PRIMAVERA, VERÃO, OUTONO, INVERNO :: ANÁLISE CROMÁTICA

Consultoria de Imagem
02/08/2017

Quem já me lê há algum tempo deve estar esperando um post como o de hoje faz tempo: uma breve descrição das cartelas de cores da Análise Cromática. Acho que vocês estão prontas para esta parte mais técnica! Primavera, Inverno, Verão, OutonoOutono Puro, Outono Opaco, Outono Escuro… Afinal, o que querem dizer essas cartelas de nomes tão bonitinhos porém confusos? 

ANÁLISE CROMÁTICA

Verão, Inverno, Primavera, Outono (ainda no sistema de 4 cores, mas que dão uma dimensão). 

Vale lembrar que o único jeito de descobrir a sua cartela é através de uma Análise Cromática presencial. Qualquer coisa diferente disso é palpite – inclusive o que eu faço com as celebridades aqui. Os palpites podem ser certeiros, mas não tem como ter certeza sem o procedimento adequado. Eu sei que tem gente por aí que vende testes online, mas eu não consigo conceber uma maneira infalível de fazer isso à distância. Quem já fez sabe como pode ser complexo… A maioria destes testes são baseados em estereótipos que já foram derrubados pelas metodologias atuais. Então, muito cuidado!

Voltando às cartelas, existem dois métodos de diagnóstico populares: o Método Sazonal e o Sazonal Expandido. Este último é o mais moderno, que permitiu passar de 4 opções de cartelas para 12. Isso ocorre porque este método considera as cartelas de fundo neutro (nem tão quente, nem tão frio). A diferença está na característica predominante, que passou de apenas de quente ou frio para seis opções. São elas: Quente x Frio, Opaco x Vivo e Claro x Escuro

ANÁLISE CROMÁTICA    

Basicamente são 4 estações puras, com predominância fria ou quente, e 8 estações neutras com predominâncias variadas. Mas vale apontar que mesmo as estações neutras têm uma inclinação para o frio ou quente. Muita gente imagina que cores neutras são um oba-oba e que todas as cores funcionam… Não é bem assim, rs. Todo mundo tem o mesmo número de cores numa cartela. A única vantagem de pessoas neutras é poder usar tanto o prata quanto o dourado. Mas isso fica para outro capítulo. 

As estações são 12, mas compartilham características, o que torna mais fácil a memorização. Imagine uma família de 12 filhos, em que cada um tem três pais e todos são irmãos de alguma forma… Ou melhor, esqueça esta analogia complexa e observe o gráfico abaixo (é uma espécie de gráfico, vai!):

ANÁLISE CROMÁTICA

Existem 4 estações puras na Análise Cromática: Primavera Pura e Outono Puro que são quentes e Inverno Puro e Verão Puro que são frias. As demais são neutras e com outras características predominantes. Ainda assim, metade das 12 estações são da família dos quentes e metade dos frios. O mesmo vale para o Claro x Escuro e o Vivo x Opaco. Metade para cada característica oposta… Cada estação compartilha os traços com as outras. 

Uma coisa relevante a ser dita é que as estações tem mais de uma nomenclatura, dependendo da tradução e afins. Outono Puro pode ser chamado de Outono Quente ou ainda de Outono Verdadeiro. Opaco pode ser traduzido como suave e vivo pode ser brilhante, por exemplo. Escuro pode ser profundo… Mas independentemente do nome, o importante é assimilar o que esses termos descrevem para fazer uma triagem adequada nas cores. 

Outono é do grupo dos quentes, escuros e opacos. Verão também é opaco, mas da família dos frios e claros. Primavera também é clara, mas é quente e viva. Inverno é igualmente vivo, mas frio e escuro. Deu para entender mais ou menos? Eu sei que é elaborado, mas não deixa de ser fácil. Vale olhar as quatro cartelas lá em cima para referência, apesar de serem só as quatro do Método Sazonal. O que acontece na cartela é um somatório de características:

ANÁLISE CROMÁTICA

ANÁLISE CROMÁTICA

Esses exemplos ilustram de forma simples como as características combinadas podem compor uma cartela. O resultado final vai depender do traço predominante. Se é mais escuro que opaco, ou mais vivo que claro, por exemplo. Mas nestes dois esquemas dá para ver bem como o somatório das propriedades interferem nas cores e como a Análise Cromática identifica seus caminhos.

Vale lembrar que a maioria das cartelas da Análise Cromática tem alguma versão da maioria das cores. Estações opacas podem não ter o vermelho, que é uma cor tradicionalmente viva. A minha cartela, Inverno Puro, não tem laranja, por exemplo. Mas todas tem algum azul, algum verde, roxo, rosa, marrom, cinza, bege… O mais complicado é ficar sem o branco (branco mesmo, dentista) e o preto, que não são tão universais quanto nos fazem acreditar. 

