OS MEHORES LOOKS DO MET GALA 2018 SEGUNDO EU MESMA

Estilo
08/05/2018

Rolou nesta última noite um dos eventos mais badalados do ano para fashionistas e notórios, o Met Gala 2018. Este é o baile anual da revista Vogue no famoso museu em NY. Quem já assistiu a Diabo Veste Prada provavelmente sabe do que se trata… A ocasião é uma espécie de festa temática e, em 2018, o tema foi sobre criaturas celestes, uma referência ao catolicismo. Pessoalmente, adorei esta inspiração! Roupas religiosas são sempre inusitadas e rendem boas ideias para uma festa deste porte. Lembrando que, para quem não sabe, nesta festa tem um grande tapete vermelho (bege, né?) com looks bastante dramáticos. E existe coisa mais interessante na moda? rs.

Blake Lively costuma ser mesmo um centro das atenções no Met Gala e a expectativa é sempre enorme para ela. Ainda assim, nada poderia nos preparar para o que estava por vir… Nem os mais elaborados figurinos de época já tiveram algo tão espetacular quanto seu Atelier Versace. O que eu mais gosto é que, embora seja quase uma fantasia, os detalhes diferenciam para dar aquela abordagem fashion. Amei o caimento, a transparência na virilha cavada e o decote, devidamente equilibrados com bastante pano, rs. Sem contar que a cor é perfeita. Entrou para a história do evento. Parabéns Blake! Agora me empresta… E obrigada por não usar preto.

Zendaya é uma entidade fashion e não decepcionou nem um pouquinho. Aliás, diria que teve a melhor ideia para um evento com tema de “igreja católica”: Joana D’Arc. Que ícone! E que execução nesta roupa… Dá para ver a referência nitidamente (a peruca ajuda bastante também, embora esse ruivo com o prata tenha me dado um certo nervoso). Parabéns e Obrigada por existir.

Se esta não foi o melhor look da Kim num Met Gala, eu não sei qual foi. Algumas pessoas me mandaram mensagem falando que ela estava igual à Monica Belucci. Acho que não existem elogios muito melhores do que este. Eu adorei tudo e não mudaria nada! A maquiagem está um espetáculo, o cabelo está indefectível e o Versace vestiu como cinta modeladora. Aliás, falando em cabelo… Muitos apliques nesta festa. Acho que cabe com o tema e nem senti a rejeição habitual que costuma bater quando vejo um cabelo de um quilômetro.

Diane Kruger é outro ícone deste tapete vermelho e não ficou atrás desta vez. Acho que nem todo mundo vai apreciar mas eu adorei. Esta cor é sublime para ela e me lembra muito essa coisa celeste do tema. Adoro que ela sempre ousa e dá certo. Maravilhosa!

Eu não vou dizer que este amarelo é perfeito para Amanda Seyfried e também não vou dizer que não é. Dependendo da foto (e do flash na moça branquela) a coisa funcionava ou não. Mas eu vou não consegui não amar esse look para ela. Eu adorei o caimento, o contraste, o cabelo. Ela ficou jovial e feminina. Deu muito certo.

Bea Schaffer para quem não está familiarizada é ninguém menos que a filha do diabo, digo, Anna Wintour. Ela sempre tem uns looks maravilhosos e desta vez, apesar de não ter investido tanto no fator “fantasia”, acabou me ganhando com seu Valentino vermelho-valentino. Eu não sei o que é sobre este vestido mas eu fiquei hipnotizada. Acho que é o ombro caído com um laçarote. Ficou muito bonito. Sem contar que a cor está na mosca, pelo menos no contraste. Acho que este é o tom de vermelho perfeito. Katy Perry não foi tão reverenciada quanto Riri mas eu diria que a roupa está num patamar de igualdade. Eu amei e aprecio o investimento neste look de anjo, super ambicioso. Ainda sinto saudades de Katy morena, mas pelo menos a coloração ficou equilibrada. Arrasou!

Francisco poderia oferecer um co-papado para nosso ícone mais icônico vestida de Papa. Aliás, chegou no Met Gala num Papa-móvel e eu morri de rir (tem registro nos stories). E mais do que esta roupa impecável de uma tonelada de bordados criada por Galliano para a Margiela, Rihanna tem atitude que transcende a própria roupa. Não tem para ninguém. Falando em Galliano, eu sei que o que ele fez é imperdoável, mas eu senti saudades do seu talento, confesso.

Eu acho que este tapete vermelho do Met Gala foi um sucesso… 2018 vai dar trabalho para 2019! Eu diria que o tema ajudou muito e estava na hora da moda resgatar uma coisa mais barroca e menos minimalista. Pelo menos eu estou pronta e ansiosa. E também seria ótimo se esses adornos de cabeça se tornassem socialmente aceitáveis para o dia-a-dia. Cada um mais espetacular que o outro. Qual o favorito de vocês?

