Julho chegou e há grandes chances de que muitas de vocês estejam prestes a sair de férias. Se não for o caso, pode ser uma viagem de trabalho também. Sem dúvida, esta questão da mala é uma problemática constante para a maioria de nós. Não falo exatamente por mim, já que como boa virginiana mala inteligente é quase hobby. Desfazer as benditas, por outro lado, pode esperar meio milênio, rs. Ao longo dos meus 32 anos de viginianismo e também mais alguns de consultoria cheguei em algumas técnicas úteis para quem vai sair a passeio ou afins. Uma cliente está indo passar 6 semanas fora e me pediu uma ajuda. Assim sendo, achei que valia fazer um post para todo mundo aproveitar! Reuni algumas dicas aqui:

1) O QUANTO LEVAR? Elimine a crença de que vai faltar roupa. Tirando raras exceções, a maioria de nós leva roupas demais em viagens. No armário cápsula eu costumo sugerir ao menos 5 combinações para cada peça. Numa viagem isso é impossível, a menos que você vá lavar a roupa, né? A gente suja uma blusa em até 2 usos, habitualmente. Por isso eu sugiro 1 blusa para cada dois dias e 1 calça (ou parte de baixo da sua preferência) para cada 3. Ou seja, numa viagem de 12 dias, leve 4 calças e 6 blusas. Vestidos contam como blusas, porque sujam na mesma proporção. Se levar 2 vestidos, já pode limar uma das calças.

Claro que isso é uma estimativa bem genérica. Assim sendo, se você vai à praia ou acampar, provavelmente não vai conseguir usar a mesma blusa mais de uma vez. E é claro que para tudo funcionar, você vai precisar experimentar as combinações. Aproveite o momento e fotografe, para facilitar sua escolha no destino.

2) OCASIÕES ESPECIAIS: Se você vai ter um jantar importante, uma ida à Ópera ou vai dar uma palestra, pense nesse evento à parte da conta acima. Afinal, um look especial não precisa necessariamente coordenar com o resto da mala – mas não é proibido também, né? Lembre que a terceira peça e o sapato podem transformar tudo. Se possível, teste a roupa antes. Nada pior que chegar no lugar e descobrir que o sutiã fica aparecendo ou que o sapato machuca.

3) MAQUIAGEM: Se você vai para um lugar que permite maquiagem, a primeira dica é levar metade do que você pretendia. Produtos que dispensam pincel são melhores. Bases compactas, blush líquido, sombra cremosa, iluminador em bastão… Assim menos um volume. Não precisa de mais do que um de cada, exceto para o batom que é pequeno e muda uma produção (além de ajustar uns contrastes por aí, rs). Esse permite levar uma pequena variedade sem problemas. E não esqueça o demaquilante! Caso você esqueça, descole um pouquinho de óleo de coco ou azeite e ninguém precisa dormir de maquiagem. Já me salvou uma vez! Dica bônus: ainda que simples, procure fazer penteados também. Leve uns grampinhos e mude a cara nas fotos com um cabelo diferente

4) SAPATOS & BOLSAS: Sapatos são, geralmente, os itens mais volumosos e os menos flexíveis. Leve o mínimo possível mas sempre mais de um (porque ele pode te machucar se usado todo dia). Na maioria das vezes 3 sapatos atendem até o mais caminhante dos viajantes – e o que está no pé conta, ok?  Eles costumam encaixar melhor na parte de baixo da mala. Para bolsas, duas e está um luxo! Geralmente recomendo uma maior (leve) para bater e uma menor mais arrumada que sirva para tudo.

5) COMO LEVAR? Esticada? Rolinho? Eu gosto de fazer a dobra para gavetas da Marie Kondo. Acho que cabe mais assim e você ainda vai vendo tudo o que está na mala. E se a roupa ocupar todo o espaço ainda tem o bônus de chegar tudo no lugar.

6) SOS: Leve com você uma muda de roupa, sua maquiagem e um sapato. Malas se perdem, sapatos quebram e maquiagem não é algo fácil de repor, na sua cor e preferência. Portanto, tenha sempre uma ecobag ou mochila vazios na sua mala. Pode servir para carregar compras ou até o excesso de bagagem na volta. Uma vez precisei tirar 9 quilos de queijo da mala e levei tudo numa mochila de emergência. PS: os queijos eram da Holanda e eu e trouxe de presente. Quase todos. Quaaase. Amo um Gouda! Desculpa sair do tópico.

