7 CRITÉRIOS ESSENCIAIS PARA IDENTIFICAR UMA BOA COMPRA

Consultoria de Imagem
24/04/2017

Geralmente, existem dois tipos de cliente quando o departamento é compra: ou a pessoa não gosta de ir ao shopping e não sabe o que escolher ou ama fazer compra e não sabe a hora de parar. Meio-termo existe, mas não é a maioria, rs. De certa forma, acho que esses dois perfis, apesar de extremos opostos, sofrem de um mal similar: dificuldade para identificar o que é de fato uma boa aquisição. Muita gente ainda não conseguiu definir os critérios para determinar o que constitui uma real boa compra. Como você decide o que vale a pena levar?

 

Com o tamanho da oferta e variedade, fica mesmo difícil ter clareza na hora da compra. Alguns acabam levando de tudo e tem gente que sempre leva a mesma coisa (isso quando não desiste e vai embora). Existem ainda ciladas como promoções, descontos progressivos… Quer coisa mais sedutora que “30% de desconto na segunda peça”? Por outro lado, será que você precisava mesmo de duas botas novas? Ou dois maiôs? A melhor maneira de pensar uma compra é se fazendo uma sequência de perguntas importantes:

Eu preciso disso? Quando você vai ao supermercado, geralmente, vai atrás do que está em falta na despensa, certo? Do contrário você acaba com 35 pacotes de molho de tomate. Por que com roupas seria diferente? Identifique o que está fazendo falta no armário antes de comprar mais uma camiseta branca – ou scarpin colorido. Na maioria das vezes o que falta às pessoas são as peças conectoras, que fazem as demais funcionarem: uma boa terceira peça, uma parte de baixo curinga, etc..

“Eu posso precisar um dia”: observe que o item acima usa o verbo “precisar” no tempo presente. O pior pretexto para comprar algo, na minha opinião, é a tal suposta demanda futura. Na maioria das vezes essa ocasião nunca chega. E muitas vezes, quando chega, você acaba comprando algo novo para essa demanda e nem lembra que um dia já tinha antecipado essa circunstância. Única exceção: roupa de estação. O fim do inverno pode ser uma boa oportunidade para comprar uma bota ou casaco na promoção – caso você precise mesmo de novos. Ou seja, a margem é de no máximo 6 meses, rs. 

Preço não define compra: uma peça barata que vai encalhar no seu armário não é oportunidade, é prejuízo. Lobo em pele de cordeiro. Existem sim muitos achados maravilhosos por aí. Mas lembrem que muitas vezes o que sobrou na promoção sobrou por algum motivo, rs. 

É amor? Você gostou mesmo ou só quer se premiar com uma comprinha qualquer? Ou gostou mesmo foi do preço?

O amor é correspondido? Eu amo batom coral. Mas o batom coral me odeia, profundamente. Uma visão de horror. Por isso, eu não compro batom coral, ele não merece meu amor. Dei um exemplo óbvio aqui, mas serve para qualquer item que não corresponda ao seu sentimento. Amor só deve fazer bem para nós… E isso não vale apenas para roupas, curiosamente.

Relação custo x benefício: leia a etiqueta de composição. O preço tem que ser compatível com o material e/ou com a complexidade da peça. Materiais naturais valem mais. Bordados contam pontos. 

Relação custo x uso: avalie a versatilidade da peça. Mesmo que seja uma roupa simples, se você vai usar toda semana, pode ser vantagem. Se for vestir uma vez por ano, não vale. Eu poderia ter pago 10 salários mínimos no meu cardigã prateado e ele ainda teria sido barato. Levo comigo quase todo dia! Felizmente, foi tipo R$120,00 na época… 

O país está em crise e é uma boa hora para começar a comprar com mais consciência e sabedoria. Isso não quer dizer que você precisa ser exclusivamente racional na hora de fazer uma aquisição. Às vezes a paixão (correspondida) por um vestido ou sapato podem ser suficientes para você tomar uma decisão. Contanto que isso não aconteça todas as vezes, não faz mal à saúde não, rs. Mas, no geral, vale ficar atento à essas perguntas para não cair nos velhos hábitos. E, para quem tem dificuldade em escolher ou sair da rotina, se uma peça atender à maioria desses requisitos, serve como uma “validação” de que a compra compensa. Assim fica mais fácil decidir. 

Beijos,

gabi

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Comportamento
19/04/2017

Pode parecer uma grosseria mas é apenas um convite para uma observação sobre seu estilo, rs. Eu ainda não comecei a falar sobre a questão dos estilos, que é um dos âmbitos trabalhados no processo de Consultoria de Imagem. Mas a cada cliente eu noto o quanto isso é importante, sobretudo hoje em dia, na era digital. Calma que eu explico…

Estilo Pessoal

Estamos expostas a tantas, tantas coisas… Muita informação mesmo! E dentre elas, muitos itens legais, que acabam nos cativando. Com isso, algumas vezes perdemos um pouco a bússola de quem nós somos. Hoje a Kylie Jenner usou um vestido lindo em tons terrosos, todo adesivo. Amanhã a Gigi Hadid coloca um boné belíssimo. Mais tarde, a Olivia Palermo veste a mais perfeita obra de alfaiataria. Um tempo depois, Emma Stone aparece num red carpet com um longo bordado com feitio vintage. Nesta sequência de referências que nos bombardeiam várias vezes ao dia, às vezes fica difícil lembrar o que nos agrada de fato, o que entra no nosso estilo. 

