6 ÊXITOS DO MET GALA E O QUE APRENDER COM ELES

Consultoria de Imagem
03/05/2017

Mais um red carpet notório acontecendo pelo globo e desta vez não foi qualquer um: nada menos que o Baile do MET. Para quem não ainda não conhece, o MET Gala é o baile beneficente anual do Costume Institute e que abre a temporada de exibição de moda no museu em Nova York. Vocês provavelmente já viram a cobertura completa em outros sites (recomendo a do Fashionismo) ou no instagram. Nossa missão aqui é apenas aprender com os acertos das convidadas e seus vestidos mágicos. Não é tanto sobre gosto pessoal, mas uma mera análise funcionalista, rs. Vamos aos melhores neste quesito:

Met Gala

Abrindo com Blake Lively de Versace. Já tinha comentado esse sucesso no instagram. Não é sobre achar bonito ou não… É sobre esta obra da engenharia! Notem que as linhas e bordados do vestido direcionam o olhar para onde é vantagem. A modelagem amplia suavemente o quadril e ombros, deixando a cintura bem definida e o corpo totalmente ampulheta. Até os braços foram alongados. Isso sem contar que a cor dourada é perfeita para a coloração e contraste baixo da Blake. A cereja no bolo é o brinco com azul fazendo a simetria com as plumas.

Adriana Lima foi relativamente simples para um MET Gala que homenageava Rei Kawakubo, estilista da bem inusitada Comme des Garçons. Mas vai dizer que não está um colosso neste Alberta Ferreti? E olha que normalmente eu nem gosto tanto de frente única tão cavada, rs. Ficou longilínea com o V do decote e da fenda. O preto, ao contrário do que muitos acreditam, não é uma cor universal. Eu não sei se está na cartela dela, mas em matéria de contraste, a escolha foi certeira. O preto complementa os traços dela ao invés de ofuscá-la. 

Zac Posen não tem a devida apreciação que merece. Ele é um dos meus favoritos a cada vez e nesta não foi diferente. Um escultor! Vai dizer que esse modelito da Katie Holmes não é um espetáculo? Aposto que se você visse esse corpo sem cabeça nunca chutaria que era ela, rs. Ficou uma sereia. E novamente temos as linhas do vestido te dizendo para onde olhar. Notam um triângulo na costura da barriga? Eu sempre prefiro quando esse tipo de desenho aponta para cima. Quando aponta para baixo muitas vezes acaba criando um efeito “pochete” ali no “panceps”. Do jeito que está deixou a cintura bem definida. A costura valorizou até o busto. E a cor é no contraste perfeito para ela, que está alto contraste. 

Zendaya tem meu respeito em muitos âmbitos da vida. O fashion é apenas um deles. Quantas pessoas segurariam um laranjão e amarelo como o deste Dolce & Gabbana? E vai dizer que não complementou com perfeição a coloração dela? Vale observar que ela escolheu um tom de cabelo certeiro para o vestido (o dela original é outro). Você não precisa fazer isso quando tiver uma festa, mas ela é sempre camaleoa no quesito cabelo. E o fechamento com o batom laranja me deixa até emocionada. Impecável!

Outra pessoa que me agrada com frequência: Emmy Rossum. Você talvez nem a tenha notado na cobertura do MET. Isso porque seu Carolina Herrera indefectível tenha se tornado um tanto discreto diante da concorrência, rs. Ainda assim, tem sua exuberância, numa vertente mais clássica. Preto e branco é para contrastes bem altos como o da Emmy – que selou o look com um batonzão vermelho. Certeiro e lindo! Amei.

Eu tenho uma forte desconfiança de que a cartela de Cara Delevigne tem muitos cinzas. Talvez por isso o prata do seu Chanel caia tão bem para ela. Cara raspou a cabeça para um papel e inovou maquiando a careca. Achei bárbaro e o MET Gala permite uma cabeça metalizada. A modelagem é linda, deixando o corpo bem ampulheta e o sapato prateado deixou um pernão comprido. Quando a silhueta é ampulheta, um cinto é uma boa pedida, porque cria um ponto focal no lugar certo. Sobre isso, vale ler este post  sobre cintos, mais completo.  

Uma observação: Por que eu não coloquei Gisele na lista do MET Gala? Por um motivo muito simples: só deu certo porque é ela. [Já sinto as pedras vindo na minha direção, rs]. A verdade é que a modelagem deixou o corpo dela um tanto desproporcional de frente, com ombros grandes e quadril estreito. Outra coisa que me incomodou: a cor. Senti que a deixou meio amarela – pode ter sido a maquiagem ou algum autobronzeador. Ficou linda? Um espanto? Sim! É a Gisele! Mas eu não teria como tirar algum aprendizado desta escolha, por isso ficou de fora…

Beijos,

gabi

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7 CRITÉRIOS ESSENCIAIS PARA IDENTIFICAR UMA BOA COMPRA

Consultoria de Imagem
24/04/2017

Geralmente, existem dois tipos de cliente quando o departamento é compra: ou a pessoa não gosta de ir ao shopping e não sabe o que escolher ou ama fazer compra e não sabe a hora de parar. Meio-termo existe, mas não é a maioria, rs. De certa forma, acho que esses dois perfis, apesar de extremos opostos, sofrem de um mal similar: dificuldade para identificar o que é de fato uma boa aquisição. Muita gente ainda não conseguiu definir os critérios para determinar o que constitui uma real boa compra. Como você decide o que vale a pena levar?

