30/01/2018

Dentre os pedidos de posts que eu recebo, uma boa parte é perguntando sobre questões em torno do formato de rosto. Se vocês observarem, não falo muito sobre isso no blog. Não é que eu não tenha interesse ou qualquer coisa assim… Mas para formato de rosto sinto que o diagnóstico é mais complexo (o que não quer dizer difícil). No tipo físico são apenas 5 variantes, supondo que a pessoa não tenha mais de uma demanda de proporção. Já no rosto, são 9 formatos! As chances de um post levar alguém a fazer besteira são bem maiores. Isso sem contar que todo mundo sempre acha que tem rosto redondo, rs. Por isso, tenho cautela extra. Mas recentemente vi um post do Refinery29 sobre a risca do cabelo que achei que dava para compartilhar:

Antes | Depois

Eles chamaram um cabeleireiro para mudar a risca do cabelo de algumas mulheres e não muito mais que isso. Quem é minha cliente já deve ter recebido no manual alguma informação sobre isso, ou uma sugestão de penteado. Muitas vezes comento sobre a risca do cabelo. Neste caso, ele considerou alguns fatores mais cabeleireirísticos (#neologismo), como os redemoinhos e sentido do crescimento. Ainda assim, eu diria que acertou bem no quesito proporção de boa parte delas…

Antes | Depois 

Antes | Depois 

Antes | Depois 

Eu achei todas essas transformações bem-sucedidas. As mulheres ficaram mais sofisticadas e com mais harmonia, não acham? E isso foi só mudando a risca do cabelo de lugar. Eu mesma tenho total consciência de que sou outra pessoa dependendo de como uso o cabelo. Observem que diferença brutal:

SOCORRO. Melhora um pouco se botar uma parte atrás da orelha, rs.

Jogadão (e só fica assim para esse lado)

Boa moça (que eu adoro)

Se eu usasse meu cabelo repartido ao meio, apesar de eu ter o rosto oval (que é proporção ideal), sinto que ele fica muito achatado em cima. Isso porque meu fio é liso na raíz e ondulado na ponta. Por isso eu busco sempre jogar ele para o lado e até manter sem risca do cabelo visível. Ou, alternativamente, faço o cabelo que eu chamo de “boa moça“. Até fiz um videozinho no Instagram mostrando como eu faço. Ninguém deu muita bola para ele porque parece um tutorial bobo. Mas a intenção era justamente falar sobre a mudança no visual, com tão pouca intervenção!

Eu não sei se conseguiria resumir todas as recomendações em algum post um dia. Minha sugestão é que vocês vejam esses exemplos acima e simplesmente experimentem sair da rotina e fazer umas tentativas diferentes com a risca do cabelo. Saiam um dia com uma versão diferente e observem as reações (incluindo a sua própria). Pode ser que vocês mudem de penteado… O que acham?

Beijos,

gabi

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20/01/2018

Não é novidade nenhuma que o gloss anda recuperando seu status do passado nos últimos anos. Se foi febre há 20 anos, a nossa moda, que é cíclica, alguma hora ia trazer isso de volta. Quando começou a se falar nisso há uns dois anos, confesso que ainda não estava preparada para encarar mais momentos de cabelo grudando na minha boca ao menor sinal de vento… Mas acho que ninguém estava pronto ainda, rs. O batom matte era rei ainda em 2016. Hoje, já dá para ver que a resistência ao gloss vem diminuindo. Até eu estou mais entusiasmada com o danado. É tendência? É! Mas e você com isso?

Essa pergunta que eu faço é sempre para a gente refletir se cabe mesmo incorporar certas tendências nas nossas vidas ou se é melhor deixar passar. Claro que, nos fim das contas, cada um faz o que quer com sua própria face, né? Mas eu sempre gosto de trazer uns argumentos aqui, rs. O primeiro de todos e mais importante: sua coloração. O gloss, apesar de existir em mil versões, não é exatamente democrático. O brilho favorece mais pessoas de cartela de cores vivas, ou seja, as Primaveras e os Invernos (não sabe do que eu estou falando? Leia o post sobre Análise Cromática). Mas se você é de Verão ou Outono precisa sair correndo? Não, mas vale ter um pouquinho de cautela sim. Já para quem é de característica predominante opaca é melhor ficar só no lip balm, se possível, rs. Sobretudo porque a tendência de agora não é exatamente discreta….