Estilo pessoal

Sempre que eu faço a Análise de Estilo, na maioria das vezes ou a pessoa é exclusivamente básica, o que pode acabar sem personalidade, ou a cliente usa absolutamente todas as referências… O que a deixa sem personalidade também. Veja bem, longe de mim querer restringir – peça a peça – o que alguém vai vestir. Sou sempre a favor da liberdade. Não é tanto “o que não fazer” e sim o “como fazer“. Ainda assim, claro que alguns elementos acabam limados ao definir o estilo pessoal. 

No meu caso, por exemplo, não sou nada romântica. Acho que nem combina muito com uma mulher na minha escala (ou meu senso de humor), rs. Por conta disso, eu provavelmente não usarei uma blusa de lacinhos ou de babadinhos. Por outro lado, eu até já escrevi um post sobre como usar a tendência dos babados para quem não é de estilo romântico. Era praticamente um post para mim mesma.

Irmãs, quase da mesma idade, modelos… E cada uma na sua. Você saberia diferenciar Gigi e Bella Hadid mesmo sem as cabeças, né?

Em suma, meu ponto é: bonito é bom… Mas tem a sua cara? Pode ficar com a sua cara? Eu sei que para isso é importante se reconhecer primeiro – o que pode ser um desafio bem difícil. Minha dica é justamente começar a diferenciar o que a gente acha lindo e o que a gente gostaria de usar. Em uma pergunta: Te representa? E isso vale desde o vestidinho da Kylie Jenner, até a nossa identidade como um todo. E um dos melhores efeitos colaterais de pensar desta forma é que você começa a gastar com muito mais propriedade e consciência. Eventualmente, gastar menos. O moço da Forever21 já recebe dinheiro o bastante de todas nós, certo?

PS: Sei que tenho postado pouco, mas o lado bom de tanto trabalho no offline é que ele me dá muitas ideias do que abordar por aqui, para ajudar mais gente. Nos próximos dias vou retomar o ritmo por aqui. Prometo!

Beijos,

gabi

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Consultoria de Imagem
13/03/2017

Sem querer desmerecer os nossos queridos cães, que eu amo demais e nem precisa ser meu cachorro… Mas eles jamais vão fazer por nós o que um bom drapeado consegue! Para quem conhece o termo mas não sabe exatamente o que é, o drapeado é aquele tipo de modelagem onde o tecido tem umas leves ondulações e ao invés de cair reto, tem um efeito como o de um acumulado ou um repuxado. Imagens falam melhor do que palavras, né?

drapeado

O drapeado é daquelas coisas maravilhosas que, além de permitir a realização de verdadeiras esculturas em tecido, fazem pequenos milagres pela nossa silhueta. Não é que todo modelo deste tipo funcione bem, mas ele é uma grande ferramenta! Sobretudo aqueles posicionados estratégicamente na cintura. Dá para criar a ilusão de ótica de uma cintura mais enxuta e ainda ajuda a não marcar algumas ondulações e terrenos trepidantes do nosso corpinho. Não que isso seja um pecado, mas é algo que eu, pessoalmente, prefiro ocultar por enquanto, rs. Não é à toa que as omnipresentes Kardashians adoram tanto um drapeadinho. A Kim em especial:

O grande lance do drapeado na cintura é que ele pode nos ajudar a atingir a ilusão de ótica de um corpo mais ampulheta – que é a proporção ideal (de acordo com a nossa biologia, não fui eu). E o melhor é que, para quem já tem silhueta ampulheta, valoriza demais! Não é à toa que tem muito vestido de noiva com esse tipo de modelagem. Eu mesma considero usar isso no meu um dia… 

Elie Saab

Mas esperem, porque não é só efeito emagrecedor não! Para quem quer ganhar um pouco de volúpia, o drapeado também pode ser um ótimo aliado. Dá para ver pela quantidade de vezes em que a Angelina Jolie empregou este recurso no red carpet. Acho que ninguém gosta mais desse efeito do que ela. Observem:

drapeado

Nunca esqueci esses brincos e até comprei um inspired na Asos há uns anos. 

O único problema atualmente é que o drapeado não está exatamente na moda. Há uma década, estimo, era drapeado em toda parte. Desde então, ficou meio em baixa e sumiu das lojas. Eu procuro muito e raramente encontro. Quando acho, vira rapidamente minha peça favorita, rs. Com esse resgate recente dos anos 90 e 2000, espero que esses modelitos voltem logo. Mas a verdade é que, algo tão maravilhoso para a nossa silhueta (que ainda é bonito) não deveria ser uma questão de tendência. Estou pensando em lançar uma petição no Avaaz, rs. Enquanto isso, se você viu uma blusinha ou vestido com uma boa cintura drapeada, compra e depois me avisa onde tem, rs.

Beijos,

gabi

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