MARINHO É A COR MAIS NEUTRA

Consultoria de Imagem
07/11/2017

E azul não é a cor mais quente, rs. Quem é minha cliente sabe que eu não tiro o marinho da boca… Mas não é uma preferência pessoal (apesar de amar e ser altamente adepta) e sim uma estratégia de coloração. Como já falei algumas vezes, ao contrário do que o mundo inteiro prega, preto ou branco não são cores universais. Eu sei que parece triste, mas não é! Quando a gente aprende a usar as demais cores, preto e branco quase não fazem falta, ainda mais sabendo que eles não nos caem bem. 

E qual é a cor clássica mais básica depois do arroz-feijão? É o marinho! Seguido dos notórios bege, marrom (#freemarrom) e cinza. Se você entrar numa loja, olhar um cardigã, blazer, calça tradicional e afins as duas primeiras cores oferecidas serão preto e branco. Muito provavelmente a terceira vai ser marinho. Não é só que o danado é muito elegante – porque é extremamente sofisticado a meu ver. E também não é só porque veste bem – e, de fato, cai que é uma maravilha. Além disso tudo o azul-marinho tem um super poder oculto: ele combina com absolutamente tudo. Eu disse TUDO

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Qualquer cor sólida que você imaginar funciona perfeitamente com o marinho. Amarelo? Roxo? Verde? Lilás? Ocre? Mostarda? Fúchsia? Grená? [Insira aqui uma cor]? Tudo fica ótimo com o marinho! Todo o arco-íris e seus descendentes. E não pensem vocês que isso não inclui os demais clássicos, como o próprio preto e/ou branco. Aliás, quem rejeita a mistura de marinho com preto ainda será convertido por mim (mas não tenham medo, porque somos uma seita moderada e gratuita, rs). Amo preto com marinho

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Mas não é só isso! Além de ter a versatilidade máxima, elegância e bom caimento, o marinho é uma cor praticamente universal, do ponto de vista da coloração pessoal. Como? Vocês sabem que existem cores neutras na coloração, certo? O azul marinho é uma das cores que consideramos ser um meio-termo certeiro entre o quente e o frio. Some isso à teoria dos contrastes e vai entender como essa cor pode ser um coringão! 

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Para alto contraste, como eu, marinho é uma cor escura e me complementa. Para médio contraste, a cor não destoa tanto assim da pele e demais atributos. Para quem é baixo contraste, funciona como um preto muito melhorado. Não é à toa que eu vivo fazendo mudanças do preto para o marinho no Instagram. E quem irá dizer que não é um upgrade? Observe o caso da Doutzen Kroes:

 

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Esta mulher já nasceu uns dez passos adiante da perfeição. Mas mesmo um anjo esculpido como Doutzen fica prejudicada quando a cor errada entra em cena. As duas fotos são iguais, só alterei o vestido. Conseguem ver como no preto a pele dela fica mais amarelada e os olhos não têm tanto brilho? Em compensação, com o azul marinho os olhos se acendem e a pele ganha viço, além de um tom mais bonito. Percebem também?

Alguma dúvida de que essa cor é um colosso? Agora que ficou comprovado, preciso fazer um adendo, com uma anedota. Uma vez falei sobre esses atributos para uma amiga, que mais tarde se tornou minha cliente. Quando abri seu armário, mais da metade das roupas era azul marinho. E a culpa era parcialmente toda minha. Então, antes que alguém cometa o mesmo excesso, lembrem de que é muito bom sim, mas como cor de base, alternativas para branco e preto. Não é para sair com ela sempre da cabeça aos pés, ok? rs.

Beijos,

gabi

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MELHORES LOOKS DO CASAMENTO DE MARINA RUY BARBOSA

Consultoria de Imagem
08/10/2017

A menos que você estivesse sozinho em uma gruta sem wifi, você provavelmente ficou sabendo do casamento de Marina Ruy Barbosa. Eu digo que este é o matrimônio em que todos nós estávamos presentes, mesmo de longe, rs. Pelo menos foi para lá que o feed nos transportou. Pensei muito se deveria comentar os looks das convidadas. É muito mais fácil falar de personalidades gringas, porque eu tenho certeza de que nunca vão cruzar com o que eu escrevi. Já no Brasil, não é tão impossível. Por isso, escolhi apenas aquelas que eu achei muito certeiras, rs. Ainda assim, tem um bocado de análise técnica (com aquela pitadinha de opinião):

Paula Fernandes surpreendeu muita gente com esta escolha bem fluida e mais sóbria que seus looks habituais. O corte ficou muito bonito para ela. A capa ajudou a dar um destaque para os ombros e a equilibrar a proporção da saia no quadril. Achei delicado e harmonioso. Menção honrosa por melhor evolução.

Marcella Tranchesi de Elisa Lima metalizado e plissado. Bastante glamuroso e sem exageros. Achei o caimento perfeito, preservando uma silhueta ampulheta, valorizando a cintura. Não recomendo este tipo de decote estreito para quem tiver ombros pequenos, o que não parece ser o caso dela (ou a postura está boa, rs). Adorei o detalhe das pulseiras casadas.

