Estamos vivendo tempos difíceis… Tempos de modelagens cruéis! Outro dia no stories do Instagram fiz uma denúncia muito pertinente das blusas-tenda, aquelas que não têm compartimento para seios ou noção da geolocalização da cintura. Hoje, venho falar de algo que não é tão grave, mas que pode matar uma silhueta: as blusas sem cava

  Cava

Vocês podem conhecer algumas como “manga morcego“, mas abrange mais tipos de blusas e/ou vestidos. Quando eu digo “sem cava” é o jeito que eu identifico aquelas mangas sem costura entre os ombros e os braços. Ou ainda com a costura do ombro rebaixada ao meio do braço. Sabem qual eu estou falando?

O que tem de errado com essas blusas? A princípio nada. Mas não são exatamente as mais generosas com a sua silhueta. Isso porque esta falta de ajuste cria uma amplitude que não te pertence. Uma simples costurinha sob as axilas podem fazer uma bela diferença na sua forma. Sobretudo se você é triângulo invertido, já que o volume fica bem na parte mais larga desse tipo de corpo, o tórax e ombro. Para quem é triângulo, pode até ser uma boa, dependendo do corte ou modelagem. Lembrando que dá para saber o seu neste post sobre tipo físico

Meu deus, coitada da mulher que comprar esta camisa jeans, claramente desenvolvida pelo capiroto. Engorda muito mais do que Nutella! [Argumento que uso com frequência]. Só para ilustrar o que uma modelagem ajustada pode fazer, botei meu Toscoshop® para jogo e fiz uma transformação rápidinha para mostrar a diferença. Acreditem, essa é a mesma pessoa – e a mesma roupa:

Neste caso ficou bem mais fácil simular, por conta da transparência. Dá para ver onde estão as coisas debaixo de tanto pano (e que magrinha, né?). Mas a diferença é grotesca. Isso quer dizer que você não deve usar roupas largas nunca mais? Isso quer dizer que você tem que sempre parecer magra? Claro que não. O intuito é apenas saber o que está fazendo, sobretudo na hora das compras. Se você anda adquirindo blusas assim e sai insatisfeita sem saber o que está errado, pode ser culpa da modelagem. Então vale reconhecer o devido valor da costura da cava…

Beijos,

gabi

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O ano começou e é de praxe que a liquidação se inicie por agora. Promoção é muito bom mas, como diria o poeta, pode ser uma “faca de dois legumes” (Assassinas, Mamonas. 1995) . Por um lado uma boa oportunidade para abastecer o armário, por outro um perigo para as finanças. E começar o ano se endividando ou entulhando o armário não é a melhor resolução, rs. Por isso, é importante encarar a liquidação com uma racionalidade virginiana. O que considerar na hora da compra?

Custo x uso: A primeira crença sabotadora a abolir é o “tá barato”. Preço baixo não é suficiente para efetivar uma compra. Repita este mantra 100 vezes antes de entrar no shopping. Porque a tentação está lá, te esperando, toda sedutora. O melhor critério é o custo por uso. Mais vale um shortinho de 100,00 reais que você vai usar 100 vezes do que um de 30,00 que você vai usar 3 vezes. Escolha com sabedoria.

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Composição e manutenção: Leia sempre a etiqueta de composição. Cuidado para não comprar gato por lebre, poliéster por seda, acrílico por lã. Todo mundo já caiu nessa alguma vez… E isso vale para qualquer loja, inclusive as mais sofisticadas. Uma lida na etiqueta já vai te dizer se o preço corresponde mesmo ao material. Vale dar uma olhada na parte da “manutenção” da peça também. Se tiver que lavar a seco a cada vez que usar, não está realmente barata, certo?

Contenha impulsos: Tome um cafezinho, dê uma volta.. Pondere bastante e, se for uma boa compra, vá em frente. 

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Lista de compras: Não saia de casa sem uma lista de compras. Priorize o que está faltando antes de consumir a verba com supérfluos. Pense em longo prazo, para usar o ano todo (ou a vida toda). Mas não precisa ser super rígida também… Não encontrou a calça social da lista mas se encantou por um vestido na liquidação? Leve sem culpa. Quem nunca saiu para compra pasta de dente e voltou com um leite condensado (ou seria só eu)? Sem neura. 

