MICROPIGMENTAÇÃO :: É PARA VOCÊ?

Beleza
19/03/2018

A micropigmentação se tornou um procedimento tão revolucionário e popular que hoje é um divisor de águas –  e de opiniões. Eu mesma tinha muito receio desse tratamento, tanto do ponto de vista estético quanto da segurança em si. Mas dado que eu dei a cara a agulha tapa, acho que consigo opinar com um pouco mais de propriedade. Não só como usuária, mas como consultora também…

Assim como todos os procedimentos estéticos que conhecemos a micropigmentação de sobrancelhas está sujeita a erros e exageros. Muitas vezes, exageros brutais. O maior problema para mim, além da falta de dosagem, é a quantidade de “profissionais”oferecendo este tipo de tratamento sem muita qualificação. Acho que é por isso que vemos tantas taturanas tenebrosas por aí. Mas enquanto boa parte das pessoas gosta de vilanizar a dita cuja, eu venho aqui defendê-la.

A micropigmentação das sobrancelhas pode sim ter resultados horripilantes – e às vezes permanentes, dependendo de quão safado é quem o aplica. Mas pode melhorar a vida de tanta, tanta gente! Eu conheço pessoas que quase já não têm pêlos naturais por ali. E não estou nem falando de Alopecia, que é outro caso em que a micropigmentação pode salvar uma autoestima… Falo sobretudo de pessoas mais velhas, que pegaram uns modismos de sobrancelha muito depilada e que não conseguiram mais recuperar a fartura, passada tal época. Tenho uma tia que gasta fortunas em Lipocils

Hoje a moda é de sobrancelhas bem cheias e naturais. Eu mesma, que tenho relativa fartura, ainda pinto mais um pouco quando estou maquiada. E como a micropigmentação entra na sua coloração? Trago um exemplo que você possivelmente veja todos os dias, mas talvez ainda não tenha notado: o da atriz Vitória Strada. 

Vitória Strada é a protagonista da novela das seis da Globo que acaba esta semana. Para viver a personagem pintaram seu cabelo castanho natural de uma cor bem mais fechada. A menina é um deslumbre, mas sempre me incomodou o quanto o cabelo e a sua sobrancelha eram discrepantes. Quando a sobrancelha é muito clara e o cabelo é muito escuro, ocorre um grande desequilíbrio de contraste. E no caso de uma atriz, fica ainda mais difícil mostrar expressividade (não estou questionando o desempenho dela, só estou dizendo que fica ainda mais difícil). 

Só um pouquinho já ajudaria muito!

No caso dela, o cabelo está em alto contraste com a pele e a sobrancelha está em baixo contraste. Isso me dá uma certa dissonância cognitiva, rs. E eu trago o caso dela para ilustrar algo que pode estar acontecendo com você. Na natureza, a sobrancelha costuma ser sempre mais escura que o comprimento do cabelo. Não é uma regra, mas é o mais comum. Se você tem um baixo contraste no todo, acredito que isso não é tão relevante. Se você é toda clarinha e loira, se a sobrancelha for clara, não é necessariamente ruim. Mesma coisa se você é negra de baixo contraste. Por outro lado, quem tem contraste alto ou até médio, se ficar com a sobrancelha clara demais em relação ao cabelo, deve ficar estranho. O mesmo vale para sobrancelhas muito finas! Pêlos escuros em um desenho fino demais podem ficar bem esquisitos [cuidado, a imagem a seguir pode ser chocante demais para pessoas sensíveis]:

Maria Casadevall: foi um milagre!

Isso quer dizer que a Vitória Strada precisa fazer micropigmentação? Claro que não. Ela pode não querer mudar nada. Ou, se quiser, usar maquiagem, que é ainda mais simples. Mas será que é mais prático e funcional?

