ORGASM DA NARS :: UM BLUSH UNIVERSAL?

Beleza
31/07/2018

Hoje é 31 de julho, dia internacional do orgasmo. Um bom dia para tirar a poeira deste pequeno blog, rs. Não é que eu tenho a data anotada no meu calendário, nada disso. Mas é que a NARS, marca de maquiagem que dispensa introdução, aproveitou a ocasião para promover seu mais famoso blush. Aliás, mais famoso produto: o Orgasm! Recebi um release hoje e achei que era uma boa oportunidade para abordar uma questão importante que cerceia este notório ícone da maquiagem: ele é mesmo universal?

 

Eu não sei quem espalhou este mito por aí… Eu não acredito que tenha sido a marca, muito embora tenha sido uma história vantajosa e lucrativa: o Orgasm da Nars é o blush mais vendido nos Estados-Unidos. Eu não encontrei um ranking global, mas é bem possível que ele constasse no topo desta lista também. A verdade é que toda mulher que gosta de maquiagem ao menos já ouviu falar nele. Não é à toa que ganhou a fama de ser universal. Resta saber o que veio primeiro: o mito ou a lenda

Esqueça os sinônimos e a semântica por um momento… Mais será que o Orgasm vende mais porque dizem ser universal ou acreditam que ele é mesmo universal porque ele vende tanto? Tostines vende mais porque é mais fresquinho ou é mais fresquinho porque vende mais? Eu não sei. Mas se vocês me acompanham há alguns posts já devem saber que esta história de “universal” não se aplica muito por aqui… 

Para qualquer leigo, peles poderiam ser segmentadas, no mínimo, entre negras e brancas. Para uma pessoa mais introduzida no assunto, em temperaturas, quente e fria. Para você, cara leitora de longa data, o menor denominador de segmentação de tons de pele que temos é 12, certo? Inverno, Primavera, Verão, Outono e suas três variantes da análise cromática… Isso sem contar o contraste. Existe alguma cor de blush que poderia atender a todas essas pessoas – sendo elas brancas, negras, branquelas, morenas ou pardas? Taí um desafio interessante, rs (Me chama para conversar NARS, rs). Mas, pessoalmente, não vi ainda nenhuma cor de blush capaz disso, na minha humilde experiência. 

Quer ver como é simples? Pense em todas as cores de base do mundo. Agora pense em um blush que funciona com todas elas… E que o pigmento aparece o suficiente na pele negra, mas sem “manchar” a pele super clara. É uma tarefa bem difícil. Então vocês já sabem que essa história de funcionar para todo mundo não é bem assim. Dito tudo isso… Eu acho que o Orgasm da Nars faz um excelente trabalho sendo um blush muito abrangente. Talvez um dos mais abrangentes até hoje!

A fama não é totalmente gratuita e nem totalmente equivocada. O Orgasm é sim um bocado curinga, pelo menos em matéria de tom. Para pigmentação em peles claras x escuras, isso eu já não sei. Quem estiver pelos extremos e tiver experimentado, pode dividir com a gente. Mas voltando ao tom, acredito que o que faz do Orgasm um bom neutro é o equilíbrio entre rosas e laranjas. Ele acaba ficando entre um coral e um pêssego. Se fosse um coral muito pigmentado, talvez eu temesse uma cor muito viva. Mas ao que parece, a própria Nars indica que é uma fórmula mais suave, para ir “saturando” gradualmente, à gosto. Nesse caso, acho que ele acaba realmente sendo um tom bastante democrático, pelo menos em matéria de cartelas

No caso, a única cartela em que eu desaconselho o uso do Orgasm por completo é a minha cartela, rs. A estação de Inverno Frio/Puro/Verdadeiro não tem nenhum tom sequer vizinho do laranja, coral ou até pêssego. Sem contar que o Orgasm tem partículas douradas… E a cartela fria não tem dourado (eu uso assim mesmo, porque não abro mão, mas com sabedoria, dentro do possível). Claro que se você ama, adora, é seu blush favorito, não precisa deixar de usar por conta disso… Afinal tudo o que eu falo são orientações e não leis sujeitas à multa. Compense como puder no resto e vá em frente! E vocês, o que acham do Orgasm da Nars?