Mas mesmo as restrições podem ser contornadas. Eu sempre dou um jeitinho das clientes usarem as cores do coração, ensinando a errar direito, rs. E não esqueçam que a cartela de cores só é importante nas áreas ao redor do rosto. Blusa, lenço, vestido, maquiagem, cabelo, bijoux, óculos, chapéu… Calça, saia, sapato e afins não entram na roda. Mas para quem ainda acha que não faz tanta diferença assim, trago um exemplo, para refrescar a memória do demonstrado em outros posts:

Me digam vocês o que funcionou e o que não funcionou… (Dessa vez eu peguei da web, não fiz toscoshop)

Outra coisa importante: você não precisa adorar todas as cores da sua cartela – porque você não é obrigada a usar todas. Aliás, você provavelmente não vai achar todas bonitas. Eu mesma não gosto de várias cores minhas. A cartela serve para te indicar as cores que vão te valorizar. Aliás, não se esqueçam que é importante coordenar a cartela com o contraste. Não esqueçamos do contraste! Essa parte eu reservo para o styling. As cores da estação garantem que a pele e os olhos vão ser valorizados. O contraste considera a harmonia de luz e sombra além das cores.

Eu sei que é um conteúdo amplo, mas eu quis explicar direitinho e da forma mais didática possível. Depois me contem se eu consegui ou falhei, rs. O importante é perceber que tem muita, muita mesmo, lógica por trás da Análise Cromática e suas aplicações.

Beijos,

gabi

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Consultoria de Imagem
25/07/2017

Há algum tempo eu escrevi aqui sobre o dilema de quem é alto contraste e tem um caso de amor com beges e seus similares. Na ocasião, algumas pessoas me perguntaram sobre o paradigma inverso: e quem tem um contraste mais baixo mas quer usar cores contrastantes? Hoje trago para você um exemplo prático que deu certo. Um oferecimento de Cara Delevingne:

Cara delevingne Contraste 

Ontem teve uma premiere de Valerian (vocês não têm noção de quantas vezes eu confundi com Valyrian… Ando muito Game of Thrones), o novo filme de Luc Besson estrelado pela própria. Aliás, ela tem usado umas produções bem interessantes! No evento de ontem, Cara Delevingne optou por um look bem elaborado da Burberry, um terno preto com bijoux exuberantes e brilhantes. 

Acontece que Cara anda com os cabelos platinados. Some isso à pele e olhos claros. Se não fosse a sobrancelha preta, Cara Delevingne seria bem baixo contraste. Desta forma, o preto do terno e o quase branco brilhante do colar destoam demais do seu contraste atual. Mas eis que cara fez uso de um recurso que eu costumo recomendar para as minhas clientes que não abrem mão de usar peças em cores marcantes: forjou um contraste mais alto

Cara delevingne Contraste

Como isso funciona? Ela foi muito esperta e usou diversos artifícios. Além da sua habitual sobrancelha marcada, foi escurecendo ou marcando os elementos acerca do seu rosto. Um olho preto, uma boca vermelha e até uma faixinha preta contrastando com o cabelo. Assim ela não só nivelou melhor o contraste, como criou vários pontos focais na face – onde interessa. Outro ponto interessante é que existe uma simetria no branco e preto do cabelo com o da roupa. Assim ficou tudo bastante equilibrado e certeiro, pelo menos no que diz respeito ao contraste (eu acredito que ela é de alguma estação opaca, sem preto, mas isso é para outro capítulo). 

Claro que esse é apenas um exemplo prático, mas já serve para dar umas idéias. Conforme mais opções forem surgindo, eu vou trazendo para cá! O que acharam?

Beijos,

gabi

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Consultoria de Imagem
16/07/2017

O inverno chegou e as temperaturas andam mais baixas nas últimas semanas… O que traz à tona itens que não costumam aparecer tanto nas outras estações: o cachecol e o lenço. Em algumas cidades mais frias (ou qualquer lugar para pessoas tão friorentas quanto eu) pode ser um item indispensável, rs. Mas isso me traz ao principal ponto da coloração pessoal, o nosso rosto.

     

Quando o assunto é Análise Cromática, os lenços e similares têm um acesso VIP à nossa coloração. Todas as estratégias são feitas em função do rosto e, no caso deste tipo de acessório, eles ocupam o camarote. Então é importante ser o mais seletiva possível na hora de escolher um [nem tão] inocente cachecol. Afinal, não tem nada mais perto do seu rosto, a menos que seja a sua maquiagem ou óculos, rs. 

Observe a diferença: o aumento no viço da pele e no brilho do olho com o lenço azul. 

Por outro lado, os lenços podem ajudar a compensar a cor de algumas roupas que não caem tão bem, já que o acessório cria uma espécie de escudo à margem do rosto. Então se você tem uma blusa de uma cor que não te favorece, o lenço pode dar uma ajuda. Não é determinante, mas pode dar uma amenizada em cores mais tóxicas. Outra função interessante é equilibrar o contraste da produção:

O lenço estampado ajuda a equilibrar o baixo contraste da blusa bege com uma pitada colorida.

Quem está familiarizado com a própria cartela de cores já sabe como proceder. Mas quem ainda não sabe, pode usar algumas dicas que eu já dei aqui, como se orientar pelo contraste ou repetir a cor do olho, por exemplo. Lembrando que em caso de estampa, vale a cor predominante da padronagem. O importante é não deixar de escolher com sabedoria!

Beijos,

gabi

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