TENDÊNCIA :: BRINCOS DE BOLAS

Estilo
18/08/2017

Há algum tempo venho sendo impactada por um modelo específico de maxi brinco que se espalhou mais que esta gripe do inverno, rs. Os brincos de bolas (ou esferas, se você é de exatas) começaram a pipocar no fim do ano passado e ganharam muita força no verão lá de fora. Desde então, não parei mais de ver o dito cujo nos meus feeds. Tudo graças a um modelo específico:

Brincos de bolas Les bonbons

Estes são os Les Bonbons, os brincos de bola da designer Rebecca De Ravenel que se tornaram uma verdadeira febre. São muitas as celebridades que aderiram ao modelo e você certamente já cruzou com ele por aí. Selena Gomez foi uma das que chamou mais atenção para as bolotas em um look laranja meses atrás. Mas, desde então, nomes como Jennifer Lopez, Katy Perry, Kate Bosworth, Emma Roberts e Lupita Nyong’o já desfilaram com o bendito em algum momento. Pessoalmente, eu acho belíssimo:

Brincos de bolas Brincos de bolas   Brincos de bolas

A própria Rebecca com um de seus Les Bonbons

Eu realmente acho todos os modelos lindos, até porque além das bolas, são todos maxi-brincos. Vocês sabem que meu único pecado consumista é brincão, né? É meu calcanhar de Aquiles. E um fato interessante é que eu acredito que esses modelos são bem democráticos. Isso porque ele reúne duas formas antagônicas: a esfera e a linha. Calma que eu explico: para quem tem rosto redondo, círculos em acessórios não são legais, mas as linhas verticais longas sim. O oposto acontece para o rosto longo. De certa forma, acho que as formas acabam se neutralizando um pouco. Então pode ser uma opção bacana para todo mundo, dependendo de alguns detalhes.

Brincos de bolas

O sucesso é tamanho que até marcas bem renomadas quiseram dar a sua versão dos brincos de bola. Nomes como Kenneth Jay Lane, Isabel Marant, Kate Spade, Rebecca MinkoffNanette Lepore e até a minha querida J.Crew criaram acessórios inspired. A vantagem é que agora existem incontáveis modelos e mil materiais diferentes para escolher. São brincos de bolas do metal às pedrarias, do fio à miçanga.

E não é só lá fora que rolaram as versões inspiradas, claro. Aqui também já tem muita marca que embarcou nesta história dos brincos de bolas. Eu diria até que existem variações mais criativas. Montei uma pequena vitrine, de múltiplas origens. Fiz naquele esquema de clicar na foto de cada um para comprar em lojas afiliadas (em que eu me sinto extremamente high-tech):

Não sei se vocês vão se interessar por estes, mas achei todos bem legais – e alguns bem no meu estilo. A vantagem é que os brincos da Rebecca De Ravenel custam 325,00 dólares e todos esses custam bem menos, rs. Alguns têm variações de cor também, para quem já conhece a sua cartela não errar na escolha (não esqueço de lembrar, rs). O que acham dos brincos de bolas?

Beijos,

gabi

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COMBO CROMÁTICO :: AZUL E CÁQUI

Estilo
08/08/2017

Uma das minhas maiores referências de styling é a marca americana J.Crew, sobretudo na era Jenna Lyons (leiam este post, caso não tenham lido ainda, porque vale a pena conhecer). Eu adoro os looks despojados e inusitados, sempre com uma proposta bem criativa. O combo cromático do post de hoje é mais uma inspiração que eu captei observando algumas produções de lá: o azul e cáqui.