Luciana Tranchesi foi uma das que mais gostei! O Badgley Mischka vermelho com laçarote é um charme e ainda tem drapeado na cintura – o melhor amigo da mulher. Gosto do combo brincão, anel e mais nada, sobretudo num tomara-que caia, que valoriza o colo. E claro, a melhor parte, a cor! O tom vivo complementou muito bem seu contraste alto

Didi Wagner certamente tinha o vestido mais original: um Givenchy vintage da era Alexander McQueen (colosso fashion). Tenho uma queda por franjas e estas ainda formam uma estampa. Muito lindo e diferente. Eu não sei se esta é a melhor cor para ela, mas o contraste está bem adequado. 

Vic Ceridono belíssima e elegante num vestido da Candy Brown (quem for ou estiver em São Paulo precisa conhecer este atelier, acho bárbaro). Se eu tivesse um casamento diurno amanhã, provavelmente escolheria um longo estampado. Fica super adequado e muito feminino. O modelo tinha tudo a ver com a ocasião e clima da festa… Sem contar que a modelagem ficou perfeita e as flores sob o rosto ajudaram a equilibrar o contraste do rosto. E a maquiagem está excelente para os meus padrões de casamento de dia.

Thássia Naves foi num Zuhair Murad azul bebê (que muito provavelmente não é da cartela dela, mas não fez feio) cheio de texturas. Eu diria até um pouco demais… Mas a monocromia dos tecidos e a falta de brilho deixou o look na medida. O vestido é super romântico e eu gostei como ela coordenou com um penteado displicente e atual, além da clutch moderninha. Observem como a modelagem deixou a silhueta longilínea e a cintura bem marcada. Deve ter um bom salto aí dentro!

MELHORES LOOKS CASAMENTO MARINA RUY BARBOSA

Julia Faria estava um deslumbre com um vestido da estilista mineira Hingrid Sathler (que não conhecia, mas agora quero). Bem Cinderella! Ouso dizer que esta cor ficou bem bonita nela e ainda deu uma realçada nos olhos – parecer ser nosso velho truque. Achei ótimo misturar o vestido de princesa com uma trança rebelde espinha de peixe. Equilibra os estilos!

Patricia Bonaldi foi quase unanimidade. Afinal, o vestido é uma obra-prima e vestiu como uma luva. Com bordados e plumas num casamento diurno, acho importante que ela tenha optado por uma silhueta sequinha e cores claras e sóbrias. Assim ficou bm harmonioso. O cabelo meio beach waves também contribuiu nesta compensação. 

MELHORES LOOKS CASAMENTO MARINA RUY BARBOSA MELHORES LOOKS CASAMENTO MARINA RUY BARBOSA

Agora, unânime mesmo foi Camila Coelho e eu devo me juntar ao coro popular. Esplêndida em seu Ralph & Russo de seda azulada. Ralph & Russo é maison que eu vestiria todos os dias se eu tivesse a fortuna de um sheik árabe. Até para ir à padaria. Acho o suprassumo da elegância e isso se reflete aqui. Amei os detalhes em tecido desfiadinho. Só tenho duas observações: a primeira é a pulseira, que achei um tanto pesada para ela que é mignon. A outra é que provavelmente este não é o azul da Camila. Dito isso, o decote profundo abaixo do rosto além da transparência e opacidade do tecido ajudaram a equilibrar (se fosse cetim, por exemplo, teria destoado muito). Apesar das ressalvas, Camila foi minha preferida absoluta – e este batom nasceu para ela. 

Claro que eu tentei pincelar um pouco de coloração nos comentários, mas tentei focar mais no contraste (já que sem a Análise Cromática, qualquer outra coisa é palpite). Obrigada a todas que me ajudaram via Instagram a chegar nas melhores do casamento. Queria também dizer que outras que gostei não entraram aqui por falta de boas fotos, como Sasha e Juliana Paes – esta sim, certeira na cartela. Espero não ter esquecido de ninguém! O que acharam?

Beijos,

gabi

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Consultoria de Imagem
02/08/2017

Quem já me lê há algum tempo deve estar esperando um post como o de hoje faz tempo: uma breve descrição das cartelas de cores da Análise Cromática. Acho que vocês estão prontas para esta parte mais técnica! Primavera, Inverno, Verão, OutonoOutono Puro, Outono Opaco, Outono Escuro… Afinal, o que querem dizer essas cartelas de nomes tão bonitinhos porém confusos? 

ANÁLISE CROMÁTICA

Verão, Inverno, Primavera, Outono (ainda no sistema de 4 cores, mas que dão uma dimensão). 

Vale lembrar que o único jeito de descobrir a sua cartela é através de uma Análise Cromática presencial. Qualquer coisa diferente disso é palpite – inclusive o que eu faço com as celebridades aqui. Os palpites podem ser certeiros, mas não tem como ter certeza sem o procedimento adequado. Eu sei que tem gente por aí que vende testes online, mas eu não consigo conceber uma maneira infalível de fazer isso à distância. Quem já fez sabe como pode ser complexo… A maioria destes testes são baseados em estereótipos que já foram derrubados pelas metodologias atuais. Então, muito cuidado!