No meu caso, sempre preenchi quando fazia make. Depois de um tempo comecei a notar que eu estava perdendo mais pêlos e que algumas falhas estavam ficando mais perceptíveis. Como eu tenho sensibilidade na pele, concluí que ficar cobrindo com pó/gel todos os dias estava prejudicando a dita cuja. Foi o motivo final que me levou a fazer a micropigmentação. E não me arrependi nem um pouco! Inclusive, agora que já desbotou a maior parte (sim, esperei mais de ano para dar o feedback, rs) estou louca para fazer de novo. Desta vez, vamos até aumentar um tiquinho no final, para ficar mais longa. Quando digo “vamos” sou eu e a Mônica Pias, maga das sobrancelhas que cuida de mim a nada menos que dez anos

Antes e durante (hahahaha… Socorro!)

Passar maquiagem na sobrancelha todo dia não é nenhum grande suplício. Mas sabe o que é acordar com ela pronta todos os dias? É a mesma sensação de liberdade do laser de depilação nas axilas (nunca mais sequer olhei para as minhas, o que é um alívio maravilhoso). Sem contar que o desenho dura muito mais com as falhas preenchidas. Além disso, os pêlos pararam de cair. Ou seja, minha experiência foi muito positiva

microp[igmentação sobrancelha monica pias

Depois!

Se você está em cima do muro, minha recomendação é observar a sua coloração e contraste, antes de mais nada. Segundo, é escolher alguém que saiba o que está fazendo e que tenha um gosto parecido com o seu. Alguém que escolha o pigmento certo para mesclar com a sua coloração… Que realce a sobrancelha sem te transformar numa taturana (o que acontece invariavelmente nos primeiros dias, depois passa, rs). Aqui no Rio eu recomendo a Mônica de olhos fechados, literalmente – já que eu chego lá, só deito e a deixo fazer a sua mágica. Aliás, ela começou a atender pontualmente em São Paulo também. Vale ver as datas. Mas não frequentem muito não… Vai que ela resolve ir de vez? Sou possessiva, aviso logo. Item pessoa de primeira necessidade para mim. 

Já fizeram micropigmentação? Como foi a experiência de vocês?

Beijos,

gabi

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Estilo
12/03/2018

Neste sábado tive um evento super legal à tarde na Dior do Village Mall, a convite da The do Fashionismo. Conheci algumas coisas bem legais (a maioria compartilhei nos stories e também no feed do instagram) e aprendemos algumas dicas com o maquiador e embaixador da marca, o Nicolas Berreteaga. Para o evento, escolhi uma produção arrumadinha, mas não muito formal. Fui com uma saia lápis rendada… Mas como fazer para deixar tudo com uma cara menos careta?

 

Saia lápis: Le Lis Blanc | Camiseta: Zara | Cardigã: 284

A maioria das clientes que eu atendo tem o armário bem segmentado: “roupa de trabalho”, “roupa de lazer”, “roupa de festa”… Mas é como eu sempre falo aqui: quanto mais fragmentado, mais peças você vai precisar. O ideal é que você use ferramentas de styling para deixar o seu acervo o mais versátil possível. A maioria das pessoas não usaria uma saia lápis de renda guipure com camiseta. Mas eu acho que é a melhor solução para deixá-la um pouco mais casual. Pensei em complementar com um blazer, mas vi que o cardigan era mais apropriado para a ocasião, um pouco mais fluido. Assim fica equilibrado e compatível com a programação.

Colar :: J.Crew

Eu adoro a mistura de cinza com azul claro. E embora as cores sejam boas para a minha cartela, não dá para esquecer do contraste. Eu tenho alto contraste e entre o cinza e eu quase não há nenhum. Apesar do brilho do cardigã e do colar darem uma ajuda, eu fiquei um bocado apagada até passar esse batom mais forte. É o Savage Matte da Dior (número 797 da linha de batons líquidos). Já estava meio apagadinho nessa hora, mas ele é só é um pouco mais forte.

Bolsa: Coach | Sandália: Pé de Anjo

Já no sapato eu poderia ter botado algo mais clean e clássico. Teria ficado bonito, mas muito certinho demais para mim. Escolhi uma sandália um pouco mais pesada para ficar um tiquinho mais criativo e sexy – características que fazem parte do meu estilo pessoal (não entramos nisso no blog, mas faz parte da consultoria de imagem). Curti bem esse look. A saia lápis ressalta o panceps ali um bocado, mas o cardigã dá uma amenizada, rs. Ainda assim, acho que deu para ficar longilínea… Amo quando encontro modelos nessa altura, abaixo do joelho. O que acharam? 