Beijos,

gabi

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ANÁLISE CROMÁTICA ONLINE. FUNCIONA?

Consultoria de Imagem
03/07/2018

Acho que a pergunta que eu mais recebo em mensagens ou e-mails é se eu faço Análise Cromática online. Como minha terra natal é a internet é bem comum cruzar com pessoas dos 4 cantos do mundo – sobretudo porque nós, brasileiros, somos os maiores colonizadores do mundo pós-colonial, rs. Essa é uma das partes mais legais de trabalhar como eu trabalho mas, ao mesmo tempo, a distância acaba inviabilizando alguns serviços. Afinal, a Análise Cromática online funciona?

 

Eu não acho que estou em posição para determinar o que vale e o que não vale para toda uma classe. Ainda assim eu tenho duas colocações. A primeira é: eu não faço. Por que eu não faço? Seria ótimo para mim. Poderia trabalhar de casa, cobrar mais barato e atender muito mais gente… Coloriria o mundo dos meus sonhos (ou quase isso). Só que eu não acredito que funcione. Eu sei que tem muita gente que oferece este serviço e eu não julgo. Acho que dá para acertar sim à distância. Meu problema com isso não é a chance de acerto, mas a chance de erro

Me digam vocês… Quando a gente faz Análise Cromática, tomamos certos cuidados.  É preciso neutralizar as cores da cliente com capa e até touca em tecido cinza neutro. A luz tem que estar na temperatura e intensidade certas. Ou seja, tem que ser feito na luz do dia e não em qualquer horário. Se feito com luz artificial, as lâmpadas têm que simular a luz do sol, com temperatura acima de 5500K e IRC (Índice de Reprodução de Cor) acima de 91 numa escala de 0 a 100. As lâmpadas domésticas costumam ter um IRC de 80.

Além disso, a cliente tem que estar de cara lavada. Vamos supor agora que você consiga uma câmera que consiga reproduzir as cores e as luzes exatamente como elas são ao vivo, nestas circunstâncias, sem variar exposição ou cor dependendo do ambiente. E ainda que a compressão no envio do arquivo não altere em nada a imagem. A Análise Cromática Online te parece algo factível de forma infalível?

Eu não diria nem que são a mesma pessoa… Quem dirá da mesma cartela!

Não estou dizendo que é impossível acertar um diagnóstico. Mas também é impossível garantir um, pela minha experiência. A maioria dos diagnósticos online são feitos baseados em estereótipos ou achismos, como a falácia da cor das veias. Os estereótipos ajudam sim. É como eu me oriento muitas vezes quando dou meus palpites sobre as celebridades aqui ou no Instagram. Só que quanto mais eu faço Análise Cromática, mais me deparo com pessoas fora da tal caixa. Sardas que não são de estações quentes… Pessoas de pele bem bronzeada que são de cartelas inclinadas ao frio… Ou seja, pessoas que eu muito provavelmente teriam no mínimo me deixado bem dividida na Análise Cromática Online.

Já cheguei a palpitar que a Isabella Santoni era de estação opaca… Mas depois eu soube que ela é Primavera Pura (Quente e viva, rs). Até hoje, ao olhar esta foto, eu fico balançada. Mas eu sei que meu pitaco virtual não é nada perto da Análise ao vivo, que é a verdadeiramente confiável.

Eu tenho sim um pacote online (em breve, dois!) que abordam a coloração mas que usam o contraste como ponto de partida. O que é diferente de um diagnóstico de cartela de cores. Dá para sugerir mudanças com propriedade, sem arriscar um erro brutal. E o que eu sugiro para aquelas que não têm consultoras habilitadas na sua cidade é usar recursos assim, que não tem erro. E para quem tem, procure um profissional de confiança e faça ao vivo. É melhor fazer uma só vez e fazer direito do que ficar arriscando ou pior: investir na cartela errada. O que acham?

