Geralmente, existem dois tipos de cliente quando o departamento é compra: ou a pessoa não gosta de ir ao shopping e não sabe o que escolher ou ama fazer compra e não sabe a hora de parar. Meio-termo existe, mas não é a maioria, rs. De certa forma, acho que esses dois perfis, apesar de extremos opostos, sofrem de um mal similar: dificuldade para identificar o que é de fato uma boa aquisição. Muita gente ainda não conseguiu definir os critérios para determinar o que constitui uma real boa compra. Como você decide o que vale a pena levar?

 

Com o tamanho da oferta e variedade, fica mesmo difícil ter clareza na hora da compra. Alguns acabam levando de tudo e tem gente que sempre leva a mesma coisa (isso quando não desiste e vai embora). Existem ainda ciladas como promoções, descontos progressivos… Quer coisa mais sedutora que “30% de desconto na segunda peça”? Por outro lado, será que você precisava mesmo de duas botas novas? Ou dois maiôs? A melhor maneira de pensar uma compra é se fazendo uma sequência de perguntas importantes:

Eu preciso disso? Quando você vai ao supermercado, geralmente, vai atrás do que está em falta na despensa, certo? Do contrário você acaba com 35 pacotes de molho de tomate. Por que com roupas seria diferente? Identifique o que está fazendo falta no armário antes de comprar mais uma camiseta branca – ou scarpin colorido. Na maioria das vezes o que falta às pessoas são as peças conectoras, que fazem as demais funcionarem: uma boa terceira peça, uma parte de baixo curinga, etc..

“Eu posso precisar um dia”: observe que o item acima usa o verbo “precisar” no tempo presente. O pior pretexto para comprar algo, na minha opinião, é a tal suposta demanda futura. Na maioria das vezes essa ocasião nunca chega. E muitas vezes, quando chega, você acaba comprando algo novo para essa demanda e nem lembra que um dia já tinha antecipado essa circunstância. Única exceção: roupa de estação. O fim do inverno pode ser uma boa oportunidade para comprar uma bota ou casaco na promoção – caso você precise mesmo de novos. Ou seja, a margem é de no máximo 6 meses, rs. 

Preço não define compra: uma peça barata que vai encalhar no seu armário não é oportunidade, é prejuízo. Lobo em pele de cordeiro. Existem sim muitos achados maravilhosos por aí. Mas lembrem que muitas vezes o que sobrou na promoção sobrou por algum motivo, rs. 

É amor? Você gostou mesmo ou só quer se premiar com uma comprinha qualquer? Ou gostou mesmo foi do preço?

O amor é correspondido? Eu amo batom coral. Mas o batom coral me odeia, profundamente. Uma visão de horror. Por isso, eu não compro batom coral, ele não merece meu amor. Dei um exemplo óbvio aqui, mas serve para qualquer item que não corresponda ao seu sentimento. Amor só deve fazer bem para nós… E isso não vale apenas para roupas, curiosamente.

Relação custo x benefício: leia a etiqueta de composição. O preço tem que ser compatível com o material e/ou com a complexidade da peça. Materiais naturais valem mais. Bordados contam pontos. 

Relação custo x uso: avalie a versatilidade da peça. Mesmo que seja uma roupa simples, se você vai usar toda semana, pode ser vantagem. Se for vestir uma vez por ano, não vale. Eu poderia ter pago 10 salários mínimos no meu cardigã prateado e ele ainda teria sido barato. Levo comigo quase todo dia! Felizmente, foi tipo R$120,00 na época… 

O país está em crise e é uma boa hora para começar a comprar com mais consciência e sabedoria. Isso não quer dizer que você precisa ser exclusivamente racional na hora de fazer uma aquisição. Às vezes a paixão (correspondida) por um vestido ou sapato podem ser suficientes para você tomar uma decisão. Contanto que isso não aconteça todas as vezes, não faz mal à saúde não, rs. Mas, no geral, vale ficar atento à essas perguntas para não cair nos velhos hábitos. E, para quem tem dificuldade em escolher ou sair da rotina, se uma peça atender à maioria desses requisitos, serve como uma “validação” de que a compra compensa. Assim fica mais fácil decidir. 