 

Com o tamanho da oferta e variedade, fica mesmo difícil ter clareza na hora da compra. Alguns acabam levando de tudo e tem gente que sempre leva a mesma coisa (isso quando não desiste e vai embora). Existem ainda ciladas como promoções, descontos progressivos… Quer coisa mais sedutora que “30% de desconto na segunda peça”? Por outro lado, será que você precisava mesmo de duas botas novas? Ou dois maiôs? A melhor maneira de pensar uma compra é se fazendo uma sequência de perguntas importantes:

Eu preciso disso? Quando você vai ao supermercado, geralmente, vai atrás do que está em falta na despensa, certo? Do contrário você acaba com 35 pacotes de molho de tomate. Por que com roupas seria diferente? Identifique o que está fazendo falta no armário antes de comprar mais uma camiseta branca – ou scarpin colorido. Na maioria das vezes o que falta às pessoas são as peças conectoras, que fazem as demais funcionarem: uma boa terceira peça, uma parte de baixo curinga, etc..

“Eu posso precisar um dia”: observe que o item acima usa o verbo “precisar” no tempo presente. O pior pretexto para comprar algo, na minha opinião, é a tal suposta demanda futura. Na maioria das vezes essa ocasião nunca chega. E muitas vezes, quando chega, você acaba comprando algo novo para essa demanda e nem lembra que um dia já tinha antecipado essa circunstância. Única exceção: roupa de estação. O fim do inverno pode ser uma boa oportunidade para comprar uma bota ou casaco na promoção – caso você precise mesmo de novos. Ou seja, a margem é de no máximo 6 meses, rs. 

Preço não define compra: uma peça barata que vai encalhar no seu armário não é oportunidade, é prejuízo. Lobo em pele de cordeiro. Existem sim muitos achados maravilhosos por aí. Mas lembrem que muitas vezes o que sobrou na promoção sobrou por algum motivo, rs. 

É amor? Você gostou mesmo ou só quer se premiar com uma comprinha qualquer? Ou gostou mesmo foi do preço?

O amor é correspondido? Eu amo batom coral. Mas o batom coral me odeia, profundamente. Uma visão de horror. Por isso, eu não compro batom coral, ele não merece meu amor. Dei um exemplo óbvio aqui, mas serve para qualquer item que não corresponda ao seu sentimento. Amor só deve fazer bem para nós… E isso não vale apenas para roupas, curiosamente.

Relação custo x benefício: leia a etiqueta de composição. O preço tem que ser compatível com o material e/ou com a complexidade da peça. Materiais naturais valem mais. Bordados contam pontos. 

Relação custo x uso: avalie a versatilidade da peça. Mesmo que seja uma roupa simples, se você vai usar toda semana, pode ser vantagem. Se for vestir uma vez por ano, não vale. Eu poderia ter pago 10 salários mínimos no meu cardigã prateado e ele ainda teria sido barato. Levo comigo quase todo dia! Felizmente, foi tipo R$120,00 na época… 

O país está em crise e é uma boa hora para começar a comprar com mais consciência e sabedoria. Isso não quer dizer que você precisa ser exclusivamente racional na hora de fazer uma aquisição. Às vezes a paixão (correspondida) por um vestido ou sapato podem ser suficientes para você tomar uma decisão. Contanto que isso não aconteça todas as vezes, não faz mal à saúde não, rs. Mas, no geral, vale ficar atento à essas perguntas para não cair nos velhos hábitos. E, para quem tem dificuldade em escolher ou sair da rotina, se uma peça atender à maioria desses requisitos, serve como uma “validação” de que a compra compensa. Assim fica mais fácil decidir. 

Beijos,

gabi

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DO CASUAL AO ALINHADO EM 5 MINUTOS

Consultoria de Imagem
10/04/2017

Ou quase isso! Existe algo que eu vivo falando para as minhas clientes e que eu aplico muito na minha própria vida: use o styling para ter mais versatilidade no armário e assim você precisará de menos peças. Nesta sexta-feira eu tinha um dilema de cronograma e vestuário que resolvi usando esta mesma recomendação. Eu trabalharia a manhã e a tarde toda na casa de um cliente… E às 19h30 eu tinha um casamento! Precisava passar do casual ao alinhado e passar em casa era impossível. Então como fazer?

No meu caso, peguei meu vestido mais curinga, um modelito de tricô com lurex da Gig que já usei inúmeras vezes – que não amassa e é totalmente confortável. Para o trabalho, coloquei com uma rasteira, colar de resina e bolsa tiracolo. Para o casamento, subi num salto, peguei uma clutch, troquei o colar por um brinco exuberante e refiz a make. Funcionou perfeitamente! Cheguei no meio da cerimônia, mas deu certo, rs. Só não deu tempo de fazer fotos, desculpa gente!

Não existe segredo, pela minha experiência, é apenas adequar a produção mudando os complementos. Mas se eu fosse eleger três pontos cruciais, estes seriam o sapato, a bolsa e a terceira peça. Claro que maquiagem, cabelo e bijoux também ajudam, mas esses três são mais significativos, creio eu. Assim você consegue usar vestidos de festa no dia-a-dia ou consegue usar vestido casual em ocasiões mais alinhadas, por exemplo. E não se restringe apenas a vestidos. 

Exemplo #1

Exemplo #2

Exemplo #3 

A maior vantagem deste recurso para mim é que, assim você não precisa ter tantas roupas no armário, já que cada uma vai render mais produções – mesmo em ocasiões inesperadas. Basta pensar um pouquinho fora da caixa e bolar soluções criativas. Lembrando que a maioria das vezes que alguém me diz “não tenho roupa“, na maioria das vezes essa pessoa tem roupas demais. Vale mais um guarda-roupa inteligente do que um armário lotado!

Beijos,

gabi

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