Voltando às cartelas, existem dois métodos de diagnóstico populares: o Método Sazonal e o Sazonal Expandido. Este último é o mais moderno, que permitiu passar de 4 opções de cartelas para 12. Isso ocorre porque este método considera as cartelas de fundo neutro (nem tão quente, nem tão frio). A diferença está na característica predominante, que passou de apenas de quente ou frio para seis opções. São elas: Quente x Frio, Opaco x Vivo e Claro x Escuro

ANÁLISE CROMÁTICA    

Basicamente são 4 estações puras, com predominância fria ou quente, e 8 estações neutras com predominâncias variadas. Mas vale apontar que mesmo as estações neutras têm uma inclinação para o frio ou quente. Muita gente imagina que cores neutras são um oba-oba e que todas as cores funcionam… Não é bem assim, rs. Todo mundo tem o mesmo número de cores numa cartela. A única vantagem de pessoas neutras é poder usar tanto o prata quanto o dourado. Mas isso fica para outro capítulo. 

As estações são 12, mas compartilham características, o que torna mais fácil a memorização. Imagine uma família de 12 filhos, em que cada um tem três pais e todos são irmãos de alguma forma… Ou melhor, esqueça esta analogia complexa e observe o gráfico abaixo (é uma espécie de gráfico, vai!):

ANÁLISE CROMÁTICA

Existem 4 estações puras na Análise Cromática: Primavera Pura e Outono Puro que são quentes e Inverno Puro e Verão Puro que são frias. As demais são neutras e com outras características predominantes. Ainda assim, metade das 12 estações são da família dos quentes e metade dos frios. O mesmo vale para o Claro x Escuro e o Vivo x Opaco. Metade para cada característica oposta… Cada estação compartilha os traços com as outras. 

Uma coisa relevante a ser dita é que as estações tem mais de uma nomenclatura, dependendo da tradução e afins. Outono Puro pode ser chamado de Outono Quente ou ainda de Outono Verdadeiro. Opaco pode ser traduzido como suave e vivo pode ser brilhante, por exemplo. Escuro pode ser profundo… Mas independentemente do nome, o importante é assimilar o que esses termos descrevem para fazer uma triagem adequada nas cores. 

Outono é do grupo dos quentes, escuros e opacos. Verão também é opaco, mas da família dos frios e claros. Primavera também é clara, mas é quente e viva. Inverno é igualmente vivo, mas frio e escuro. Deu para entender mais ou menos? Eu sei que é elaborado, mas não deixa de ser fácil. Vale olhar as quatro cartelas lá em cima para referência, apesar de serem só as quatro do Método Sazonal. O que acontece na cartela é um somatório de características:

ANÁLISE CROMÁTICA

ANÁLISE CROMÁTICA

Esses exemplos ilustram de forma simples como as características combinadas podem compor uma cartela. O resultado final vai depender do traço predominante. Se é mais escuro que opaco, ou mais vivo que claro, por exemplo. Mas nestes dois esquemas dá para ver bem como o somatório das propriedades interferem nas cores e como a Análise Cromática identifica seus caminhos.

Vale lembrar que a maioria das cartelas da Análise Cromática tem alguma versão da maioria das cores. Estações opacas podem não ter o vermelho, que é uma cor tradicionalmente viva. A minha cartela, Inverno Puro, não tem laranja, por exemplo. Mas todas tem algum azul, algum verde, roxo, rosa, marrom, cinza, bege… O mais complicado é ficar sem o branco (branco mesmo, dentista) e o preto, que não são tão universais quanto nos fazem acreditar. 

Mas mesmo as restrições podem ser contornadas. Eu sempre dou um jeitinho das clientes usarem as cores do coração, ensinando a errar direito, rs. E não esqueçam que a cartela de cores só é importante nas áreas ao redor do rosto. Blusa, lenço, vestido, maquiagem, cabelo, bijoux, óculos, chapéu… Calça, saia, sapato e afins não entram na roda. Mas para quem ainda acha que não faz tanta diferença assim, trago um exemplo, para refrescar a memória do demonstrado em outros posts:

Me digam vocês o que funcionou e o que não funcionou… (Dessa vez eu peguei da web, não fiz toscoshop)

Outra coisa importante: você não precisa adorar todas as cores da sua cartela – porque você não é obrigada a usar todas. Aliás, você provavelmente não vai achar todas bonitas. Eu mesma não gosto de várias cores minhas. A cartela serve para te indicar as cores que vão te valorizar. Aliás, não se esqueçam que é importante coordenar a cartela com o contraste. Não esqueçamos do contraste! Essa parte eu reservo para o styling. As cores da estação garantem que a pele e os olhos vão ser valorizados. O contraste considera a harmonia de luz e sombra além das cores.

Eu sei que é um conteúdo amplo, mas eu quis explicar direitinho e da forma mais didática possível. Depois me contem se eu consegui ou falhei, rs. O importante é perceber que tem muita, muita mesmo, lógica por trás da Análise Cromática e suas aplicações.

Beijos,

gabi

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