Efeito vinil

Se na virada do milênio o ápice era o gloss transparente e até um pouco cintilante, hoje acho que se trata mais de um efeito de vinil. Ou seja, a cor entrou na jogada. Eu já tive um batom YSL (vinyl lip stain, se não me engano) que usei até a última gota. A proposta era exatamente essa: um gloss que colore, dando um efeito vinílico. Ou seja, nada discreto. O que não quer dizer que seja ruim. Mas vale avaliar se entra na sua coloração e também no seu estilo. Dito isso, acho que pode render umas boas ideias de make:

Para quem recebe bem o brilho, pode ser o melhor tipo de batom nude. Ótimo para coordenar com um olho mais carregado ou de cores escuras

Outra sugestão é fazer um combo com sombra colorida. Mas nada muito infantil, claro. Tons mais sóbrios como o oliva, o vinho, o roxo… Mas que apesar de mais discretos que um azulão, ainda são coloridos. Aliás, amei essa make da Rachel McAdams que ressaltou os amarelos do olho dela com a cor complementar.

Para quem acha o batom escuro muito gótico, acho que o gloss ajuda a quebrar essa impressão.

Pode ser um nude para negras também, dependendo da cor do gloss. 

Eu ainda acho o gloss pigmentado bege ou champanhe uma coisa meio anos 2000 demais. No entanto, tenho que reconhecer que ele faz um bocão lindo, principalmente se tiver cintilância. Acho que, se usado com parcimônia, na cor certa, pode ficar bem elegante. 

Pode rolar também um efeito ombré com o gloss concentrado no centro da boca, que ainda dá volume.

Ou ainda, um look natural clássico também, por que não?

Confesso que ainda não mergulhei muito nessa tendência mas prometo que vou me desafiar. Vocês sabem o quanto eu sou do time do batom colorido… Quem sabe não arrisco num colorido vinil? Vocês gostam?

Beijos,

gabi

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19/01/2018

Esse blog é voltado para mulheres e pensado para mulheres. Desculpa audiência masculina, rs. Mas, dito isso, hoje vou abrir uma brecha para comentar um corte que eu muito aguardei: o corte do Príncipe William. Finalmente o bendito passou a máquina no cabelo e assumiu a careca de uma vez por todas… 

Antes

Depois

Eu não sei se é realmente “dos carecas que elas gostam mais”. Não posso falar por todo o nosso gênero, mas eu definitivamente prefiro os carecas quando a alternativa é um pseudo-cabelo. Aquela amostra grátis capilar é muito pior que a cabeça limpa. A careca por si só não torna o cara pouco atraente. Pergunte a Zidane, Idris Elba, Jason Statham, Tyrese Gibson… The Rock foi eleito o mais sexy pela People em 2016 e eu nunca vi um fio de cabelo na cabeça dele. Por outro lado eu duvido que isso teria acontecido se o Dwayne fizesse como alguns rapazes e conservasse 7 fios de cabelo na tentativa de driblar a máquina. 

Mil vezes um homem com careca lisa do que parcialmente calvo. O cabelo muito escasso envelhece muito mais do que a cabeça raspada. E não sou só eu que acho isso não… Este estudo da Universidade da Pensilvânia mostrou que homens carecas são tidos como mais atraentes, dominantes e fortes do que os de cabelo ralo. Pense Bruce Willys! Por isso, fiquei muito satisfeita com a mudança do Príncipe William, que demorou um pouco a encarar o corte. E vai dizer que não ficou muito melhor? Rola até uma barba depois, se ele quiser experimentar.

#Toscoshop

Se eu pudesse sugerir uma melhoria, seria raspar ainda mais ali na lateral. Deixar sem nada mesmo. Acredito que vai ser um upgrade ainda maior. Fica mais limpo e jovem também, eu diria. Se você é homem e chegou neste post por acaso, fica a minha sugestão. Se você é mulher e conseguiu ler até aqui, pode encaminhar a sugestão para seus parentes, cônjuge e amigos homens que estejam precisando desta pequena mudança… Quem concorda comigo?

Beijos,

gabi