Beijos,

gabi

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Ou quase isso! Existe algo que eu vivo falando para as minhas clientes e que eu aplico muito na minha própria vida: use o styling para ter mais versatilidade no armário e assim você precisará de menos peças. Nesta sexta-feira eu tinha um dilema de cronograma e vestuário que resolvi usando esta mesma recomendação. Eu trabalharia a manhã e a tarde toda na casa de um cliente… E às 19h30 eu tinha um casamento! Precisava passar do casual ao alinhado e passar em casa era impossível. Então como fazer?

No meu caso, peguei meu vestido mais curinga, um modelito de tricô com lurex da Gig que já usei inúmeras vezes – que não amassa e é totalmente confortável. Para o trabalho, coloquei com uma rasteira, colar de resina e bolsa tiracolo. Para o casamento, subi num salto, peguei uma clutch, troquei o colar por um brinco exuberante e refiz a make. Funcionou perfeitamente! Cheguei no meio da cerimônia, mas deu certo, rs. Só não deu tempo de fazer fotos, desculpa gente!

Não existe segredo, pela minha experiência, é apenas adequar a produção mudando os complementos. Mas se eu fosse eleger três pontos cruciais, estes seriam o sapato, a bolsa e a terceira peça. Claro que maquiagem, cabelo e bijoux também ajudam, mas esses três são mais significativos, creio eu. Assim você consegue usar vestidos de festa no dia-a-dia ou consegue usar vestido casual em ocasiões mais alinhadas, por exemplo. E não se restringe apenas a vestidos. 

Exemplo #1

Exemplo #2

Exemplo #3 

A maior vantagem deste recurso para mim é que, assim você não precisa ter tantas roupas no armário, já que cada uma vai render mais produções – mesmo em ocasiões inesperadas. Basta pensar um pouquinho fora da caixa e bolar soluções criativas. Lembrando que a maioria das vezes que alguém me diz “não tenho roupa“, na maioria das vezes essa pessoa tem roupas demais. Vale mais um guarda-roupa inteligente do que um armário lotado!

Beijos,

gabi

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Para onde quer que você olhe, em todas as lojas, você encontra não uma, mas diversas versões de saia plissada – sobretudo a midi. Há muito tempo não se via uma tendência com tanta força lá fora e aqui. De certa forma, acho que é algo que agrada a gregos e troianos. Ao mesmo tempo que  é feminina, é moderninha. Talvez por isso o tamanho do sucesso. E, mal ou bem, não deixa de ser uma modelagem democrática:

Apesar de ser uma peça fácil de comprar e servir em muitas pessoas, existem sempre aquelas pessoas que são mais beneficiadas do que a média. No caso da saia plissada, quem mais ganha com elas são as mulheres de tipo físico triângulo invertido. Perguntem a Kate Middleton, que é bem assim e adora um plissadinho! Via de regra, essa modelagem agrega um volume na região do quadril. Como as pessoas de triângulo invertido têm os ombros proporcionalmente maiores que os quadris, esse tipo de saia é ótima para esse formato de corpo. 

No entanto, a gente sabe que no Brasil o tipo físico predominante é justamente o oposto deste, rs. Nossos antepassados nos garantiram uma grande parcela de pessoas de corpo triângulo. Nesse caso, os quadris são maiores que os ombros, proporcionalmente. Mas e se você é triângulo e quer usar a saia plissada, está proibida? Claro que não! Eu sou sempre a favor de todo mundo fazer o que tem vontade. Mas se vai usar, que tal fazer da melhor forma possível?

Saia plissada

Minha proposta é compensar a desproporção interferindo na parte de cima do look. Já que vai haver volume nos quadris, que tal ampliar a área dos ombros? Pode ser um decote horizontal, como o ombro a ombro ou o canoa… Ou também uma ombreira, manga bufante ou outro voluminho ali em cima. Desta forma cria-se uma maior simetria entre as partes e forma uma ilusão de ótica com efeito mais ampulheta. Assim dá para criar uma maior sensação de equilíbrio. 

Lembrando que alguns tecidos e modelagens podem ajudar também. A saia plissada sendo midi e de cintura alta, por exemplo, talvez o peso do tecido impeça que ela arme tanto. Cores escuras e/ou acabamentos foscos são preferíveis também. Mas fica a seu critério e preferência, como sempre. Essa pauta foi sugestão de uma de vocês e eu sou muito grata, porque nem sempre consigo pensar em posts no dia, rs. Então pedidos e palpites são sempre bem-vindos. Fiquem à vontade!

Beijos,

gabi

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