O PONTO G DA CINTURA :: COMO DISFARÇAR BARRIGA

Consultoria de Imagem
04/01/2018

Se ontem falei aqui sobre caimento e nossa relação entre corpo e roupas, hoje já trago mais uma ferramentinha fundamental na hora de escolher suas peças. Já foi comprar uma calça, saia e afins mas percebeu que a roupa não estava sendo muito amiga da sua barriga? Isso mesmo com a calça no tamanho certo? O problema provavelmente está na altura do cós na sua cintura.

 

Por isso eu busco sempre modelos de roupas que encaixem no que eu considero o ponto ideal, que apelidei de “ponto G“. Não é uma coisa de ego com a minha inicial, mas sim um trocadilho anatômico mesmo, rs. Eu acredito que o cós de uma peça deve terminar exatamente numa determinada altura. Quando a cintura fica muito baixa, o bacon pula para fora – mesmo em quem não tem lá tanto pneu. Já na cintura muito alta, pode avantajar ainda mais a barriga sob o umbigo, mais conhecida como pochete

Cintura alta e pochete x Ponto G e pochetinha

Mas onde fica o tal ponto G? Eu sempre dou preferência para peças cujo cós acaba exatamente na linha da maior circunferência da cintura. Ou seja, imagine que a roupa tem que repousar sobre o ponto mais alto da nossa barriga (ou aquilo conhecido como alças do amor, que eu chamo de bacon). Assim, nada salta para fora da roupa e também não cria aquele montinho que a cintura alta pode causar. É o que eu busco a cada vez! 

#ToscoshopDaGabi – No caso, este é bem tosco mesmo, mas já nos diz alguma coisa. Eu apenas mudei a altura do cós. É a mesma barriga. Tudo bem que é uma simulação bidimensional, mas que diferença, né?

Não é como se eu não usasse outro tipo de cintura… Para quase tudo tem um jeitinho. Mas se eu puder escolher, vai ser sempre a peça com a circunferência do meu maior diâmetro. Por isso que não quero nem saber do possível retorno da cintura baixa. Se as lojas começarem a comercializar isso de novo, não verão a cor do meu dinheiro por um bom tempo. Deixo aqui esta ameaça apelo para que as marcas passem longe dessa tentativa de ressuscitar o que sequer deveria ter nascido. Desculpa aí para quem é adepto, rs. 

Crueldade essa roupa. E ela é magra! Imagina em mim, rs.

Já tentaram este tipo de recurso? Esse é um dos melhores para quem tem barriga (quase todas nós, mortais) e prefere dar uma disfarçada ou ter um acabamento mais homogêneo. Para quem não tem barriga ou bacon, também não é uma má ideia. Afinal, isso serve para todas, em matéria de caimento. Experimentem e me contem!

Beijos,

gabi

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Comportamento
03/01/2018

Nós crescemos num mundo que sempre pregou (nem que fosse de forma velada) uma ideia meio reversa de escala de prioridade entre corpo e roupas. Sempre se falou muito em adequar o corpo às roupas. Emagrecer para vestir tal coisa… Botar prótese para a outra coisa. Nunca se pregou muito a ideia inversa de ajustar a roupa ao corpo, a menos que fosse apenas restrição genérica: do tipo saia mais longa conforme for ficando mais velha e seus similares. Felizmente hoje o cenário é bem diferente. Já vemos mulheres gordas vestindo top cropped e se sentindo o máximo. Afinal, 2017, digo, 2018, né?

Sobre: Caimento. 

Mas eu nunca me identifiquei muito com nenhuma das duas vertentes. Sempre fui uma mulher bem grande e fora da norma. Não me sentia muito representada pelas tendências na minha juventude e já joguei muito dinheiro fora tentando correr atrás do que era moda – ou pelo menos a última febre entre as minhas amigas. Coisas de pré-adolescente. Não demorou muito para eu perceber que não dava para eu tentar ser igual a todo mundo. Até porque não existia Keds branco para pés do tamanho do meu. Ou Melissa tijolão (entregando a idade). Ou calça jeans tipo moletom de cintura baixa… Pensando bem, talvez eu tenha sido poupada, rs.

Kate Middleton se tornou adepta da ilusão de ótica, como eu.

Antes mesmo de eu saber o que existia Consultoria de Imagem fui obrigada a colocar algumas das suas técnicas em prática. A verdade é que esse negócio de assumir os pneus para o planeta num cropped não é muito o que me traz alegria ou segurança. Embora eu fique muito feliz por este momento atual, não é algo que eu pretendo colocar em jogo para mim. A minha visão da relação entre corpo e roupa é bem mais estratégica do que corajosa. Eu prego que podemos adequar a roupa ao corpo. 

