Estamos em maio! Mês das noivas, de acordo com a cultura local. Ótima oportunidade para compartilhar umas dicas com as meninas que vão casar (ou pretendem um dia, como eu, rs). Por isso, nesta semana, vou trazer posts apenas com esse tema! E aproveitar também para contar de um novo pacote que estou lançando em edição limitada, especialmente para noivas. Mas primeiro, vamos falar de cor de vestido de noiva?

A tradição manda o vestido de noiva ser branco. Hoje em dia é questão de preferência. Ainda assim, supondo que você seja uma noiva típica e que você escolha ir de branco, vou te fazer uma pergunta difícil: qual branco? Pois é. Mesmo um conceito aparentemente tão definitivo quanto “branco” pode ter suas variações. Se você escolheu tinta de parede alguma vez na sua vida, já sabe quem nem sempre é tão simples… 

vestido de noiva cor gabriela ganem analise cromatica

Neve, gelo, off-white, pérola, marfim, casca de ovo… Isoladamente, talvez essas cores seriam todas brancas para você. Mas lado a lado a gente vê que muda bastante! Não é à toa que existem tantos nomes para uma mesma gama. A verdade é que pode parecer pouco, mas faz diferença. Quem nunca tentou botar um look todo preto e os tons simplesmente eram muito discrepantes? E a diferença não está só na composição das cores em si, mas também em como a sua fisionomia vai reagir a elas. Volta e meia eu mostro como uma cor de cabelo pode mudar totalmente o rosto de uma pessoa. Isso também vale para roupas, claro, e isso inclui aquela que você vai usar no altar, rs. 

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Aqui temos uma pequena simulação feat. Bruna Marquezine. Eu juro que a única mudança de uma foto para a outra está no vestido de noiva. O da esquerda é um tom mais quente e o da direita é um mais frio, sendo bem genérica. Mesmo com esta alteração pequena, é possível observar como a expressão e o tom de pele dela mudam completamente – mesmo com maquiagem. Eu não sei se a Bruna está mais no espectro quente ou frio (não cheguei a fazer uma pesquisa para dar um palpite) mas, me orientando por esta foto, eu diria que o da direita ficou muito melhor! A pele está com mais viço, mais limpa e menos amarelada, sem contar que o olhar está mais reluzente

Muitas de vocês já devem saber um dos motivos para esta melhora na sua fisionomia: contraste! Na análise cromática dá para saber certinho onde a pessoa está entre o quente e o frio, o escuro e o claro, o vibrante e o opaco. Mas para quem não pode fazer análise cromática, minha recomendação é se orientar pelo contraste. No caso da Bruna Marquezine, nesta foto pelo menos, seu contraste está bem alto. Por isso um vestido mais próximo do bege acabou a deixando meio apagada… Neste caso, a cor mais destoante funcionou melhor… Até para os dentes, rs. Lembrando que esse exemplo é sobre a Bruna e não se aplica a todo mundo. Tem muita gente que ficaria melhor com o vestido de noiva da esquerda, acreditem. 

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De olho no acabamento!

Outra questão muito importante e que muita gente esquece: uma mesma cor em tecidos diferentes muda completamente o resultado. Alguns tecidos absorvem muito mais a luz que outros. Isso me traz de volta à questão do brilho que mencionei no post do iluminador. Tem gente que fica bem com brilho e tem gente que fica ofuscada por ele. Nessas horas, minha dica é: observe sempre mais de uma amostra de cada vez. Não escolha um tecido por si só… É melhor comparar mais de um de cada vez. Assim você tem a real dimensão de como uma cor ou acabamento reage com seu rosto.

Eu sei que é muita coisa para conciliar, sobretudo ainda tendo que considerar estilo pessoal e modelagem. Mas eu faço isso todo dia e não é tão difícil quanto parece depois que você se conhece a fundo! Quem quiser o combo completo bem mastigadinho pode se interessar pelo novo pacote de serviços em edição limitada, o “Manual da Noiva“. Este é um resumo de todas as suas características, com soluções ilustradas para noivas. Este e os outros pacotes estão na aba de Serviços do blog. Quem quiser pedir mais informações ou fazer um orçamento personalizado, pode entrar em Contato ou mandar um e-mail para gabi@gabrielaganem.com. 

 

Beijos,

gabi

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Estamos vivendo tempos difíceis… Tempos de modelagens cruéis! Outro dia no stories do Instagram fiz uma denúncia muito pertinente das blusas-tenda, aquelas que não têm compartimento para seios ou noção da geolocalização da cintura. Hoje, venho falar de algo que não é tão grave, mas que pode matar uma silhueta: as blusas sem cava

  Cava

Vocês podem conhecer algumas como “manga morcego“, mas abrange mais tipos de blusas e/ou vestidos. Quando eu digo “sem cava” é o jeito que eu identifico aquelas mangas sem costura entre os ombros e os braços. Ou ainda com a costura do ombro rebaixada ao meio do braço. Sabem qual eu estou falando?

