“VISTA-SE PARA O TRABALHO QUE VOCÊ QUER TER”

Comportamento
02/10/2017

Eu já falei aqui uma outra vez sobre a importância da nossa aparência no ambiente de trabalho e salário – sobretudo para as mulheres. E ao que parece, as últimas pesquisas vêm apenas corroborando a velha tese do “vista-se para o trabalho que você quer ter”. O Fórum Econômico Mundial publicou um artigo recentemente que reforça tudo o que foi dito até hoje e vai além: não é só a percepção que os outros têm de você que muda com a roupa, mas também o seu desempenho

 trabalho look de trabalho  

Não é nenhuma surpresa para mim, fazendo o que eu faço. Já tive feedbacks assim de algumas clientes. Mulheres que começaram a tomar mais iniciativa no trabalho, a fazer sua voz valer, perderam a timidez. De qualquer forma é sempre bom ter uma validação científica, rs. O que este último artigo aponta é que com uma imagem aprimorada a percepção das pessoas sobre você muda e sua autoconfiança floresce, como é de se esperar. Mas não é só isso… Uma boa produção altera até a nossa maneira de pensar. Parece estranho, mas se vestir melhor interfere na sua habilidade de pensar de forma abstrata. Isso pode resultar numa reflexão mais parecida com a de um CEO do que a de um mero funcionário. 

trabalho look de trabalho

Neste estudo em Yale um grupo foi submetido a um teste de vendas, cada parcela com um tipo de roupa. Em suma, na simulação os que estavam mal vestidos arrecadaram 680 mil dólares e os que estavam vestidos de forma neutra conseguiram 1.58 milhões. Enquanto isso, as pessoas de terno atingiram a marca de 2.1 milhões. É uma diferença enorme! Claro que por si só este estudo não diz muita coisa, mas é mais um que endossa a frase do título do post. Por isso, lembre-se disso na próxima vez que for ao trabalho, a uma entrevista de emprego e afins…

Blusa | Jeans | Mocassim | Blazer | Calça | Scarpin

Mas o quão arrumado é apropriado? Se todos trabalham de bermuda, não faz muito sentido aparecer de tailleur, né? A pesquisa ainda aponta mais uma informação útil: a estratégia é estar um grau acima. Então se todos vão ao trabalho de jeans, vá de jeans e blazer. Se todos vão de jeans e blazer, vá de terno. E por aí vai! Minha sugestão é que os incrementos podem ser ainda um salto, uma maquiagem, um penteado (nada com laquê, só um cuidado extra, rs). Preste atenção nos detalhes e use isso a seu favor! E claro, uma Consultoria de Imagem não faria mal também.

Beijos,

gabi

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Beleza
27/04/2017

Taí uma obsessão nacional que raramente é questionada. Eu não tenho dados oficiais, mas eu duvido que em qualquer outro país no mundo se faça mais as unhas do que aqui no Brasil. Não sei quem começou com isso, mas disseminamos de geração em geração que ir à manicure faz parte da higiene básicafeminina, né? Homens aparentemente ficam bem limpos sem isso, curiosamente. Mas será que você é mesmo obrigada a fazer as unhas?

Fazer as unhas 

De um grupo de dez amigas, acredito que eu sou a única que não pinta as unhas rotineiramente. É bem comum por aqui ver a manicure como um hábito indispensável. E também não é raro ver as pessoas colocando isto como uma exigência para nós. Volta e meia aparece uma voz infeliz dizendo que mulher de verdade tem que fazer as unhas. Ou usa isso como critério de seleção em entrevistas de emprego – juro que isso existe e vocês devem saber.

Quando eu digo que não faço a unha, me refiro ao salão e ao esmalte. Acho que como qualquer parte do corpo, tem que cuidar e deixar apresentável. Mas há algum tempo eu vinha achando a unha natural mais elegante, de verdade. Eu já tinha parado de tirar cutículas (não faz bem mesmo). Sem contar que as manicures não respeitam meu desejo de ter unhas redondas e ovais. Sempre saía do salão com elas quadradas, contra a minha vontade, rs. Por isso, comecei a cuidar por conta própria, com uma manutenção mínima. E estou mais satisfeita assim. 