Beijos,

gabi

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A MULHER, O TRABALHO E A CONSULTORIA DE IMAGEM

Consultoria de Imagem
08/03/2018

Hoje é Dia Internacional da Mulher. Se quando eu era mais nova era só uma data bonitinha, hoje a gente sabe melhor da importância deste dia. O que ele representa. Provavelmente ao longo do dia você cruzou com diversas imagens de flores, de empoderamento feminino e até umas campanhas bem boladas… Adoro tudo isso! Mas nesse ano eu decidi que queria fazer algo um pouco diferente e contribuir com algo mais tangível. Algo para colocar em prática mesmo, no trabalho

     

Não é nenhum segredo ou surpresa que o mercado de trabalho é muito mais selvagem para a mulher do que para o homem. Tem disparidade de salários, de oportunidades, assédio… Aquilo que já sabemos. Volta e meia eu divulgo alguma pesquisa aqui relacionada ao mercado de trabalho. A imagem pessoal pode interferir no seu salário em até 20%. Uma mulher que se arruma chega a ganhar 20% a mais do que uma que não se arruma, por exemplo (grosso modo). E isso não acontece igual para os homens.

Outra pesquisa que me deixou muito balançada, mas não surpresa é a disparidade de auto-cobrança de nós para eles. Um homem se candidata para uma vaga de emprego se ele acredita que tem 60% das habilidades requeridas para a vaga. Nós não mandamos nem o CV a menos que possamos cumprir 100% dos pré-requisitos. O mesmo vale para subir de cargo na empresa. Achei este vídeo esses dias que ilustra bem esses dados, com mais dados:

Só achei em inglês mesmo, infelizmente. Mas o resumo da ópera é que autoconfiança parece ter um papel mais importante do que competência num ambiente de trabalho. E que homens superestimam o próprio desempenho em 30%… Não só isso como os dos colegas homens também. E também subestimam o das colegas mulheres. Pior ainda: isso traz retorno. São esses que acabam sendo escolhidos para posições de liderança, mesmo quando existem mulheres mais qualificadas.

Mais uma vez, dá para ver como autoconfiança pode ser determinante num processo de seleção ou de promoção. Não vou entrar no mérito do tamanho da injustiça, porque não é o foco deste post. O que eu quero mesmo é ver como eu posso ajudar. E se o tópico é autoestima, eu sei que posso ajudar. Acompanho de perto e de longe algumas mulheres à minha volta, desde amigas a clientes ou leitoras e, sobretudo na crise, sei que tem bastante gente com dificuldade para achar trabalho ou alcançar a merecida promoção. Se confiança tem mesmo um papel nisso – e eu acho que tem – a consultoria de imagem pode ajudar a simular o efeito:

Usar maquiagem :: Mulheres que usam maquiagem são percebidas como mais competentes e confiáveis do que as que não usam. Inclusive, muita maquiagem se mostrou melhor percebida do que pouca maquiagem. Mas não sei se isso se aplica ao Brasil, rs. Era um estudo internacional, provavelmente em países mais frios. 

Estar arrumada :: Uma pesquisa recente mostrou que se arrumar não só melhora a percepção que os outros têm de você, mas também o seu desempenho. Isso mesmo que você leu. Inclusive, vou parar de trabalhar de pijama quando estiver em casa, rs. 

Estar na moda :: Calma, não estou falando de mom jeans, rosa com vermelho e bota branca. A ideia é que as suas roupas sejam atuais. Estar em dia com as tendências mostra que você está atualizada e em contato com o que está acontecendo à sua volta. Uma calça reta de 2018 não é igual à calça reta de 1990. Então, fique atenta. 

Salto :: Veja bem, eu não disse salto alto. Mas um salto qualquer. Mesmo que seja uma sapatilha… Se ela tiver um dedinho de altura no calcanhar já vai ajudar com outra coisa importante: a postura. Meu sapato mais confiante para mim é minha bota de montaria e ela tem dois ou três dedos de “salto”. Fico até mais alta (que com outros saltos iguais, rs). 