Lena bota tudo para jogo…

Como eu faço isso? Evidenciando o que eu acho bom e atenuando o que eu considero indesejável na minha figura. Não é que eu vou me transformar de Shrek para Fiona… Mas é aquele acabamento que muda a percepção da sua imagem – para os outros e para você mesma. Por conta disso, já deixei de usar várias coisas, coisas que acho bonitas até. Algumas pessoas chamariam de restrição. Eu chamo de estratégia. Até porque, quero continuar achando a tal coisa bonita, rs. 

Proporção é o mais importante

O mais importante a ressaltar é: existe mais de um caminho para atingir plenitude na autoimagem. E não existe só um caminho certo. Cada um vai se sentir satisfeito de uma forma. Se é malhar até a roupa ficar perfeita, ok (só não é o que farei, tá?). Se é assumir sua forma e pronto, pode ser também – é o que sou obrigada a fazer quando vou à praia, rs. Mas minha preferência está mesmo em fazer o melhor com o que eu tenho. Usar as roupas com bom caimento para atingir o melhor resultado possível. E quando eu digo “melhor”, falo de proporção e não necessariamente de pernão sarado, barriga de tanquinho quebra miudinho vai, quebra miudinho. É por isso que uso o diagnóstico de tipo físicoilusões de ótica. A roupa se adequando ao corpo, não o contrário. A roupa aprimorando o corpo e não o inverso.

“O defunto era maior”

E quais seriam as ilusões de ótica? Sempre salpico várias delas em diversos posts. A cada vez que eu posto um Look do Dia ou faço uma análise de Red Carpet. Mas ferramentas como “vou usar uma calça escura para sublimar o quadril” ou “vou usar um decote canoa para ampliar os ombros“. Muitas delas já são familiares para a maioria, mas prometo trazer mais ferramentas para cá conforme os posts forem saindo… E você? Com qual caminho mais se identifica?

Beijos,

gabi

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O CÃO É O MELHOR AMIGO DO HOMEM. O DRAPEADO, O DA MULHER

Consultoria de Imagem
13/03/2017

Sem querer desmerecer os nossos queridos cães, que eu amo demais e nem precisa ser meu cachorro… Mas eles jamais vão fazer por nós o que um bom drapeado consegue! Para quem conhece o termo mas não sabe exatamente o que é, o drapeado é aquele tipo de modelagem onde o tecido tem umas leves ondulações e ao invés de cair reto, tem um efeito como o de um acumulado ou um repuxado. Imagens falam melhor do que palavras, né?

drapeado

O drapeado é daquelas coisas maravilhosas que, além de permitir a realização de verdadeiras esculturas em tecido, fazem pequenos milagres pela nossa silhueta. Não é que todo modelo deste tipo funcione bem, mas ele é uma grande ferramenta! Sobretudo aqueles posicionados estratégicamente na cintura. Dá para criar a ilusão de ótica de uma cintura mais enxuta e ainda ajuda a não marcar algumas ondulações e terrenos trepidantes do nosso corpinho. Não que isso seja um pecado, mas é algo que eu, pessoalmente, prefiro ocultar por enquanto, rs. Não é à toa que as omnipresentes Kardashians adoram tanto um drapeadinho. A Kim em especial:

O grande lance do drapeado na cintura é que ele pode nos ajudar a atingir a ilusão de ótica de um corpo mais ampulheta – que é a proporção ideal (de acordo com a nossa biologia, não fui eu). E o melhor é que, para quem já tem silhueta ampulheta, valoriza demais! Não é à toa que tem muito vestido de noiva com esse tipo de modelagem. Eu mesma considero usar isso no meu um dia… 

Elie Saab

Mas esperem, porque não é só efeito emagrecedor não! Para quem quer ganhar um pouco de volúpia, o drapeado também pode ser um ótimo aliado. Dá para ver pela quantidade de vezes em que a Angelina Jolie empregou este recurso no red carpet. Acho que ninguém gosta mais desse efeito do que ela. Observem:

drapeado

Nunca esqueci esses brincos e até comprei um inspired na Asos há uns anos. 

O único problema atualmente é que o drapeado não está exatamente na moda. Há uma década, estimo, era drapeado em toda parte. Desde então, ficou meio em baixa e sumiu das lojas. Eu procuro muito e raramente encontro. Quando acho, vira rapidamente minha peça favorita, rs. Com esse resgate recente dos anos 90 e 2000, espero que esses modelitos voltem logo. Mas a verdade é que, algo tão maravilhoso para a nossa silhueta (que ainda é bonito) não deveria ser uma questão de tendência. Estou pensando em lançar uma petição no Avaaz, rs. Enquanto isso, se você viu uma blusinha ou vestido com uma boa cintura drapeada, compra e depois me avisa onde tem, rs.

Beijos,

gabi

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