COLOR WHEEL :: COMBINANDO CORES

Estilo
19/10/2018

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Todo mundo já deve ter notado o retorno feroz de uma tendência fortíssima de uns anos atrás: o Color Blocking. Para quem não lembra, esta é aquela tendência que mistura colorido com colorido num mesmo look, geralmente de cores bem saturadas. Eu não sei se vocês já me viram falar isso por aqui mas eu habitualmente só uso cor com cor mesmo. Essa história de tom saturado com preto ou jeans não é muito comigo não… Acho que as cores se valorizam muito mais mutuamente e que o preto nem é tão versátil assim. Por isso, acho ótimo ver essa tendência ressurgir com tanta intensidade. A verdade é que isso faz a gente romper com antigos tabus de cores. Isso sem contar que já estamos muito mais preparadas para mergulhar nessa história, agora que temos uma reedição em tão curto prazo. Dito isso, como faz para coordenar cores sem escorregar? Ou pelo menos como faz para sair do quadrado sem quebrar muito a cabeça? A dica que eu trago hoje é um aplicativo que tenho indicado para todas as minhas clientes: o Color Wheel

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Cores complementares

Tudo começou quando uma leitora me perguntou qual círculo cromático eu usava e eu sugeri que ela baixasse um aplicativo. Quando fui procurar, gostei tanto do Color Wheel que eu abandonei a imagem salva que eu sempre usava. Primeira coisa que eu gostei nele: tem magenta. O magenta é algo que a maioria de nós chamaria de rosa, rs. Apesar disso é a versão mais pura do pigmento vermelho. Em alguns círculos cromáticos o magenta não aparece ou é bem tímido. Eu não dispenso, até porque é uma das minhas cores favoritas (verde e rosa é meu combo favorito, lembram?). 

A segunda coisa que gostei nele: ele dá combinações complementares, complementares divididas e análogas com o toque de um dedo. Além disso, te dá as combinações nas versões mais diluídas, mais escuras e mais puras. Excepcional. Terceira e melhor coisa: o Color Wheel é totalmente gratuito. Você só paga para remover os anúncios, se quiser. 

Qual é a vantagem de ter isso na mão (ou no bolso)? Nunca mais você vai achar que uma cor viva só combina com uma cor neutra. E vai ficar muito fácil ter ideias… Basta girar e experimentar as opcões do círculo cromático. 

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Complementares divididas

Minha única recomendação é ficar atenta ao contraste (e à cartela, claro, se tiver feito sua análise cromática). Para pessoas de alto contraste, como eu, a melhor opção é usar cores complementares. Isso porque, tirando o branco x preto, o maior contraste que existe é entre duas cores complementares. Roxo com amarelo, laranja com azul, verde com magenta… Foi onde eu acho que deu errado para a Mariana Ximenes.

Já para contrastes médios, a melhor opção é usar as cores complementares divididas, que dilui um pouco o impacto. Já para quem é baixo contraste, as cores análogas são mais amigas.  

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Cores Análogas

Claro que isso tudo depende do tom, certo? Se eu, que sou alto contraste, quiser usar uma mistura análoga, basta eu usar em uma versão escura ou saturada que faça contraste com a minha pele. O mesmo vale para o inverso em uma pessoa de baixo contraste que pode usar versões suaves de cores complementares, como o pastel, acinzentados ou escuros, dependendo do tom de pele. 

Quem quiser baixar o Color Wheel, pode clicar na imagem que já encaminha direto para a app store. Eu não encontrei a versão dele para Android e acho que não existe ainda. Mas isso não quer dizer que não existam outros aplicativos similares para quem não usa iOS e talvez quem é usuária de Android talvez possa indicar uma alternativa melhor do que eu. De qualquer forma, o que vale é ter uma ferramentazinha dessa na mão para sair do quadrado e para otimizar o armário, né? O que acham?

Beijos,

gabi

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LOOK DO DIA :: FASHIONISMO 10 ANOS

Estilo
21/06/2018

Há alguns dias estive numa festa maravilhosa, para celebrar uma ocasião ainda melhor: os dez anos do Fashionismo, blog da espetacular Thereza Chammas. Além de ser a melhor blogueira, ocorre de ser uma grande amiga minha e excelente ser humano. O Fashionismo tem um background 100% ligado à moda (como o nome sugere) e à faceta mais glamurosa deste universo – que é a melhor parte, convenhamos. Por isso, a celebração tinha como tema “brilho“!

Fotos :: @Fotovitor – Vitor Fernandes

A festa aconteceu no rooftop do hotel Laghetto na praia da Barra aqui no Rio e todo mundo caprichou bastante. Brilho não é problema para mim (ou para a minha cartela, felizmente). Pelo contrário! Eu uso brilho no dia-a-dia. Meu cardigã de lurex merecia seu próprio RG e CPF de tanto que uso. Mas como fazer diferente quando o brilho já está no seu cotidiano? Ao invés de paetês ou lurex, resolvi abordar o brilho de outra forma: com veludo. Ou melhor, com veludo e cor! E não qualquer cor, pink

Vestido: Zara | Sandália: Pé de Anjo

O rosa pink de inclinação fria é uma das cores da minha cartela que eu mais gosto. Além disso, é quase a cor tema do Fahionismo. Por isso, não tive dúvidas quando cruzei com este modelito na Zara (na verdade tive sim, mas depois pareceu destino, rs). E a verdade é que veludo seria um jeito inusitado de vestir brilho. Mais sorte ainda foi que o vestido é de comprimento midi – meu favorito, pelo menos para mim mesma.