Azul e cáqui

Mais precisamente, o azul claro! Essas duas cores já foram hit na minha juventude, no início dos anos 2000… Quem lembra do auge da Gap? Aprendi a palavra cáqui nesta época (khaki, na gringoland). No mesmo período, veio uma febre de tons pastel. Pense azul bebê! Hoje em dia nem chamam mais assim… Mas no caso da inspiração de hoje, não precisa ser necessariamente um tom bebê para o mix funcionar, basta ser claro – ou até um Vapor, rs. Olha que charme o casamento do azul e cáqui:

Azul e cáqui      

Em teoria, são cores com pouca coisa em comum. Uma costuma ser fria e a outra quente. Não são cores complementares ou análogas… A única coisas que elas têm em comum é o contraste. E eu acho que é justamente por isso que funciona. Vocês já me viram usar o contraste como critério de mistura de cor em alguns posts (como o do verde e rosa) e sempre me salva. Ambos azul e cáqui são cores de baixo contraste, partindo do branco. E o fato de não terem (quase) nada em comum é o que me faz achar o mix tão interessante.

Ainda dá para misturar com outros tons de azul, que fica ótimo também. Ou até mesmo o jeans! Mas a minha forma favorita ainda é a versão mais simplista da dupla. Montei algumas inspirações de looks abaixo, para inspirar. Desta vez, usei produtos de lojas daqui, ao invés de montar no Polyvore, rs. Já frustrei algumas pessoas colocando peças que não estavam disponíveis antes, mas agora dá até para clicar e comprar:

Basta clicar na peça e uma janela se abre com um link afiliado da loja. [Me sentindo super tecnológica…]

Não consegui montar só com achados, mas tem um bom high-low, rs. O que eu mais gosto na união entre azul e cáqui é o despojamento com um bocado de sofisticação. Mesmo a produção de short e rasteira ficou arrumadinha, não acham? E uma vantagem estratégica é que, se você é de coloração quente, pode usar o cáqui na parte de cima. Se você é fria, pode usar o azul em cima, mais perto do rosto. Bem democrático!

Beijos,

gabi

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PRIMAVERA, VERÃO, OUTONO, INVERNO :: ANÁLISE CROMÁTICA

Consultoria de Imagem
02/08/2017

Quem já me lê há algum tempo deve estar esperando um post como o de hoje faz tempo: uma breve descrição das cartelas de cores da Análise Cromática. Acho que vocês estão prontas para esta parte mais técnica! Primavera, Inverno, Verão, OutonoOutono Puro, Outono Opaco, Outono Escuro… Afinal, o que querem dizer essas cartelas de nomes tão bonitinhos porém confusos? 

ANÁLISE CROMÁTICA

Verão, Inverno, Primavera, Outono (ainda no sistema de 4 cores, mas que dão uma dimensão). 

Vale lembrar que o único jeito de descobrir a sua cartela é através de uma Análise Cromática presencial. Qualquer coisa diferente disso é palpite – inclusive o que eu faço com as celebridades aqui. Os palpites podem ser certeiros, mas não tem como ter certeza sem o procedimento adequado. Eu sei que tem gente por aí que vende testes online, mas eu não consigo conceber uma maneira infalível de fazer isso à distância. Quem já fez sabe como pode ser complexo… A maioria destes testes são baseados em estereótipos que já foram derrubados pelas metodologias atuais. Então, muito cuidado!

Voltando às cartelas, existem dois métodos de diagnóstico populares: o Método Sazonal e o Sazonal Expandido. Este último é o mais moderno, que permitiu passar de 4 opções de cartelas para 12. Isso ocorre porque este método considera as cartelas de fundo neutro (nem tão quente, nem tão frio). A diferença está na característica predominante, que passou de apenas de quente ou frio para seis opções. São elas: Quente x Frio, Opaco x Vivo e Claro x Escuro

ANÁLISE CROMÁTICA    

Basicamente são 4 estações puras, com predominância fria ou quente, e 8 estações neutras com predominâncias variadas. Mas vale apontar que mesmo as estações neutras têm uma inclinação para o frio ou quente. Muita gente imagina que cores neutras são um oba-oba e que todas as cores funcionam… Não é bem assim, rs. Todo mundo tem o mesmo número de cores numa cartela. A única vantagem de pessoas neutras é poder usar tanto o prata quanto o dourado. Mas isso fica para outro capítulo. 