Aliás, “satisfeita” é a palavra de ordem, acredito. Ninguém é obrigado a nada. Mesmo as minhas clientes que quiserem usar cores fora da cartela, por exemplo, terão meu apoio (depois de uma mini, mini resistência, rs). O meu objetivo como consultora é ver a cliente feliz. Se ela se sente assim com algo que não é o ideal, quem sou eu para contrariar? Ainda assim, sempre melhor tomar uma decisão informada, né? Obrigação é uma palavra que não tem mais o espaço que ocupava no universo feminino. Se você pesquisar as CEOs do mundo no Google, metade delas tem unha pintada e a outra metade não.

Em suma, o que eu prego é: a decisão é sua. Muita gente gosta da rotina de ir ao salão e considera isso um momento de relaxamento. Eu mesma gosto de vez em quando. Assim como tem muita gente que prefere gastar essa horinha semanal com Netflix outra atividade. Eu colocaria na balança. É uma demanda do seu ambiente de trabalho (podiam pelo menos distribuir uns vouchers, rs)? Vai te prejudicar profissionalmente? Do contrário, se reduz apenas à questão: é lazer ou incumbência?

Beijos,

gabi

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Comportamento
10/06/2016

Há algumas semanas tornou-se pública uma pesquisa da Universidade de Chicago que evidencia uma característica cruel do mercado de trabalho: mulheres que se arrumam costumam ganhar em média 20% a mais do que as colegas que não têm este hábito. Como você deve ter notado, eu não disse “pessoas”, mas sim “mulheres“. Apesar desta mesma pesquisa comprovar que ser atraente influi no salário de todos nós, arrumar-se só tinha um peso significativo no caso das trabalhadoras do sexo feminino. Ou seja, sua imagem pessoal pode ter ainda mais importância no âmbito profissional do que se imaginava. 

imagem pessoal

Não é nenhuma surpresa, sobretudo para quem trabalha na mesma área que eu. Cada vez mais estudos comprovam que a sua imagem pessoal é extremamente relevante para todos os âmbitos da sua vida. Já associaram até o uso de maquiagem a percepção de competência, acreditem! Não me parece lá muito justo, sobretudo considerando que não se exige o mesmo dos homens no trabalho. Sim, eles também obtêm vantagens profissionais pela beleza, assim como nós. Porém “arrumar-se” só interfere no nosso lado da balança… Vendo por outro ângulo, isso pode ser considerado uma vantagem relativa, dado que pelo menos conseguimos contornar essa questão passando um blush, por exemplo, rs. Já eles podem até vestir o melhor terno do mundo, que não faria diferença. 

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É claro que a competência deveria ser o único critério nessas circunstâncias. Isso é o certo e é indiscutível. Ao mesmo tempo, a gente sabe que imagem é extremamente importante para o ser humano. Já dei este exemplo antes, mas não custa lembrar: nós somos seres que não levamos para casa uma lata amassada do mercado. A visão é o sentido do qual mais dependemos. É instintivo.

imagem-pessoal-se-arrumar-para-o-trabalho-estilo-salario 3

Ao mesmo tempo que não é justo, é da nossa natureza. Não aprendemos ainda a ser completamente objetivos e ignorar a questão visual. Não sei se um dia conseguiremos… É claro que eu acredito que o certo é avaliar sempre um profissional pelo seu empenho e resultados, e de forma isenta para qualquer gênero. Enquanto isso não acontece, talvez seja o caso de incluir o apreço pela imagem pessoal como uma competência profissional, pensando estrategicamente. 

imagem pessoal

Afinal, você mesmo faz isso todos os dias… Quando escolhe um restaurante, quando compra uma casaco, quando escolhe a lata no mercado. Você não está pensando apenas se a comida é gostosa, se o casaco esquenta ou se o molho de tomate está bom. O visual conta – e muito – na sua conta. 

Beijos,

gabi

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