Muita gente acha que midi é só para gente alta mas é mais uma questão de ajuste de altura do que de ser midi ou não. Lembrando que não é tanto mérito de altura, e sim de proporção. Se você é baixa e longilínea, não precisa compensar muita coisa. E vice-versa. No meu caso, gosto de usar a um palmo (fechado) ou dois do meu joelho. Abaixo disso acho que me achata demais. Acima disso eu prefiro numa versão mais justa, tipo saia lápis – bem Mad Men.

A vantagem deste modelo é que ele tem uma manutenção facíl, tem uma cor boa para mim, veste super bem e ainda custou R$199,00. Preço amigo! Minha dúvida era se eu iria usá-lo muitas vezes depois disso. Manga longa e veludo no Rio de Janeiro não é algo que funciona o ano todo, rs. Mas vou aproveitar bastante enquanto houver frio…

Brinco: Asos

Eu já falei aqui pelo menos uma vez sobre o combo verde e rosa. Não tem nada a ver com a Estação Primeira de Mangueira, mas é minha dupla cromática favorita. É linda, é inusitada, é feminina e ainda cai super bem para a minha coloração e contraste se for em tons assim. Vale lembrar que no círculo cromático de pigmentos o verde é complementar ao magenta, que é tipo um rosa pink mesmo. 

Eu já tinha mostrado esse pedacinho no Instagram, com um pouco da maquiagem e do brinco. Eu adoro este brincão verde. Ele é da Asos, comprei numa época que foi tendência mas acabou encaixando no meu acervo permanente, rs. Casei com essa bolsa de acrílico antiga, também verde. Nos pés, muita gente talvez recorresse ao preto ou nude. Eu aproveitei a temática da festa para incorporar um prata. Lembram que eu sempre digo que metalizado vale por dois? É porque combina com tudo – inclusive verde e rosa. Já na maquiagem, para não ficar muito casadinho, coloquei um batom meio uva, o Pausa para Selfie da Maybelline. Bem Ultraviolet, né Pantone? Gostaram?

Beijos,

gabi

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ONCINHA É NEUTRO?

Estilo
16/05/2018

Como é a sua relação com a estampa de oncinha? Na primeira metade da minha vida lembro bem que era um divisor de águas. Um ame ou odeie. E, geralmente, não estava exatamente associada a “bom gosto”. Por conta disso, acho que este animal print sempre carregou um estigma ruim. Era associado a vulgaridade ou falta de elegância. Uma verdadeira injustiça, se você me perguntar… 

Eu vejo a oncinha como um neutro. Não do ponto de vista cromático, é claro, mas do styling. Eu acho que oncinha pode ser um item básico nos nossos armários: preto marinho, branco off-white, jeans e onça. Nesta altura do campeonato você pode estar questionando meu bom senso. Ainda assim, eu acho que oncinha é um grande curinga do armário, sobretudo nos acessórios. Uma boa rasteira ou sapatilha de oncinha vai com qualquer coisa, não é? Inclusive o próprio preto-branco-jeans, com o diferencial de deixar a mistura infinitamente mais interessante. Se eu vivo falando do sapato nude e/ou metalizado, o de onça poderia ser o próximo na sua lista (bem antes do preto, inclusive). 

Este é meu look favorito de todos os tempos de Olivia Palermo. Sério. E olha o sapatinho ali!

Se sapato estampado não é o seu forte, pode ser um cinto ou uma bolsa. Para quem é mais desencanada, pode entrar na terceira peça, por exemplo (eu tenho um cardigã na estampa que eu adoro). Já para as criativas, pode ser a roupa toda ou até um mix de estampas, que eu sou particularmente fã. As funções e variações são inúmeras. Até me encontrei no Google usando estampa de oncinha de várias formas:

Meio girafa, mas ok. Dá para ver pela minha cara o quão antigos são alguns destes looks, né? Então não julguem as tendências da era Cybershot com o olhar de hoje, ok? Só estou mostrando mesmo para provar que é um “façam o que eu digo – e faço”, rs.

A ideia mais versátil e mais fácil de incorporar é um simples lenço. E o bom do lenço é que fica mais fácil ser seletiva por existir muita oferta por aí. Falo em seleção porque não podemos esquecer da principal coisa quando o assunto é estampa de oncinha: o fator Cara de Caro. Eu não consigo enumerar exatamente o que determina o aparente poder aquisitivo de cada estampa, mas acho que o material, a cor e a dimensão das pintas são vitais a se observar. Quanto mais próximos do animal real, melhor. Um sapato com pêlos de verdade, um lenço de seda fosco, pintas irregulares… Algumas das coisas que eu observaria. Fiz uma vitrine para dar uma ideia:

Claro que ninguém é obrigada a gostar de oncinha. Mas quem estiver em cima do muro pode tomar este post como um empurrãozinho, rs. E quem gosta mas não conseguiu incorporar ainda, fica aqui o desafio. Comece pequeno e em breve você vai achar tudo mais óbvio. Fica ainda este depoimento: quando minha cliente tem um sapato de oncinha, este é quase sempre um dos que mais uso montando looks. É versátil mesmo! O que acham?

Beijos,

gabi

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