O MELHOR BATOM DO MUNDO

Beleza
16/03/2017

Eu sei, sou hiperbólica. Mas neste caso, pode não ser exagero nenhum. O melhor batom do mundo para mim não é o mais bonito, nem o mais duradouro e sim aquele que funciona para mais pessoas. No caso, o mais versátil. Se o critério é esse, na minha visão, não existe melhor batom do que o batom vinho. “Como assim Gabi? Eu nem uso cor tão forte!” – E será que é forte mesmo?

batom vinho consultoria de imagem

Calma, porque eu trago argumentos, rs. O vinho pode ser sim um batom escuro. Mas ele não é exatamente uma cor forte. Isso porque ele não é vibrante. Quando digo vibrante, falo de cores vivas, como seria um laranja, um pink ou um vermelhão. É o equivalente do azul-marinho para a maquiagem. Uma cor praticamente neutra!

batom vinho

Claro que existem tons e tons de vinho – e também um mundo de acabamentos. Cintilante, cremoso, metálico, opaco… Isso conta e faz diferença. Mas falando genericamente, não existe batom melhor. A explicação está naquela boa e velha noção que orienta nossas vidas como um sábio oráculo cromático, o contraste! Para o alto contraste, como eu, o batom vinho faz um grande contraste por ser escuro, o que funciona. Para quem tem médio contraste, o vinho não destoa tanto quanto no meu caso, então também fica harmonioso. E para negras de baixo contraste, a cor não faz contraste. Ou seja, muita gente saindo feliz aí!

Eu sei, ficou faltando as loiras de baixo contraste. Mas espera, que também tem para elas. Apesar de se tratar de uma cor escura, o vinho é algo que eu sinto que pode funcionar bem para mulheres assim também. Isso porque, na maioria das vezes, é melhor uma cor como o vinho, do que uma cor muito vibrante, como a versão mais próxima, que seria o vermelho. Ofusca menos e complementa mais. Falando relativamente, eu costumo recomendar mais o vinho do que o vermelho para esses perfis. 

Faça Acontecer – Maybelline | Diva – MAC | Vinho – Natura

Por fim, acho que mais um fator de sucesso do vinho é que ele é um intermediário entre cores frias e quentes. Mais um pouco de azul e vira um tom de uva… Mais um pouco de amarelo e vira um marsala. Ou seja, uma cor equilibrada. Isso sem contar a questão subjetiva, de toda a sua sofisticação. Vinho é tão elegante! Eu separei alguns dos que mais gosto e que mais uso aí em cima, caso alguém queira sugestões (porém já aviso que são todos matte, rs). Claro que tem todo um arco-íris de tons de vinho. Mas procure um que você goste e aproveite toda a sua versatilidade até o fim do tubo…

Beijos,

gabi

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O CÃO É O MELHOR AMIGO DO HOMEM. O DRAPEADO, O DA MULHER

Consultoria de Imagem
13/03/2017

Sem querer desmerecer os nossos queridos cães, que eu amo demais e nem precisa ser meu cachorro… Mas eles jamais vão fazer por nós o que um bom drapeado consegue! Para quem conhece o termo mas não sabe exatamente o que é, o drapeado é aquele tipo de modelagem onde o tecido tem umas leves ondulações e ao invés de cair reto, tem um efeito como o de um acumulado ou um repuxado. Imagens falam melhor do que palavras, né?

drapeado

O drapeado é daquelas coisas maravilhosas que, além de permitir a realização de verdadeiras esculturas em tecido, fazem pequenos milagres pela nossa silhueta. Não é que todo modelo deste tipo funcione bem, mas ele é uma grande ferramenta! Sobretudo aqueles posicionados estratégicamente na cintura. Dá para criar a ilusão de ótica de uma cintura mais enxuta e ainda ajuda a não marcar algumas ondulações e terrenos trepidantes do nosso corpinho. Não que isso seja um pecado, mas é algo que eu, pessoalmente, prefiro ocultar por enquanto, rs. Não é à toa que as omnipresentes Kardashians adoram tanto um drapeadinho. A Kim em especial:

O grande lance do drapeado na cintura é que ele pode nos ajudar a atingir a ilusão de ótica de um corpo mais ampulheta – que é a proporção ideal (de acordo com a nossa biologia, não fui eu). E o melhor é que, para quem já tem silhueta ampulheta, valoriza demais! Não é à toa que tem muito vestido de noiva com esse tipo de modelagem. Eu mesma considero usar isso no meu um dia… 

Elie Saab

Mas esperem, porque não é só efeito emagrecedor não! Para quem quer ganhar um pouco de volúpia, o drapeado também pode ser um ótimo aliado. Dá para ver pela quantidade de vezes em que a Angelina Jolie empregou este recurso no red carpet. Acho que ninguém gosta mais desse efeito do que ela. Observem:

drapeado

Nunca esqueci esses brincos e até comprei um inspired na Asos há uns anos. 