7) PEÇAS: As peças que você vai levar vão depender do destino, da temperatura, da programação… Todavia acho que vale ressaltar alguns dados úteis, rs. Jeans não sujam. Tricôs não amassam e vão da praia à festa. Da mesma forma, versões com lurex são ainda melhores. Lenços podem mudar uma produção e ocupam zero espaço. Cardigãs têm uma dezena de maneiras de vestir e dá para usar sozinho ou compondo em camadas. No frio, às vezes, vale mais fazer cebola do que levar um tricô enorme que nem dá para dobrar. Mesmo no calor, não deixe de levar um casaco. Mesmo no frio, não deixe de levar um biquíni. Nunca se sabe! 

Existem muitas outras dicas mas essas são as que eu lembrei até a publicação deste post. Certamente vocês têm várias pérolas também! Quem tiver pode e deve dividir aqui nos comentários. Aprendo tanto com vocês! O que acharam do post? Vão colocar em prática?

Beijos,

Beijos,

gabi

Sei que o blog já está com teias de aranha e que todos os dias alguém vem puxar minha orelha (coberta de razão). Não é que eu não acredite no poder do blog ou que não tenha mais paciência para ele… Pelo contrário. Está difícil conseguir tempo para fazer um post como eu gosto, rs. E eu gosto muito! Não sei se notaram mas tenho tentado compensar nas postagens do Instagram e na minha nova coluna do @Advoguettes – já me viram por lá? Só que o blog é o blog e hoje eu resolvi fazer dele uma prioridade. Desativei o whatsapp (peço desculpas a quem estiver me esperando, inclusive), fechei os meios de comunicação e sentei no escritório para fazer um texto completo, como se deve. Espero que apreciem o esforço e que gostem do conteúdo, acima de tudo. E sobre o que eu vou falar hoje? Um dos meus assuntos preferidos, o preto. Afinal, se preto destrói as cores, que cores combinam com preto? A resposta está na própria pergunta… 

Se o preto é inimigo da cor, existem duas soluções para coordená-lo. A primeira é usar elementos sem cor. Como assim? Ora, branco e cinza. Não é à toa que P&B são o grande clássico que são. O grande dilema deste combo é que vocês já sabem que nenhum dos dois são exatamente as cores mais democráticas do mundo. Não só fazem parte de poucas cartelas da Análise Cromática como, juntos, formam o maior contraste do mundo. Ou seja, a menos que você seja de uma cartela de inverno e de alto contraste, talvez não seja uma boa ideia para você. Já o cinza pode ser uma opção mais interessante para a média das pessoas porque faz um contraste mais sutil. 

Já a outra solução é usar o dito cujo com cores que contenham bastante… preto. Pense numa cartela de preto, vinho, uva, roxo escuro, verde escuro, ocre, marinho… Essas cores juntas são harmoniosas porque têm o preto em comum. Mas é bem provável que você vá precisar de mais de uma delas para fazer a harmonia funcionar, nem que seja com um batonzinho a mais. É aquilo que eu vivo dizendo: nada melhor do que o preto para transformar uma cor linda em algo banal. Então você vai precisar caprichar na produção para mostrar que tem um raciocínio estético por trás daquilo, certo? 

Quanto mais escura a cor, mais chances de ela coordenar com preto. Se ela não tiver pelo menos 50% de preto, acho que é melhor se ater aos cinzas e brancos. Ou usar uma outra cor intermediária como “amortecedor” entre elas. Claro que eu estou me referindo a um look com predominância de preto. Se for um lenço ou um pedaço de uma estampa a coisa não é bem assim. Se é uma produção toda colorida com um pedacinho de preto, isso não se aplica. Estou falando de uma peça inteira, pelo menos, rs. Parece difícil mas não é tanto assim:

Lembrando que se você não tem preto na sua cartela (ou suspeita que não tem), melhor manter o preto mais afastado do rosto e deixar as outras cores na área vip – colo, rosto, cabelo, brincos, enfim, o perímetro do rosto. Mais uma vez montei uns looks aqui embaixo para ilustrar melhor o que eu estou falando. Cada um com seus devidos links afiliados embaixo:

Body | Cachecol | Calça flare | Bota | Jaqueta | Bolsa

Colete | Vestido | Blusa | Bota | Bolsa | Meia-Calça

Blazer | Saia | Gola rolê | Bolsa | Scarpin

A ideia é usar versões bem escuras de cada cor, ou pelo menos em uma das cores. Como você une um preto a um amarelo, por exemplo? Fazendo a ponte com um azul marinho, com um vinho ou até mesmo com um branco. O importante é haver um agente neutralizador, rs. Assim fica mais fácil coordenar o preto com cores claras. Eu acho ainda melhor quando são cores análogas. Um roxo com um lilás, por exemplo. Mas isso é assunto para outra pauta… O que acham?

