UMA BREVE ANÁLISE DO VESTIDO DE NOIVA DE MEGHAN MARKLE

Consultoria de Imagem
23/05/2018

Eu sei que o casamento real foi no sábado e que talvez vocês já estejam levemente saturadas do assunto “royal wedding” (eu não, mas ok, rs). Mas só agora eu consegui sentar para escrever meu parecer sobre as escolhas da noiva/princesa/duquesa Meghan Markle. De certa forma, foi bom esperar um pouco também para ouvir as opiniões de ambos os lados. Mas é claro que eu não estou aqui apenas para repetir o que já foi dito. O importante aqui é o que a consultoria de imagem tem a dizer sobre este vestido, este momento, este look completo. 

• O estilo :: Muita gente achou o modelito Givenchy sem-graça. Eu chamaria de clássico. Tenho sim algumas ressalvas para este vestido, mas nenhuma se refere ao estilo. Primeiramente, porque é a cara dela. Meghan Markle tem um estilo ultra clássico e, desde que se tornou elemento da família real, não foi nada menos do completamente protocolar. Existem algumas teorias sobre a real inspiração para o vestido, mas se alguém me dissesse que saiu da cabeça dela eu acreditaria totalmente. Ela estava vestida dela mesma, o que é o melhor tipo de roupa. 

Outro ponto importante: a hierarquia. Kate Middleton seria a rainha na linha de sucessão. Por isso, Meghan não poderia concorrer com o look de noiva da cunhada de forma nenhuma. Ao invés de fazer um elaborado pela metade, foi no caminho oposto, com o modelo mais enxuto possível. Mais uma questão: casamento de manhã, na primavera, numa residência mais campestre da família real, fora de Londres. Precisa de tanta coisa assim? O mesmo vale para a maquiagem aqui. Eu não colocaria uma gota a mais. Bom, talvez um batonzinho, por motivos pessoais, rs.

Por fim, o ápice da estratégia, na minha opinião: deixar todo o ponto focal para o rosto. Sem nenhum destaque no vestido e detalhes apenas nas jóias, não nos resta outra opção a não ser olhar para o rosto de Meghan Markle. E que rosto, não é mesmo? A acho deslumbrante desde o primeiro episódio de Suits.

Coloração :: Eu tenho uma teoria de que Meghan Markle é uma daquelas raras pessoas que fica bem de branco. Talvez eu não achasse isso até vê-la de fato no vestido. Mas dá para dizer que não funcionou? Ainda mais com tão pouca maquiagem? Eu vejo viço ali! Não acho que ela tenha pele fria, exatamente. Mas acredito que ela possa ser de uma cartela neutra de Inverno. Só uma teoria minha… 

Modelagem :: É aqui e apenas aqui que eu tenho alguma ressalva com este Givenchy para a Meghan Markle. São duas questões para mim. A primeira, é o caimento. Acho que o tecido é um pouco mais robusto do que eu gostaria e, por isso, acabou não ficando tão ajustado nos braços (ela tem braços bem fininhos) e no colo. Acredito que o resto do vestido não marcava o corpo por uma escolha da noiva mesmo. É a versão dela de modéstia e discrição. Mas quando isso acontece no braço, fica parecendo que faltou ajuste. 

A segunda é o tipo físico da noiva, que não foi considerado. Meghan Markle é um clássico triângulo invertido (assim como Kate Middleton). Isso significa que ela tem os ombros mais largos que os quadris, proporcionalmente. Com isso, um decote canoa não seria a minha opção para ela – a menos que a saia fosse bem mais rodada no quadril. Na foto em que ela desce as escadas nota-se bem a desproporção. Já o seu segundo vestido, Stella McCartney, é perfeito para o seu tipo de corpo, porque tem um decote que diminui visualmente os ombros e cria a ilusão de uma silhueta bem ampulheta. Ponto para ele. 

• A tiara :: A tiara foi o ponto alto deste look para mim. Não só porque é linda até dizer chega (bem do jeitinho vintage que eu gosto) mas também porque é tecnicamente perfeita. Lembram que eu falei do rosto ser o único ponto focal? A tiara é o elemento que mais reforça isso. Além de deixar conservar o formato do seu rosto bem oval, ele tem uma simetria centralizada que guia o olhar para o centro do rosto dela. Assim a gente não como deixar de olhar para o rosto. O cabelo partido no meio também contribui. Mesmo na foto de grupo, observem:

O ponto focal da foto é ela. O rosto dela. O segundo é a Beth, rs. Aliás, eu gostei do look verdinho dela, viu? Achei ótimo para a coloração dela e tá no esquema de cores da família. Sem contar que tem uma pitadinha de roxo ali, a cor complementar – e da realeza. Dando seu recado, né?

E aí? O que acharam do look da Meghan Markle? Saíram do post com a mesma opinião que entraram, rs? Eu amei este casamento ainda mais que o primeiro. E vocês?

Beijos,

gabi

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Consultoria de Imagem
04/01/2018

Se ontem falei aqui sobre caimento e nossa relação entre corpo e roupas, hoje já trago mais uma ferramentinha fundamental na hora de escolher suas peças. Já foi comprar uma calça, saia e afins mas percebeu que a roupa não estava sendo muito amiga da sua barriga? Isso mesmo com a calça no tamanho certo? O problema provavelmente está na altura do cós na sua cintura.

