PROGRAMAS DE TRANFORMAÇÃO X CONSULTORIA DE IMAGEM

Comportamento
22/02/2017

Não vou mentir para vocês, eu amo todos os programas de transformação da TV. What Not to Wear, Mude o meu Look, Troca de Estilos… Meu primeiro contato com a Consultoria de Imagem foi com Trinny e Susannah no Esquadrão da Moda britânico do finado canal People + Arts. Lembram? Acho que eu tinha uns 12 anos. Uso alguns aprendizados e expressões delas até hoje. Elas dominavam tanto o assunto e tinham uma abordagem hilária! 

Consultoria de imagem x programas de transformação

Saudades dessas loucas

Apesar de adorar os programas de transformação, eles são versões extremamente diferentes da Consultoria de Imagem da vida real. A começar por uma palavrinha mágica: motivação. Para a pessoa assumir esse compromisso com a mudança, ela tem que, acima de tudo, querer mudar ou aprimorar alguma coisa. Se ela não tem vontade ou até mesmo curiosidade de se ver de outra forma, qual a chance disso dar certo? Existem sim episódios com casos de pessoas que simplesmente desistiram de si ou que usam a roupa como um escudo anti-pessoas e que precisam de ajuda. Para mim, esses são os melhores episódios e eu invariavelmente choro em todos. Nesses casos, os programas de transformação estão realmente prestando um ótimo serviço. 

Mas existem também casos em que a pessoa está feliz consigo mesma e é persuadida a participar do processo sem ter muita vontade. E também aquelas que saem insatisfeitas. Isso porque esses programas quase sempre negligenciam a outra palavrinha-chave: personalidade. É indiscutível, a pessoa sempre sai melhor do que entrou. Isso porque o processo cuida muito bem de um aspecto importante da Consultoria de Imagem, a adequação. Geralmente são mulheres beirando os 70 anos se vestindo como se tivessem 17, ou profissionais indo trabalhar de moletom velho mastigado pelo cachorro ou moças vestindo roupas 7 tamanhos maior do que elas. Na maioria das vezes o problema é mesmo adequação. Só que isso não quer dizer que todo mundo queira um resultado pré-moldado

Consultoria de imagem x programas de transformação

Só muda o endereço e o tom azul do vestido drapeado (eu sei, eu sei, drapeado é tudo de bom). 

Isso sem contar a falta de tato. Esses dias estava assistindo a um episódio de Mude o meu Look e fiquei arrasada com a maneira como a participante foi tratada pelas próprias amigas. A tristeza era palpável. Imagine a pessoa mais doce, ouvindo das melhores amigas que “não aguentavam mais a humilhação de andar perto dela”. Eu entendo que existem situações bem constrangedoras, mas vamos com calma… E gostaria de acrescentar que as amigas não eram essa Coca-cola toda não (estava louca para tirar isso do peito, rs). Nem lembro como a moça ficou no final das contas, mas a crueldade me marcou.  

A melhor parte da Consultoria de Imagem é justamente a quantidade de análises e customizações que ela oferece. Tudo é contabilizado e moldado para as preferências e demandas da cliente. E isso inclui a personalidade, a rotina e gosto pessoal. Aliás, o maior desafio, pelo menos eu acho, é justamente não deixar o meu gosto interferir. Claro que é impossível ficar 100% isento mas eu me esforço ao máximo para chegar em 99%, rs. Até escrevendo aqui eu busco sempre esclarecer o que é minha opinião e o que é técnica, para não impor nada meu a ninguém. 

E claro, o processo não pode ser traumático. Pelo contrário. Eu prefiro que seja uma indulgência que a pessoa se permite. Como os chocolates que eu me dou com uma certa frequência. Tem que ser minimamente prazeroso. Há que se ter empatia – e também ser firme ao mesmo tempo. Pode até ser que a pessoa me odeie um pouquinho na etapa de descarte. Eu entendo, rs. Mas minha meta é que ela volte a gostar de mim até o final e ainda mais de si mesma. Se conhecendo melhor e se reconhecendo do outro lado do espelho.

Beijos,

gabi

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