05/04/2018

Eu tenho aproximadamente 40 minutos para elaborar este post, porque tenho uma cliente já, já. Mas eu não poderia deixar de comentar alguns looks do Prêmio Geração Glamour deste ano, celebração em que a Revista Glamour homenageia quem se destacou no último ano. O evento contou com alguns dos nomes mais relevantes da nossa cultura pop e looks dignos de resenha, rs:

KCT!

Abrindo com a estrela do Prêmio Geração Glamour (pelo menos no quesito look), a porcelana do Brasil, Marina Ruy Barbosa. Marina merecia um prêmio à parte só pela quantidade de pautas de moda e beleza que ela rende. Há algum tempo eu torço, com direito a #Toscoshop, para ver Marina num look dourado. Na festa de ontem, ela não decepcionou! O look Colcci de paetês dourados caiu como uma luva (tarefa difícil para paetês) e ficou um colosso nela. Olha só como o rosto dela ficou valorizado com o dourado! E ainda como o cabelo e a maquiagem ficaram em harmonia – e preservando o contraste natural dela. Não mudaria nada. Pergunta que não quer calar: a Colcci vai ter vestidos de festa assim nas lojas? 

Thaila Ayala saiu diretamente de alguma passarela de Fashion Week para a premiação. Adoro quem se arrisca assim, ainda mais com cor. Não sei se este é o roxo dela, mas eu adorei que ela comprou o barulho da Pantone e encarou ao extremo o Ultra violet. Ainda assim tenho algumas ressalvas… Eu queria ter visto o . Acho que faltou pele exposta, sobretudo para um look monocromático. Se a meia fosse uma legging e deixasse os pés de fora ficaria menos claustrofóbico. Poderia ser um decote também ou talvez puxar a manga do blazer. Só sei que senti falta de pele e excesso de tecido. Outro item que eu mudaria: o cabelo. O look “boi lambeu” com estas fivelas super pesadas não ficou harmonioso. Dito isso, bato palma pela ousadia.

Grazi Massafera é a epítome da beleza mas não curti esse look Miu miu. Uma pena, porque eu adoro a marca. O comprimento ingrato já era desafiador… Mas acho que a morte definitiva foi a cor. Esse tom de branco/off-white com bordados também brancos ficou bem esquisito nela. Pelo menos rolou um batonzão para salvar o rosto. Dito isso, achei super elegante – mas eu diria que o vestido está grande nela. 

Fernanda Paes Leme foi bem cool e colorida. Para isso eu bato palma. Apesar de eu achar ligeiramente faux pas ir estampada com capas de Vogue num prêmio da Glamour… Mas talvez eu esteja vendo problema onde não tem, até porque são revistas irmãs. Deixo a inquietação para vocês, rs. Acho que este colorido teria caído melhor nela com o seu cabelo original, ao invés deste loiro cruel. Aí sim teria ficado bacana! As cores ficaram muito fortes para ela.

Pathy de Jesus foi naquela fórmula talvez manjada de transparência mas eu gostei. Acho que tem uma coisa de clássico que, misturado com o sexy, faz um equilíbrio. E eu não sei se ela tem preto na cartela, mas o contraste ficou ótimo! E a transparência sempre ajuda nisso…

Eu amei Camila Queiroz de verde. Na verdade, acho que o verde nem era esse, porque está com filtro forte esta foto. Ainda assim, que colosso! E aqui tem a mesma premissa do look da Pathy de Jesus: sexy x clássico – e talvez até um romântico com a fluidez e os laços. Amei! O look é da Amissima, uma das patrocinadoras do evento. Não ficou lindo?

O dresscode do Prêmio Geração Glamour é bem eclético, como vocês podem ver… Mas acho que quando envolve moda ou música, isso acaba acontecendo mesmo. Eu estive na festa há alguns anos, numa vida passada praticamente, e nessa de não saber o que esperar dos trajes, fiz uma mistureba que eu acabei amando:

A saia é da Martu, era produção, e me arrependo de não tê-la comprado até hoje. Era divinal! Bem a minha cara e xadrez. Misturei com uma camiseta de seda branca e um monte de bijoux. É uma abordagem bem criativa, mas acho que é uma ótima saída para não ficar arrumada demais ou de menos. Fecha parêntese, rs. O que acharam dos looks do evento?

Beijos,

gabi

POSTS RELACIONADOS

27/03/2018

Ter cara de criança não é exatamente um problema. Pode ser até um privilégio, rs. Mas quem tem cara de criança vai te dizer que isso é algo que pode atrapalhar sim, sobretudo no âmbito profissional. Se a mulher já não costuma receber crédito facilmente, imagina o desafio para quem tem cara de menina… Se impor pode ser bem mais difícil. Isso pode interferir na hierarquia, ameaçar a sua autoridade e na ascensão na carreira. Eu já falei um pouco sobre alguns recursos que podem te ajudar a amadurecer o visual. Desta vez vou falar sobre as coisas que você deve evitar (se puder) para não dar mais ênfase a essa característica. São elas:

      

• Mochila :: Eu entendo que é a coisa mais prática do universo. Mas não tem como não associar a algo bem jovial. Se você não quiser mesmo abrir mão de mochilas, minha recomendação é buscar modelos em materiais como o couro e em cores bem sóbrias, como marrom, vinho, marinho, bege… Coisas que você não ia querer na infância, rs.