 

Por isso eu busco sempre modelos de roupas que encaixem no que eu considero o ponto ideal, que apelidei de “ponto G“. Não é uma coisa de ego com a minha inicial, mas sim um trocadilho anatômico mesmo, rs. Eu acredito que o cós de uma peça deve terminar exatamente numa determinada altura. Quando a cintura fica muito baixa, o bacon pula para fora – mesmo em quem não tem lá tanto pneu. Já na cintura muito alta, pode avantajar ainda mais a barriga sob o umbigo, mais conhecida como pochete

Cintura alta e pochete x Ponto G e pochetinha

Mas onde fica o tal ponto G? Eu sempre dou preferência para peças cujo cós acaba exatamente na linha da maior circunferência da cintura. Ou seja, imagine que a roupa tem que repousar sobre o ponto mais alto da nossa barriga (ou aquilo conhecido como alças do amor, que eu chamo de bacon). Assim, nada salta para fora da roupa e também não cria aquele montinho que a cintura alta pode causar. É o que eu busco a cada vez! 

#ToscoshopDaGabi – No caso, este é bem tosco mesmo, mas já nos diz alguma coisa. Eu apenas mudei a altura do cós. É a mesma barriga. Tudo bem que é uma simulação bidimensional, mas que diferença, né?

Não é como se eu não usasse outro tipo de cintura… Para quase tudo tem um jeitinho. Mas se eu puder escolher, vai ser sempre a peça com a circunferência do meu maior diâmetro. Por isso que não quero nem saber do possível retorno da cintura baixa. Se as lojas começarem a comercializar isso de novo, não verão a cor do meu dinheiro por um bom tempo. Deixo aqui esta ameaça apelo para que as marcas passem longe dessa tentativa de ressuscitar o que sequer deveria ter nascido. Desculpa aí para quem é adepto, rs. 

Crueldade essa roupa. E ela é magra! Imagina em mim, rs.

Já tentaram este tipo de recurso? Esse é um dos melhores para quem tem barriga (quase todas nós, mortais) e prefere dar uma disfarçada ou ter um acabamento mais homogêneo. Para quem não tem barriga ou bacon, também não é uma má ideia. Afinal, isso serve para todas, em matéria de caimento. Experimentem e me contem!

Beijos,

gabi

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Comportamento
03/01/2018

Nós crescemos num mundo que sempre pregou (nem que fosse de forma velada) uma ideia meio reversa de escala de prioridade entre corpo e roupas. Sempre se falou muito em adequar o corpo às roupas. Emagrecer para vestir tal coisa… Botar prótese para a outra coisa. Nunca se pregou muito a ideia inversa de ajustar a roupa ao corpo, a menos que fosse apenas restrição genérica: do tipo saia mais longa conforme for ficando mais velha e seus similares. Felizmente hoje o cenário é bem diferente. Já vemos mulheres gordas vestindo top cropped e se sentindo o máximo. Afinal, 2017, digo, 2018, né?

Sobre: Caimento. 

Mas eu nunca me identifiquei muito com nenhuma das duas vertentes. Sempre fui uma mulher bem grande e fora da norma. Não me sentia muito representada pelas tendências na minha juventude e já joguei muito dinheiro fora tentando correr atrás do que era moda – ou pelo menos a última febre entre as minhas amigas. Coisas de pré-adolescente. Não demorou muito para eu perceber que não dava para eu tentar ser igual a todo mundo. Até porque não existia Keds branco para pés do tamanho do meu. Ou Melissa tijolão (entregando a idade). Ou calça jeans tipo moletom de cintura baixa… Pensando bem, talvez eu tenha sido poupada, rs.

Kate Middleton se tornou adepta da ilusão de ótica, como eu.

Antes mesmo de eu saber o que existia Consultoria de Imagem fui obrigada a colocar algumas das suas técnicas em prática. A verdade é que esse negócio de assumir os pneus para o planeta num cropped não é muito o que me traz alegria ou segurança. Embora eu fique muito feliz por este momento atual, não é algo que eu pretendo colocar em jogo para mim. A minha visão da relação entre corpo e roupa é bem mais estratégica do que corajosa. Eu prego que podemos adequar a roupa ao corpo. 

Lena bota tudo para jogo…

Como eu faço isso? Evidenciando o que eu acho bom e atenuando o que eu considero indesejável na minha figura. Não é que eu vou me transformar de Shrek para Fiona… Mas é aquele acabamento que muda a percepção da sua imagem – para os outros e para você mesma. Por conta disso, já deixei de usar várias coisas, coisas que acho bonitas até. Algumas pessoas chamariam de restrição. Eu chamo de estratégia. Até porque, quero continuar achando a tal coisa bonita, rs. 

Proporção é o mais importante

O mais importante a ressaltar é: existe mais de um caminho para atingir plenitude na autoimagem. E não existe só um caminho certo. Cada um vai se sentir satisfeito de uma forma. Se é malhar até a roupa ficar perfeita, ok (só não é o que farei, tá?). Se é assumir sua forma e pronto, pode ser também – é o que sou obrigada a fazer quando vou à praia, rs. Mas minha preferência está mesmo em fazer o melhor com o que eu tenho. Usar as roupas com bom caimento para atingir o melhor resultado possível. E quando eu digo “melhor”, falo de proporção e não necessariamente de pernão sarado, barriga de tanquinho quebra miudinho vai, quebra miudinho. É por isso que uso o diagnóstico de tipo físicoilusões de ótica. A roupa se adequando ao corpo, não o contrário. A roupa aprimorando o corpo e não o inverso.

“O defunto era maior”

E quais seriam as ilusões de ótica? Sempre salpico várias delas em diversos posts. A cada vez que eu posto um Look do Dia ou faço uma análise de Red Carpet. Mas ferramentas como “vou usar uma calça escura para sublimar o quadril” ou “vou usar um decote canoa para ampliar os ombros“. Muitas delas já são familiares para a maioria, mas prometo trazer mais ferramentas para cá conforme os posts forem saindo… E você? Com qual caminho mais se identifica?

Beijos,

gabi

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