O único problema atualmente é que o drapeado não está exatamente na moda. Há uma década, estimo, era drapeado em toda parte. Desde então, ficou meio em baixa e sumiu das lojas. Eu procuro muito e raramente encontro. Quando acho, vira rapidamente minha peça favorita, rs. Com esse resgate recente dos anos 90 e 2000, espero que esses modelitos voltem logo. Mas a verdade é que, algo tão maravilhoso para a nossa silhueta (que ainda é bonito) não deveria ser uma questão de tendência. Estou pensando em lançar uma petição no Avaaz, rs. Enquanto isso, se você viu uma blusinha ou vestido com uma boa cintura drapeada, compra e depois me avisa onde tem, rs.

Beijos,

gabi

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MUSLIM GIRL

Comportamento
09/03/2017

Em tempo para o dia da mulher, gostaria de dividir com vocês uma experiência muito legal e marcante para mim. Fui convidada pela Glamour para fazer uma entrevista diferente para a edição deste mês… Uma entrevista que mudou um pouco minha forma de pensar. Tive o privilégio de conhecer (e até levar para passear pelo Rio, comer um picadinho) a maravilhosa Amani Al-khatahtbeh, do site Muslim Girl. Você provavelmente nunca ouviu falar dela, mas deveria. Eu nunca aprendi tanto com uma pessoa tão mais nova do que eu – exceto no dia em que a minha irmã adolescente me ensinou a mexer no Snapchat

  

A Amani, com 23 anos na ocasião, já havia se tornado uma ativista de notoriedade nos Estados-Unidos. O Muslim Girl, site que ela criou, se tornou referência para muçulmanos e não-muçulmanos aprenderem e dividirem um pouco das suas experiências e seus manuais de sobrevivência numa América pós-11 de Setembro. Um tópico tão em voga, mas um nicho tão carente de representação que Amani atingiu 100 milhões de acessos em pouco tempo. Ela se tornou uma voz de sua geração e já é conhecida até dos Obamas [pausa para celebrar que agora tenho apenas um grau de separação com Barack e Michelle]. 

muslim girl

A matéria ficou linda, com fotos de Sofie Mentens, styling dos queridos We not Me e make da Miss Emanuelle, além da edição especial da equipe da revista. Vale a pena ler por completo! Até porque, a história dela é fascinante. Mas eu não vim dar spoiler e sim apenas falar de como isso mudou um pouco as coisas para mim. Todos nós temos uma imagem de como é o Islã certo? Mas uma pergunta crucial: você já falou com um muçulmano? 

Amani apenas me contou a sua história e isso foi o suficiente para que eu conseguisse mudar de opinião sobre algumas coisas. Muito do que eu acreditava sobre a sua religião e cultura estava equivocado. Era baseado em preconceitos e relatos de pessoas de culturas como a minha. Um eco da opinião alheia. Foi então que eu percebi que eu havia formado uma ideia sem nem ao menos ter contato com alguém próximo daquilo. E como isso serve de exemplo para o dia de hoje…. 

Acredito que, se ao menos a gente puder escutar, escutar mesmo, a história e a bagagem de cada um, fica muito fácil entender, aceitar e ter empatia. Acabar com ideias pré-concebidas e enxergar com outros olhos. Para mim o Dia Internacional da Mulher não é uma ocasião para parabenizar [muito embora eu aceite com carinho, obrigada] e sim para refletir e conscientizar. Para quem ainda acha que o Islã, com seu mais de bilhão de pessoas é uma coisa só, converse com um muçulmano. Para quem resiste ao feminismo por achar que é só cabelo na axila, rs, converse com um(a) feminista. Para quem acha que não existe mais racismo, converse com alguém que passa por isso. Vamos abrir uma janela e deixar a informação entrar pela interação? Acredito que é o atalho mais rápido para acabar com os preconceitos e enfim atingir a união que tanto almejamos e precisamos. 

Em tempo, muito obrigada à Pauli Merlo e à Nat Fuzaro pela oportunidade. Nunca vou esquecer!

Beijos,

gabi