Beijos,

gabi

LOOK DO DIA :: FASHIONISMO 10 ANOS

Estilo
21/06/2018

Há alguns dias estive numa festa maravilhosa, para celebrar uma ocasião ainda melhor: os dez anos do Fashionismo, blog da espetacular Thereza Chammas. Além de ser a melhor blogueira, ocorre de ser uma grande amiga minha e excelente ser humano. O Fashionismo tem um background 100% ligado à moda (como o nome sugere) e à faceta mais glamurosa deste universo – que é a melhor parte, convenhamos. Por isso, a celebração tinha como tema “brilho“!

Fotos :: @Fotovitor – Vitor Fernandes

A festa aconteceu no rooftop do hotel Laghetto na praia da Barra aqui no Rio e todo mundo caprichou bastante. Brilho não é problema para mim (ou para a minha cartela, felizmente). Pelo contrário! Eu uso brilho no dia-a-dia. Meu cardigã de lurex merecia seu próprio RG e CPF de tanto que uso. Mas como fazer diferente quando o brilho já está no seu cotidiano? Ao invés de paetês ou lurex, resolvi abordar o brilho de outra forma: com veludo. Ou melhor, com veludo e cor! E não qualquer cor, pink

Vestido: Zara | Sandália: Pé de Anjo

O rosa pink de inclinação fria é uma das cores da minha cartela que eu mais gosto. Além disso, é quase a cor tema do Fahionismo. Por isso, não tive dúvidas quando cruzei com este modelito na Zara (na verdade tive sim, mas depois pareceu destino, rs). E a verdade é que veludo seria um jeito inusitado de vestir brilho. Mais sorte ainda foi que o vestido é de comprimento midi – meu favorito, pelo menos para mim mesma.

Muita gente acha que midi é só para gente alta mas é mais uma questão de ajuste de altura do que de ser midi ou não. Lembrando que não é tanto mérito de altura, e sim de proporção. Se você é baixa e longilínea, não precisa compensar muita coisa. E vice-versa. No meu caso, gosto de usar a um palmo (fechado) ou dois do meu joelho. Abaixo disso acho que me achata demais. Acima disso eu prefiro numa versão mais justa, tipo saia lápis – bem Mad Men.

A vantagem deste modelo é que ele tem uma manutenção facíl, tem uma cor boa para mim, veste super bem e ainda custou R$199,00. Preço amigo! Minha dúvida era se eu iria usá-lo muitas vezes depois disso. Manga longa e veludo no Rio de Janeiro não é algo que funciona o ano todo, rs. Mas vou aproveitar bastante enquanto houver frio…

Brinco: Asos

Eu já falei aqui pelo menos uma vez sobre o combo verde e rosa. Não tem nada a ver com a Estação Primeira de Mangueira, mas é minha dupla cromática favorita. É linda, é inusitada, é feminina e ainda cai super bem para a minha coloração e contraste se for em tons assim. Vale lembrar que no círculo cromático de pigmentos o verde é complementar ao magenta, que é tipo um rosa pink mesmo. 

Eu já tinha mostrado esse pedacinho no Instagram, com um pouco da maquiagem e do brinco. Eu adoro este brincão verde. Ele é da Asos, comprei numa época que foi tendência mas acabou encaixando no meu acervo permanente, rs. Casei com essa bolsa de acrílico antiga, também verde. Nos pés, muita gente talvez recorresse ao preto ou nude. Eu aproveitei a temática da festa para incorporar um prata. Lembram que eu sempre digo que metalizado vale por dois? É porque combina com tudo – inclusive verde e rosa. Já na maquiagem, para não ficar muito casadinho, coloquei um batom meio uva, o Pausa para Selfie da Maybelline. Bem Ultraviolet, né Pantone? Gostaram?

Beijos,

gabi

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