessa modinha, né? Se até Adriana Lima passa fome por 9 dias para desfilar, é porque chegamos nos limites do possível. Isso sem contar que o corpo é material de trabalho (e salário) para estas mulheres. Para elas compensa mais e é quase dedicação exclusiva. 

ab crack

Se ao longo dos séculos os humanos fizeram de tudo para tornar a vida mais prática e menos sofrida, por que nós compensamos nos impondo uma série de sacrifícios desnecessários, em nome de um ideal inatingível? Não me parece muito esperto. É claro que tem aqueles que até dizem que gostam de malhar. Se eles dizem, quem sou eu para duvidar? rs… Mas a menos que essa busca seja algo que te traga alegria e prazer, não vejo o propósito de chegar a tal extremo. Ter saúde deveria ser mérito o bastante, sobretudo num mundo de invenções como Nutella, pão de queijo, sofá e Netflix. 

ab crack 2

Longe de mim querer desencorajar quem está atrás do Ab Crack ou seus precessores. Apenas gostaria de jogar uma luz sobre o assunto, para que a maioria possa enxergar que não faz sentido ficar correndo atrás de algo tão distante – sobretudo sabendo que daqui a pouco o modismo será outro, provavelmente ainda mais distante. Sejamos razoáveis. Todas essas cobranças não são realistas ou justas. Imagina conseguir atingir todas? Essa pessoa merece ao menos uma remuneração. Esse tipo de sacrifício carece de recompensa. Já eu estou aguardando o dia em que a pochete e os pneus estarão em voga. Mastigar carboidrato é uma tarefa bem mais fácil e agradável, rs. 

Beijos,

gabi

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A BELEZA MUDOU

Comportamento
11/07/2016

Há quem diga que uma troca de década/era está sempre atrelada a uma grande transformação na beauté. A beleza é um reflexo de uma mudança de paradigma, de comportamento e até de valores. Depois de um período bem saturado da maquiagem e cabelo, acredito que estamos caminhando para uma nova era da estética: sai o reboco, entra a pele natural, sai o desenho marcado, entra a luz e sombra, sai o cabelo montado e entram os fios naturais

 

É inegável o caminho que estamos tomando nesta nova era cosmética. Até os nossos produtos mudaram: hoje falamos em óleo de côco, mel, abacate… E não é receita (mas bem que poderia ficar gostoso isso aí). Aposto que nunca se usou tantas águas e óleos. Eu mesma não vivo sem água termal e pelo menos um óleozinho multifuncional. Claro que isso não quer dizer que eu dispenso os meus itens mais elaborados e tecnológicos, mas acabou a habitual predominância.

    

Alicia Keys, linda, que abandonou a maquiagem definitivamente. 

Basta observar as últimas tendências de beleza: sobrancelhas cheias, sardas aparentes (ou até falsas), cabelo cacheado, strobbing… Tudo é um reflexo de que a época da montação está chegando ao fim. Agora o que vemos são peles naturais, com viço. Nada daquela argamassa que tanto vimos e copiamos do YouTube, rs. Pessoalmente, fico bem entusiasmada com essa nova onda, já que sempre preferi uma make mais suave na pele e deixava o destaque para o batom. Mas mesmo esses estão cada vez mais suaves. Notaram? Nunca se viu tantos tons de boca nas prateleiras. O tal do “my lips but better” (meus lábios, só que melhor), batom mortadela, rosa queimado, capuccino… 

beleza mudou novo look batons nude 

Na dúvida, basta observar algumas das musas atuais: Gigi Hadid, Kendall Jenner, Lupita Nyong’o, Grazi Massafera, Blake Lively, Cara Delevigne… Até a Kylie, ícone da maquiagem e fã de um bom reboco, usa apenas tons terrosos. Para mim, a maior representante dessa nova etapa é justamente Gigi Hadid, com sua beleza solar, luminosa e até de bochechas – coisa que não se via mais. Ando pinando (tem que virar verbo) bastante suas makes e cabelos, rs. 

 gigi hadid beleza mudou novo look

Quase nada e ai que linda!

Claro que isso não restringe em nada nossas escolhas, se trata apenas de uma tendência de comportamento que reverberou na maquiagem e cabelo. Depois do ápice do look ostentação e da montação excessiva, era de se esperar que a coisa caminhasse para algo na direção oposta. Estamos vivendo um momento mais frugal no geral. Normcore, genderless, P&B… São tempos mais simples. Mas quem gosta de como as coisas estavam é livre para abusar da make e cabelo como quiser. O importante é se sentir bem. Eu vou continuar com meu batom vermelho e pele de pó mineral, até por causa da minha coloração pessoal, totalmente diferente da Gigi Hadid, rs. Aliás, essa é sempre a minha recomendação geral, independente de tendências. Mas pequenos ajustes são sempre bem-vindos, né?

Beijos,

gabi

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