TEM CARA DE CARO?

Consultoria de Imagem
30/06/2016

Se existe algo que minhas amigas e clientes sempre me escutam falar é uma expressão que eu mesma cunhei e que não tiro da boca: o “cara de caro“. Isso é um conceito um tanto abstrato, sobre se a peça em questão aparenta ter custado bastante ou não. Por que eu sempre faço este questionamento? Não é de forma nenhuma uma questão de preço, muito pelo contrário. É apenas um recurso para observar se aquele item aparenta ter sofisticação e, sobretudo, qualidade. E “cara de caro” é bem sonoro e memorável, rs. 

cara de caro

Eu sempre faço esta pergunta antes de uma compra ou no momento do descarte, justamente porque muitas vezes pagamos caro em roupas e acessórios que não aparentam ter qualidade (e muitas vezes não tem mesmo). Inversamente, podemos ter achados maravilhosos, com um ar super sofisticado, com preços mais convidativos. Então, mais importante do que a sua verba, é o resultado que aquele item vai atribuir ao seu visual. Estamos acostumados a pensar que o que custa mais caro é o que aparenta ter mais sofisticação. Mas não é sempre o caso… Por isso, criei um joguinho aqui para testarmos essa velha crença, com botas já que é inverno: 

 

Será que o preço reflete necessariamente uma boa aparência? rs. Essa vai ser uma tag fixa aqui, para brincarmos mais vezes de adivinhar o mais caro. O que acham?

Claro que a gente deve sempre ponderar outros critérios na hora da compra, como durabilidade e material, por exemplo. Mas isso ajuda a saber se tudo o que você está investindo reverbera em uma imagem bem acabada e polida. Ainda que seja um shortinho todo rasgado… Pela lavagem, corte e costura a gente consegue ter impressões bem diferentes de um short para o outro. 

cara de caro

O departamento mais bacana para encontrar itens baratos com “cara de caro” para mim é o de bijoux. Sem dúvida, o território mais fértil. Usei durante anos um brinco que me custou 2,50 Libras e que parecia caríssimo. Esse brinco era um case. Mas já encontrei diversos outros brincos, colares e afins super baratos, mas que pareciam riquíssimos. Um outro bom exemplo disso é a Zara. Se você me perguntar, um dos grandes motivos do sucesso da loja é justamente a sensação de estarmos comprando peças sofisticadas, sem ter que pagar fortunas. Claro que isso não se aplica a tudo (e a quase nada da Trafaluc), mas ressalto aqui a alfaiataria deles, que é muito bacana. 

Screen Shot 2016-06-30 at 3.25.13 AM

E como identificamos uma peça com “cara de cara“? Independentemente do custo de uma roupa ou acessório, temos que observar a modelagem, o caimento, a aparência do tecido… Às vezes até a cor. Estampas também podem ter uma padronagem que valoriza ou detona o item. Pequenas coisas como o zíper, o botão, a costura ou o bordado também são importantes. Que tal trocar os botões de um blazer bonito, mas com esse detalhe que desvaloriza (não escolhi esse exemplo à toa, acontece muito em fast-fashions)? Às vezes pode ser uma questão de ajuste ao corpo também. 

Eu sempre gosto de lembrar: tudo isso é sempre uma ferramenta e nunca uma regra. Este é apenas um bom recurso para quem quer otimizar sua verba e estar com um look sofisticado, mesmo que seja tão casual e despretensioso quanto um short e chinelo

Beijos,

gabi

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