Beijos,

gabi

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6 ÊXITOS DO MET GALA E O QUE APRENDER COM ELES

Consultoria de Imagem
03/05/2017

Mais um red carpet notório acontecendo pelo globo e desta vez não foi qualquer um: nada menos que o Baile do MET. Para quem não ainda não conhece, o MET Gala é o baile beneficente anual do Costume Institute e que abre a temporada de exibição de moda no museu em Nova York. Vocês provavelmente já viram a cobertura completa em outros sites (recomendo a do Fashionismo) ou no instagram. Nossa missão aqui é apenas aprender com os acertos das convidadas e seus vestidos mágicos. Não é tanto sobre gosto pessoal, mas uma mera análise funcionalista, rs. Vamos aos melhores neste quesito:

Met Gala

Abrindo com Blake Lively de Versace. Já tinha comentado esse sucesso no instagram. Não é sobre achar bonito ou não… É sobre esta obra da engenharia! Notem que as linhas e bordados do vestido direcionam o olhar para onde é vantagem. A modelagem amplia suavemente o quadril e ombros, deixando a cintura bem definida e o corpo totalmente ampulheta. Até os braços foram alongados. Isso sem contar que a cor dourada é perfeita para a coloração e contraste baixo da Blake. A cereja no bolo é o brinco com azul fazendo a simetria com as plumas.

Adriana Lima foi relativamente simples para um MET Gala que homenageava Rei Kawakubo, estilista da bem inusitada Comme des Garçons. Mas vai dizer que não está um colosso neste Alberta Ferreti? E olha que normalmente eu nem gosto tanto de frente única tão cavada, rs. Ficou longilínea com o V do decote e da fenda. O preto, ao contrário do que muitos acreditam, não é uma cor universal. Eu não sei se está na cartela dela, mas em matéria de contraste, a escolha foi certeira. O preto complementa os traços dela ao invés de ofuscá-la. 

Zac Posen não tem a devida apreciação que merece. Ele é um dos meus favoritos a cada vez e nesta não foi diferente. Um escultor! Vai dizer que esse modelito da Katie Holmes não é um espetáculo? Aposto que se você visse esse corpo sem cabeça nunca chutaria que era ela, rs. Ficou uma sereia. E novamente temos as linhas do vestido te dizendo para onde olhar. Notam um triângulo na costura da barriga? Eu sempre prefiro quando esse tipo de desenho aponta para cima. Quando aponta para baixo muitas vezes acaba criando um efeito “pochete” ali no “panceps”. Do jeito que está deixou a cintura bem definida. A costura valorizou até o busto. E a cor é no contraste perfeito para ela, que está alto contraste. 

Zendaya tem meu respeito em muitos âmbitos da vida. O fashion é apenas um deles. Quantas pessoas segurariam um laranjão e amarelo como o deste Dolce & Gabbana? E vai dizer que não complementou com perfeição a coloração dela? Vale observar que ela escolheu um tom de cabelo certeiro para o vestido (o dela original é outro). Você não precisa fazer isso quando tiver uma festa, mas ela é sempre camaleoa no quesito cabelo. E o fechamento com o batom laranja me deixa até emocionada. Impecável!

Outra pessoa que me agrada com frequência: Emmy Rossum. Você talvez nem a tenha notado na cobertura do MET. Isso porque seu Carolina Herrera indefectível tenha se tornado um tanto discreto diante da concorrência, rs. Ainda assim, tem sua exuberância, numa vertente mais clássica. Preto e branco é para contrastes bem altos como o da Emmy – que selou o look com um batonzão vermelho. Certeiro e lindo! Amei.

Eu tenho uma forte desconfiança de que a cartela de Cara Delevigne tem muitos cinzas. Talvez por isso o prata do seu Chanel caia tão bem para ela. Cara raspou a cabeça para um papel e inovou maquiando a careca. Achei bárbaro e o MET Gala permite uma cabeça metalizada. A modelagem é linda, deixando o corpo bem ampulheta e o sapato prateado deixou um pernão comprido. Quando a silhueta é ampulheta, um cinto é uma boa pedida, porque cria um ponto focal no lugar certo. Sobre isso, vale ler este post  sobre cintos, mais completo.  

Uma observação: Por que eu não coloquei Gisele na lista do MET Gala? Por um motivo muito simples: só deu certo porque é ela. [Já sinto as pedras vindo na minha direção, rs]. A verdade é que a modelagem deixou o corpo dela um tanto desproporcional de frente, com ombros grandes e quadril estreito. Outra coisa que me incomodou: a cor. Senti que a deixou meio amarela – pode ter sido a maquiagem ou algum autobronzeador. Ficou linda? Um espanto? Sim! É a Gisele! Mas eu não teria como tirar algum aprendizado desta escolha, por isso ficou de fora…

Beijos,

gabi

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