Postura :: Já que eu falei dela, não custa lembrar. Se der para se manter ereta, passa uma imagem muito mais confiante. Penso que mulheres altas podem ter mais dificuldade com isso. Eu lido bem com meus 1.80m. Mas ainda que você tenha 1.98m é melhor ficar ereta do que curvada. E o saltinho pode ajudar também. Outra coisa importante que eu aprendi a não fazer (apesar de amar) é cruzar os braços. Se você está numa apresentação importante ou numa entrevista de emprego de braços cruzados isso pode causar uma impressão mais antipática e fechada. 

Eu não estou dizendo que para ter autoestima é preciso estar maquiada, depilada, magra e de cabelo feito em cima de um salto. Não me interpretem mal. O que eu estou falando é sobre como a imagem pode passar mais confiança, mesmo que a gente não tenha tanta assim. E quem sabe algumas dessas coisas não muda de fato a sua percepção de si mesma, nem que seja no trabalho? Pelas minhas experiências posso testemunhar que funciona bastante, rs. É preciso se aceitar de dentro para fora? Sim. Mas às vezes de fora para dentro pode dar uma mãozinha também. Além disso, podemos usar as cores para passar a imagem que queremos. Supondo que você vá para uma entrevista de emprego ou tenha uma apresentação importante no trabalho. Que cor você usa? 

As da sua cartela? Com certeza, rs. Mas além da análise cromática, que te deixa com mais viço e beleza, as cores têm conotações universais para nós humanos. Mesmo que você esteja sendo entrevistada por um esquimó, a reação que cada cor provoca é praticamnte a mesma. Cores provocam até reações físicas e podem desde aumentar a sua pressão arterial até levar mais oxigênio para o cérebro. A psicologia das cores pode te ajudar a acertar já ao entrar pela porta. Tudo depende do que você busca passar, dependendo do cargo, da área, do entrevistador… 

Azul ::  É definitivamente a melhor cor para se usar numa entrevista de emprego, sobretudo se você é de áreas que trabalham com exatas. Azul é uma cor que passa confiança, inteligência, produtividade… Além disso está associada a áreas de tecnologia e indústria. Não recomendo muito caso você esteja buscando algo relacionado a comida (a menos que seja indústria), porque é a cor que corta o apetite. Eu bem uso prato azul aqui em casa, rs.  

Vermelho :: É uma cor muito ligada à emoção – o que pode ser vantagem ou não. Se você quer se mostrar dinâmica, pode ser uma boa escolha, ainda que seja num acessório ou no batom. Aliás, se você está participando de um processo de seleção coletivo, acho que é necessário vestir algo que te destaque da maioria. Um detalhe vermelho pode ser exatamente esse diferencial.

Cinza :: Pode ser uma boa cor para usar num ambiente de colaboração ou de solução de conflitos. É uma cor que não confronta o interlocutor e também passa uma imagem sólida. Por outro lado, pode parecer um pouco depressiva. Meu pitaco é usar com alguma outra cor mais viva, como o próprio branco. 

Bege ou marrom :: Se você trabalha ou pretende trabalhar em alguma área muito conservadora, como um escritório de direito, por exemplo, estas são duas cores que remetem a este universo. Uma blusa bege num blazer marinho, por exemplo, pode passar uma imagem mais austera. Se você sofre por ter cara de criança, essas cores podem te ajudar ainda mais. 

Existem mais cores, é claro. Mas acho que essas já norteiam um bocado, sem confundir. E o melhor é que todos esses podem ser coordenados com a sua cartela e contraste. Basta escolher o tom certo. Eu sei que tem uma demanda para mais posts deste assunto e eu prometo que vou abordar mais ainda. Mas estou guardando o melhor para um projeto que vou fazer ainda este ano… Vou manter o mistério, mas já aviso que membros da newsletter vão ter acesso primeiro, rs. Enquanto isso, espero que este postão ajude quem precisa! Feliz Dia Internacional da Mulher! Que um dia em breve a data se torne obsoleta…

Beijos,

gabi

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