As estações são 12, mas compartilham características, o que torna mais fácil a memorização. Imagine uma família de 12 filhos, em que cada um tem três pais e todos são irmãos de alguma forma… Ou melhor, esqueça esta analogia complexa e observe o gráfico abaixo (é uma espécie de gráfico, vai!):

ANÁLISE CROMÁTICA

Existem 4 estações puras na Análise Cromática: Primavera Pura e Outono Puro que são quentes e Inverno Puro e Verão Puro que são frias. As demais são neutras e com outras características predominantes. Ainda assim, metade das 12 estações são da família dos quentes e metade dos frios. O mesmo vale para o Claro x Escuro e o Vivo x Opaco. Metade para cada característica oposta… Cada estação compartilha os traços com as outras. 

Uma coisa relevante a ser dita é que as estações tem mais de uma nomenclatura, dependendo da tradução e afins. Outono Puro pode ser chamado de Outono Quente ou ainda de Outono Verdadeiro. Opaco pode ser traduzido como suave e vivo pode ser brilhante, por exemplo. Escuro pode ser profundo… Mas independentemente do nome, o importante é assimilar o que esses termos descrevem para fazer uma triagem adequada nas cores. 

Outono é do grupo dos quentes, escuros e opacos. Verão também é opaco, mas da família dos frios e claros. Primavera também é clara, mas é quente e viva. Inverno é igualmente vivo, mas frio e escuro. Deu para entender mais ou menos? Eu sei que é elaborado, mas não deixa de ser fácil. Vale olhar as quatro cartelas lá em cima para referência, apesar de serem só as quatro do Método Sazonal. O que acontece na cartela é um somatório de características:

ANÁLISE CROMÁTICA

ANÁLISE CROMÁTICA

Esses exemplos ilustram de forma simples como as características combinadas podem compor uma cartela. O resultado final vai depender do traço predominante. Se é mais escuro que opaco, ou mais vivo que claro, por exemplo. Mas nestes dois esquemas dá para ver bem como o somatório das propriedades interferem nas cores e como a Análise Cromática identifica seus caminhos.

Vale lembrar que a maioria das cartelas da Análise Cromática tem alguma versão da maioria das cores. Estações opacas podem não ter o vermelho, que é uma cor tradicionalmente viva. A minha cartela, Inverno Puro, não tem laranja, por exemplo. Mas todas tem algum azul, algum verde, roxo, rosa, marrom, cinza, bege… O mais complicado é ficar sem o branco (branco mesmo, dentista) e o preto, que não são tão universais quanto nos fazem acreditar. 

Mas mesmo as restrições podem ser contornadas. Eu sempre dou um jeitinho das clientes usarem as cores do coração, ensinando a errar direito, rs. E não esqueçam que a cartela de cores só é importante nas áreas ao redor do rosto. Blusa, lenço, vestido, maquiagem, cabelo, bijoux, óculos, chapéu… Calça, saia, sapato e afins não entram na roda. Mas para quem ainda acha que não faz tanta diferença assim, trago um exemplo, para refrescar a memória do demonstrado em outros posts:

Me digam vocês o que funcionou e o que não funcionou… (Dessa vez eu peguei da web, não fiz toscoshop)

Outra coisa importante: você não precisa adorar todas as cores da sua cartela – porque você não é obrigada a usar todas. Aliás, você provavelmente não vai achar todas bonitas. Eu mesma não gosto de várias cores minhas. A cartela serve para te indicar as cores que vão te valorizar. Aliás, não se esqueçam que é importante coordenar a cartela com o contraste. Não esqueçamos do contraste! Essa parte eu reservo para o styling. As cores da estação garantem que a pele e os olhos vão ser valorizados. O contraste considera a harmonia de luz e sombra além das cores.

Eu sei que é um conteúdo amplo, mas eu quis explicar direitinho e da forma mais didática possível. Depois me contem se eu consegui ou falhei, rs. O importante é perceber que tem muita, muita mesmo, lógica por trás da Análise Cromática e suas aplicações.

Beijos,

gabi

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