Cuidado com espelhos: Espelhos podem ser criaturas traiçoeiras. [Eu estou falando com você, espelho da Zara do Shopping Leblon!] Todas nós já passamos por aquela situação “na loja parecia tão bom!”. Mas tem muito ambiente projetado para dar um upgrade na realidade. Na dúvida, não leve. 

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Estabeleça um orçamento: Não precisa ser de precisão cirúrgica, mas uma margem de gastos prévia para te orientar. E não esqueça de somar conforme compra. É fácil perder a conta, rs.  

É a sua cara mesmo?: Tendências estão aí para dar uma sacudida no nosso armário, mas também podem nos confundir um bocado. Estamos expostas à muitas referências e não é só porque achamos bonito que vamos querer usar. Eu acho tênis branco bem legal, apesar disso eu sei que nunca usaria, por exemplo. Então cuidado para não desperdiçar com algo que no fundo você não quer. 

Claro que estas são apenas recomendações para o período de liquidação (ou não)… Compras devem ser divertidas, sempre. Mas lembrem que acertar em cheio é uma satisfação de longo prazo, rs. Em tempos de crise é sempre bom otimizar o orçamento!

Beijos,

gabi

20/10/2016

Sempre fui diferente. A maior pessoa da minha turma no colégio, sempre acima do peso e com um currículo de dietas fracassadas que começou na infância e perdura até hoje, rs. Tenho muitas inseguranças (claro!) mas, curiosamente, não posso dizer que tenho problemas de autoestima. Não lembro se foi sempre assim… Por ora, tem dado certo. Vejo muitas meninas e mulheres fabulosas que não se vêem como tal. Eu queria muito que todas soubessem o valor que têm. Não tenho uma receita de sucesso para dividir, não sou psicóloga, especialista ou coisa do tipo. No entanto, seu eu puder fazer 3 recomendações, são estas:

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1) Não coloque seu valor no seu corpo. Você é inteligente? É criativa? Talentosa? Habilidosa? Altruísta? Culta? Tem caráter? Integridade? Pelo menos uma destas você é. E diante disso por que o seu valor estaria no seu corpo? Vejo muitas mulheres que não se sentem boas o bastante enquanto tiverem um pneuzinho ou pochete. Muita gente já vai tentar colocar o seu valor no seu corpo. Aliás, eu adoro essas oportunidades de dar um fora magnífico num abusadinho. Mas o mais importante é que o seu valor está nos seus valores e virtudes. 

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2) Não se compare com ninguém. Ninguém é melhor do que você em ser você. Não existem duas de alguém. Eu queria ter o metabolismo da minha amiga que come um búfalo por dia e não engorda? Claro! Eu também queria saber cantar como a Mariah, ganhar dinheiro como Bill Gates, pintar como Dalí e ter a benevolência da Malala. Cada um tem seu talento, sua habilidade, seu charme, sua competência… Até nós mesmas. Seja muito boa em ser você mesma e isso já fará diferença. 

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3) Descubra o que te valoriza. O recheio é sempre mais importante. Mas a casca pode dar um levante significativo na autoestima. O apelo visual é muito forte para nós, humanos. Então cuidar da imagem sempre ajuda. Descubra o que te valoriza: as cores certas, aquela modelagem, um tipo de decote, a maquiagem certeira… Ou pelo menos não se sabote no sentido inverso. Não fique usando roupas apertadas, incômodas, que destacam algo que você não gosta, que não combinam com você. Enfim, não use coisas que fazem você se sentir mal. A melhor roupa, a melhor maquiagem, o melhor acessório é aquele que te passa segurança, alegria e bem-estar. Não é à toa que eu gosto tanto da Consultoria de Imagem, que ajuda tanta gente (eu mesma, inclusive) a se conhecer melhor e a se sentir confiante. 

E quando tudo isso falhar: escutar muita Beyoncé, de preferência cantando alto.

Beijos,

gabi

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