O que tem de errado com essas blusas? A princípio nada. Mas não são exatamente as mais generosas com a sua silhueta. Isso porque esta falta de ajuste cria uma amplitude que não te pertence. Uma simples costurinha sob as axilas podem fazer uma bela diferença na sua forma. Sobretudo se você é triângulo invertido, já que o volume fica bem na parte mais larga desse tipo de corpo, o tórax e ombro. Para quem é triângulo, pode até ser uma boa, dependendo do corte ou modelagem. Lembrando que dá para saber o seu neste post sobre tipo físico

Meu deus, coitada da mulher que comprar esta camisa jeans, claramente desenvolvida pelo capiroto. Engorda muito mais do que Nutella! [Argumento que uso com frequência]. Só para ilustrar o que uma modelagem ajustada pode fazer, botei meu Toscoshop® para jogo e fiz uma transformação rápidinha para mostrar a diferença. Acreditem, essa é a mesma pessoa – e a mesma roupa:

Neste caso ficou bem mais fácil simular, por conta da transparência. Dá para ver onde estão as coisas debaixo de tanto pano (e que magrinha, né?). Mas a diferença é grotesca. Isso quer dizer que você não deve usar roupas largas nunca mais? Isso quer dizer que você tem que sempre parecer magra? Claro que não. O intuito é apenas saber o que está fazendo, sobretudo na hora das compras. Se você anda adquirindo blusas assim e sai insatisfeita sem saber o que está errado, pode ser culpa da modelagem. Então vale reconhecer o devido valor da costura da cava…

Beijos,

gabi

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Mais um red carpet notório acontecendo pelo globo e desta vez não foi qualquer um: nada menos que o Baile do MET. Para quem não ainda não conhece, o MET Gala é o baile beneficente anual do Costume Institute e que abre a temporada de exibição de moda no museu em Nova York. Vocês provavelmente já viram a cobertura completa em outros sites (recomendo a do Fashionismo) ou no instagram. Nossa missão aqui é apenas aprender com os acertos das convidadas e seus vestidos mágicos. Não é tanto sobre gosto pessoal, mas uma mera análise funcionalista, rs. Vamos aos melhores neste quesito:

Met Gala

Abrindo com Blake Lively de Versace. Já tinha comentado esse sucesso no instagram. Não é sobre achar bonito ou não… É sobre esta obra da engenharia! Notem que as linhas e bordados do vestido direcionam o olhar para onde é vantagem. A modelagem amplia suavemente o quadril e ombros, deixando a cintura bem definida e o corpo totalmente ampulheta. Até os braços foram alongados. Isso sem contar que a cor dourada é perfeita para a coloração e contraste baixo da Blake. A cereja no bolo é o brinco com azul fazendo a simetria com as plumas.

Adriana Lima foi relativamente simples para um MET Gala que homenageava Rei Kawakubo, estilista da bem inusitada Comme des Garçons. Mas vai dizer que não está um colosso neste Alberta Ferreti? E olha que normalmente eu nem gosto tanto de frente única tão cavada, rs. Ficou longilínea com o V do decote e da fenda. O preto, ao contrário do que muitos acreditam, não é uma cor universal. Eu não sei se está na cartela dela, mas em matéria de contraste, a escolha foi certeira. O preto complementa os traços dela ao invés de ofuscá-la. 

Zac Posen não tem a devida apreciação que merece. Ele é um dos meus favoritos a cada vez e nesta não foi diferente. Um escultor! Vai dizer que esse modelito da Katie Holmes não é um espetáculo? Aposto que se você visse esse corpo sem cabeça nunca chutaria que era ela, rs. Ficou uma sereia. E novamente temos as linhas do vestido te dizendo para onde olhar. Notam um triângulo na costura da barriga? Eu sempre prefiro quando esse tipo de desenho aponta para cima. Quando aponta para baixo muitas vezes acaba criando um efeito “pochete” ali no “panceps”. Do jeito que está deixou a cintura bem definida. A costura valorizou até o busto. E a cor é no contraste perfeito para ela, que está alto contraste. 

Zendaya tem meu respeito em muitos âmbitos da vida. O fashion é apenas um deles. Quantas pessoas segurariam um laranjão e amarelo como o deste Dolce & Gabbana? E vai dizer que não complementou com perfeição a coloração dela? Vale observar que ela escolheu um tom de cabelo certeiro para o vestido (o dela original é outro). Você não precisa fazer isso quando tiver uma festa, mas ela é sempre camaleoa no quesito cabelo. E o fechamento com o batom laranja me deixa até emocionada. Impecável!

Outra pessoa que me agrada com frequência: Emmy Rossum. Você talvez nem a tenha notado na cobertura do MET. Isso porque seu Carolina Herrera indefectível tenha se tornado um tanto discreto diante da concorrência, rs. Ainda assim, tem sua exuberância, numa vertente mais clássica. Preto e branco é para contrastes bem altos como o da Emmy – que selou o look com um batonzão vermelho. Certeiro e lindo! Amei.

Eu tenho uma forte desconfiança de que a cartela de Cara Delevigne tem muitos cinzas. Talvez por isso o prata do seu Chanel caia tão bem para ela. Cara raspou a cabeça para um papel e inovou maquiando a careca. Achei bárbaro e o MET Gala permite uma cabeça metalizada. A modelagem é linda, deixando o corpo bem ampulheta e o sapato prateado deixou um pernão comprido. Quando a silhueta é ampulheta, um cinto é uma boa pedida, porque cria um ponto focal no lugar certo. Sobre isso, vale ler este post  sobre cintos, mais completo.  

Uma observação: Por que eu não coloquei Gisele na lista do MET Gala? Por um motivo muito simples: só deu certo porque é ela. [Já sinto as pedras vindo na minha direção, rs]. A verdade é que a modelagem deixou o corpo dela um tanto desproporcional de frente, com ombros grandes e quadril estreito. Outra coisa que me incomodou: a cor. Senti que a deixou meio amarela – pode ter sido a maquiagem ou algum autobronzeador. Ficou linda? Um espanto? Sim! É a Gisele! Mas eu não teria como tirar algum aprendizado desta escolha, por isso ficou de fora…

Beijos,

gabi

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