Eu não sou dessas pessoas que prega que maquiagem é item obrigatório. De forma nenhuma. Cada um é livre para escolher e eu mesma não uso maquiagem todos os dias. Mas a gente sabe que faz uma grande diferença na vida profissional – e salário, rs. Por isso eu acho válido usar essa ferramenta, pelo menos quando for vantajoso, rs. Para algumas pessoas pode ser ainda mais crucial do que para outras, dependendo do contraste

Para pessoas como eu, branquelas e de cabelo escuro, por exemplo, se a sobrancelha e os cílios não tiverem a mesma presença, os traços podem ficar apagados. No visual geral, o cabelo pode acabar ofuscando o rosto. Nesse caso é possível que exista um descompasso no contraste. Já aconteceu de eu sugerir a algumas clientes um ajuste sutil na cor do cabelo (uma possibilidade). Mas para quem não gosta de se aventurar em tintura, a melhor solução ainda é um lápis e rímel. 

Não falo maquiagem de pele completa, olho e boca. Falo apenas em relação ao contraste. Realçar a linha dos cílios e da sobrancelha mudam completamente a expressão. Aprendi isso até na aula de desenho da faculdade, rs. Com esses traços marcados, o olhar e a fisionomia têm muito mais vida. E isso serve para qualquer nível de contraste, mas é ainda mais relevante para as mulheres de alto-contraste. 

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Sutileza que vai longe

Se eu fosse passar apenas 3 produtos antes de sair de casa, eles seriam um pó na pele, um rímel e uma sombra na sobrancelha. O quarto seria um batom, mas esse não vem ao caso. Por isso eu não hesitei (mentira, tive medo um tempão, mas eu sempre quis) em fazer a micropigmentação na sobrancelha. Esse vai ganhar post ainda, mas quem fez a minha foi a Mônica Pias (tel: 21 99871-3950). Graças ao pigmento, fico com os traços mais presentes em meio ao cabelo, rs. 

Voltando à coloração, para quem tem alto contraste, mas nem tão alto assim na sobrancelha e cílios, a maquiagem pode ser bem determinante. Claro que é possível ficar meio abatida em qualquer contraste, acontece. Mas quando há essa discrepância entre o cabelo e os demais pêlos, a chance é maior, rs. Por isso, essa pitada de make pode fazer muita diferença. 

Beijos,

gabi

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Estamos vivendo tempos difíceis… Tempos de modelagens cruéis! Outro dia no stories do Instagram fiz uma denúncia muito pertinente das blusas-tenda, aquelas que não têm compartimento para seios ou noção da geolocalização da cintura. Hoje, venho falar de algo que não é tão grave, mas que pode matar uma silhueta: as blusas sem cava

  Cava

Vocês podem conhecer algumas como “manga morcego“, mas abrange mais tipos de blusas e/ou vestidos. Quando eu digo “sem cava” é o jeito que eu identifico aquelas mangas sem costura entre os ombros e os braços. Ou ainda com a costura do ombro rebaixada ao meio do braço. Sabem qual eu estou falando?

O que tem de errado com essas blusas? A princípio nada. Mas não são exatamente as mais generosas com a sua silhueta. Isso porque esta falta de ajuste cria uma amplitude que não te pertence. Uma simples costurinha sob as axilas podem fazer uma bela diferença na sua forma. Sobretudo se você é triângulo invertido, já que o volume fica bem na parte mais larga desse tipo de corpo, o tórax e ombro. Para quem é triângulo, pode até ser uma boa, dependendo do corte ou modelagem. Lembrando que dá para saber o seu neste post sobre tipo físico

Meu deus, coitada da mulher que comprar esta camisa jeans, claramente desenvolvida pelo capiroto. Engorda muito mais do que Nutella! [Argumento que uso com frequência]. Só para ilustrar o que uma modelagem ajustada pode fazer, botei meu Toscoshop® para jogo e fiz uma transformação rápidinha para mostrar a diferença. Acreditem, essa é a mesma pessoa – e a mesma roupa:

Neste caso ficou bem mais fácil simular, por conta da transparência. Dá para ver onde estão as coisas debaixo de tanto pano (e que magrinha, né?). Mas a diferença é grotesca. Isso quer dizer que você não deve usar roupas largas nunca mais? Isso quer dizer que você tem que sempre parecer magra? Claro que não. O intuito é apenas saber o que está fazendo, sobretudo na hora das compras. Se você anda adquirindo blusas assim e sai insatisfeita sem saber o que está errado, pode ser culpa da modelagem. Então vale reconhecer o devido valor da costura da cava…

Beijos,

gabi

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O ano começou e é de praxe que a liquidação se inicie por agora. Promoção é muito bom mas, como diria o poeta, pode ser uma “faca de dois legumes” (Assassinas, Mamonas. 1995) . Por um lado uma boa oportunidade para abastecer o armário, por outro um perigo para as finanças. E começar o ano se endividando ou entulhando o armário não é a melhor resolução, rs. Por isso, é importante encarar a liquidação com uma racionalidade virginiana. O que considerar na hora da compra?

Custo x uso: A primeira crença sabotadora a abolir é o “tá barato”. Preço baixo não é suficiente para efetivar uma compra. Repita este mantra 100 vezes antes de entrar no shopping. Porque a tentação está lá, te esperando, toda sedutora. O melhor critério é o custo por uso. Mais vale um shortinho de 100,00 reais que você vai usar 100 vezes do que um de 30,00 que você vai usar 3 vezes. Escolha com sabedoria.

etiqueta-de-composicao

Composição e manutenção: Leia sempre a etiqueta de composição. Cuidado para não comprar gato por lebre, poliéster por seda, acrílico por lã. Todo mundo já caiu nessa alguma vez… E isso vale para qualquer loja, inclusive as mais sofisticadas. Uma lida na etiqueta já vai te dizer se o preço corresponde mesmo ao material. Vale dar uma olhada na parte da “manutenção” da peça também. Se tiver que lavar a seco a cada vez que usar, não está realmente barata, certo?

Contenha impulsos: Tome um cafezinho, dê uma volta.. Pondere bastante e, se for uma boa compra, vá em frente. 

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Lista de compras: Não saia de casa sem uma lista de compras. Priorize o que está faltando antes de consumir a verba com supérfluos. Pense em longo prazo, para usar o ano todo (ou a vida toda). Mas não precisa ser super rígida também… Não encontrou a calça social da lista mas se encantou por um vestido na liquidação? Leve sem culpa. Quem nunca saiu para compra pasta de dente e voltou com um leite condensado (ou seria só eu)? Sem neura. 

Cuidado com espelhos: Espelhos podem ser criaturas traiçoeiras. [Eu estou falando com você, espelho da Zara do Shopping Leblon!] Todas nós já passamos por aquela situação “na loja parecia tão bom!”. Mas tem muito ambiente projetado para dar um upgrade na realidade. Na dúvida, não leve. 

 calculadora

Estabeleça um orçamento: Não precisa ser de precisão cirúrgica, mas uma margem de gastos prévia para te orientar. E não esqueça de somar conforme compra. É fácil perder a conta, rs.  

É a sua cara mesmo?: Tendências estão aí para dar uma sacudida no nosso armário, mas também podem nos confundir um bocado. Estamos expostas à muitas referências e não é só porque achamos bonito que vamos querer usar. Eu acho tênis branco bem legal, apesar disso eu sei que nunca usaria, por exemplo. Então cuidado para não desperdiçar com algo que no fundo você não quer. 

Claro que estas são apenas recomendações para o período de liquidação (ou não)… Compras devem ser divertidas, sempre. Mas lembrem que acertar em cheio é uma satisfação de longo prazo, rs. Em tempos de crise é sempre bom otimizar o orçamento!

Beijos,

gabi