Beijos,

gabi

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Acho que a pergunta que eu mais recebo em mensagens ou e-mails é se eu faço Análise Cromática online. Como minha terra natal é a internet é bem comum cruzar com pessoas dos 4 cantos do mundo – sobretudo porque nós, brasileiros, somos os maiores colonizadores do mundo pós-colonial, rs. Essa é uma das partes mais legais de trabalhar como eu trabalho mas, ao mesmo tempo, a distância acaba inviabilizando alguns serviços. Afinal, a Análise Cromática online funciona?

 

Eu não acho que estou em posição para determinar o que vale e o que não vale para toda uma classe. Ainda assim eu tenho duas colocações. A primeira é: eu não faço. Por que eu não faço? Seria ótimo para mim. Poderia trabalhar de casa, cobrar mais barato e atender muito mais gente… Coloriria o mundo dos meus sonhos (ou quase isso). Só que eu não acredito que funcione. Eu sei que tem muita gente que oferece este serviço e eu não julgo. Acho que dá para acertar sim à distância. Meu problema com isso não é a chance de acerto, mas a chance de erro

Me digam vocês… Quando a gente faz Análise Cromática, tomamos certos cuidados.  É preciso neutralizar as cores da cliente com capa e até touca em tecido cinza neutro. A luz tem que estar na temperatura e intensidade certas. Ou seja, tem que ser feito na luz do dia e não em qualquer horário. Se feito com luz artificial, as lâmpadas têm que simular a luz do sol, com temperatura acima de 5500K e IRC (Índice de Reprodução de Cor) acima de 91 numa escala de 0 a 100. As lâmpadas domésticas costumam ter um IRC de 80.

Além disso, a cliente tem que estar de cara lavada. Vamos supor agora que você consiga uma câmera que consiga reproduzir as cores e as luzes exatamente como elas são ao vivo, nestas circunstâncias, sem variar exposição ou cor dependendo do ambiente. E ainda que a compressão no envio do arquivo não altere em nada a imagem. A Análise Cromática Online te parece algo factível de forma infalível?

Eu não diria nem que são a mesma pessoa… Quem dirá da mesma cartela!

Não estou dizendo que é impossível acertar um diagnóstico. Mas também é impossível garantir um, pela minha experiência. A maioria dos diagnósticos online são feitos baseados em estereótipos ou achismos, como a falácia da cor das veias. Os estereótipos ajudam sim. É como eu me oriento muitas vezes quando dou meus palpites sobre as celebridades aqui ou no Instagram. Só que quanto mais eu faço Análise Cromática, mais me deparo com pessoas fora da tal caixa. Sardas que não são de estações quentes… Pessoas de pele bem bronzeada que são de cartelas inclinadas ao frio… Ou seja, pessoas que eu muito provavelmente teriam no mínimo me deixado bem dividida na Análise Cromática Online.

Já cheguei a palpitar que a Isabella Santoni era de estação opaca… Mas depois eu soube que ela é Primavera Pura (Quente e viva, rs). Até hoje, ao olhar esta foto, eu fico balançada. Mas eu sei que meu pitaco virtual não é nada perto da Análise ao vivo, que é a verdadeiramente confiável.

Eu tenho sim um pacote online (em breve, dois!) que abordam a coloração mas que usam o contraste como ponto de partida. O que é diferente de um diagnóstico de cartela de cores. Dá para sugerir mudanças com propriedade, sem arriscar um erro brutal. E o que eu sugiro para aquelas que não têm consultoras habilitadas na sua cidade é usar recursos assim, que não tem erro. E para quem tem, procure um profissional de confiança e faça ao vivo. É melhor fazer uma só vez e fazer direito do que ficar arriscando ou pior: investir na cartela errada. O que acham?

Beijos,

gabi