• Bico redondo :: Não vejo muitas crianças de bico fino por aí. Isso porque o bico redondo do sapato fechado é muito mais apropriado para as crianças e, por isso, pode haver uma associação. Para sandálias nem tanto. Já para sapatilhas e scarpins é melhor evitar o formato. Se conseguir algo de bico oval ao menos, ajuda bastante. 

Laçarote :: Os laços em si não dizem nada. Mas o laçarote ou lacinhos, bem formalista, eu evitaria se tivesse cara de criança. Aliás, quanto menos abstrata uma forma, mais infantil fica.

Gravataria :: A estampa tipo gravataria pode ficar muito infantilizada. Já fiz intervenção em algumas amigas por excesso de peças assim. Se for algo de bichinhos então, fuja para as colinas. Um desenho abstrato ou geométrico funciona melhor. Se você adora e não quer deixar de usar, compense como puder no resto do look. 

Tênis :: O equivalente calçadista da mochila. Pensem que diferença faria substituir o tênis deste look por uma bota (na opção confortável) ou um salto… Ficaria bem mais maduro!

Jardineira :: Principalmente as jeans! Macacão no geral pode ser bem arriscado para quem tem cara de criança. Se for usar, tente quebrar a imagem infantil com peças mais maduras, como uma camisa social e/ou um scarpin. Eu adoro esse mix e já usei algumas vezes. 

Maria Filó :: Veja bem, eu acho a Maria Filó fantástica (inclusive agradeço a modelagem, que cabe em mim) e sei que vende muito, até pela quantidade de clientes minhas que amam. No entanto, se vocês observarem a lista acima vão ver que muitos destes elementos costumam aparecer por lá. O estilo é bem girlie e eu sei que boa parte do apelo está justamente nisso. É um ícone de feminilidade. Mas se você tem cara de criança, pelo menos tente não usar duas peças de lá juntas. Principalmente as estampadas! E, se der, jogue um elemento mais masculino ou sexy na produção. Dito isso, amo os tricôs e as calças – são maravilhosas.

Evite basicamente tudo que você poderia descrever com a frase “isso ficaria lindo na minha sobrinha“. É claro que se o fator maturidade não é importante para a sua profissão e atividades em geral, não precisa abrir mão de nada. Só proponho esta adequação para quem realmente quer ou precisa driblar algum prejuízo que a cara de criança possa trazer. Se você trabalha com crianças, por exemplo, pode não ser tão importante. O que acham? 

Beijos,

gabi

POSTS RELACIONADOS

12/03/2018

Neste sábado tive um evento super legal à tarde na Dior do Village Mall, a convite da The do Fashionismo. Conheci algumas coisas bem legais (a maioria compartilhei nos stories e também no feed do instagram) e aprendemos algumas dicas com o maquiador e embaixador da marca, o Nicolas Berreteaga. Para o evento, escolhi uma produção arrumadinha, mas não muito formal. Fui com uma saia lápis rendada… Mas como fazer para deixar tudo com uma cara menos careta?

 

Saia lápis: Le Lis Blanc | Camiseta: Zara | Cardigã: 284

A maioria das clientes que eu atendo tem o armário bem segmentado: “roupa de trabalho”, “roupa de lazer”, “roupa de festa”… Mas é como eu sempre falo aqui: quanto mais fragmentado, mais peças você vai precisar. O ideal é que você use ferramentas de styling para deixar o seu acervo o mais versátil possível. A maioria das pessoas não usaria uma saia lápis de renda guipure com camiseta. Mas eu acho que é a melhor solução para deixá-la um pouco mais casual. Pensei em complementar com um blazer, mas vi que o cardigan era mais apropriado para a ocasião, um pouco mais fluido. Assim fica equilibrado e compatível com a programação.

Colar :: J.Crew

Eu adoro a mistura de cinza com azul claro. E embora as cores sejam boas para a minha cartela, não dá para esquecer do contraste. Eu tenho alto contraste e entre o cinza e eu quase não há nenhum. Apesar do brilho do cardigã e do colar darem uma ajuda, eu fiquei um bocado apagada até passar esse batom mais forte. É o Savage Matte da Dior (número 797 da linha de batons líquidos). Já estava meio apagadinho nessa hora, mas ele é só é um pouco mais forte.

Bolsa: Coach | Sandália: Pé de Anjo

Já no sapato eu poderia ter botado algo mais clean e clássico. Teria ficado bonito, mas muito certinho demais para mim. Escolhi uma sandália um pouco mais pesada para ficar um tiquinho mais criativo e sexy – características que fazem parte do meu estilo pessoal (não entramos nisso no blog, mas faz parte da consultoria de imagem). Curti bem esse look. A saia lápis ressalta o panceps ali um bocado, mas o cardigã dá uma amenizada, rs. Ainda assim, acho que deu para ficar longilínea… Amo quando encontro modelos nessa altura, abaixo do joelho. O que acharam? 

Beijos,

gabi

POSTS RELACIONADOS