AS 3 BOLSAS DA MINHA VIDA

Estilo
27/01/2018

No começo do mês eu falei sobre como seria meu armário se eu só tivesse 3 sapatos (ou 4, ou 5…). Hoje me ocorreu que posso fazer o mesmo com bolsas. Não só três modelos de bolsa aleatórias mas aquelas dentre as minhas que eu não viveria sem hoje. Quais bolsas eu levaria para uma ilha deserta, supondo que esta tal ilha nem tão deserta tenha vida social? São elas:

Clutch tortoise :: Uma das melhores compras da minha vida. Essa clutch é vintage. Comprei na feira do Lavradio, no centro do Rio. Na época, a moda vintage era febre e eu fui lá com uma verba qualquer que gastei todinha, rs. Adquiri muitas coisas, umas legais e outras grandes furadas. Mas essa clutch é minha fiel escudeira. Uso para todos os casamentos, porque fica linda com tudo. Ainda levo para alguns jantares ou outras ocasiões mais alinhadas. E olha que eu tenho muitas clutches (foi uma fase meio compulsiva, minhas amigas agradecem e usufruem do acervo). Mas essa é aquela que eu quase nunca empresto. Meu xodó! Além disso, tem um espelho enorme dentro, rs. 

[Acabo de perceber que não sei onde está este vestido]

Bolsa tiracolo verde :: Se você já viu qualquer look meu por aqui, certamente já cruzou com a minha verdinha. Ela é da Manufact, feita com couro de peixe e tem aquele formato da Chanel que todo mundo faz. Cabe toda a minha vida: celular, bateria extra, carteira, chave, mil brincos perdidos no fundo, uns três batons que eu não lembrava onde estavam e uns sachês de sal da última vez que eu fui ao cinema. Comporta tudo! O que eu mais gosto nela é que sempre dá uma diferenciada nas produções. Uso mais que todas. Outro plus são as ferragens. A corrente é robusta. Faz estrondo quando coloco na mesa. Isso dá muita cara de cara para ela. 

Bolsa Speedy 40 :: Alguns diriam que o charme desta Louis Vuitton ficou na modinha de 2010. Pois eu digo que nunca tive bolsa tão leal. Ela aguenta todas as porradas (boto no chão, uso como mala…) e nem se abala. Comprei quando morei em Londres e arrisquei no tamanho. Essa é a 40, gigante em comparação às habituais, mas era essa que eu queria. O vendedor disse que era a primeira vez que ele endossava a grandona para uma mulher – que, no caso, é grandona por sua vez. Usei todo dia enquanto morei lá. Colocava garrafa, pashmina, luva, gorro, material da aula, guarda-chuva e mais coisas para umas três encarnações de Gabriela. Ela nunca reclamou ou deu sinal de cansaço. É minha malinha para viagens curtas. Muito generosa. Pode vir modinha e sair modinha, meu amor não muda. Sem contar que já, já é tendência de novo, rs.

Essas não são necessariamente as que eu mais uso, até porque tenho muito mais demanda para bolsa tiracolo do que para uma clutch, né? Mas se eu fosse viajar para um lugar desconhecido e só pudesse levar 3 bolsas, com certeza seriam essas. Muita gente vai estranhar o fato de não haver uma bolsa preta. Eu canso de dizer isso: ninguém precisa de bolsa preta. Você pode gostar e ter quantas você quiser (num limite saudável). No entanto, não existe esta obrigação. Não é sequer a cor mais versátil! E para quem duvida sobre o quão multifacetada pode ser uma bolsa verde, basta observar meus looks postados aqui. A verdinha e eu temos um relacionamento estável, rs. E vocês? Quais seriam as três bolsas da sua ilha deserta (não-deserta)?

Beijos,

gabi

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Estilo
19/01/2018

Existe a possibilidade de eu já ter mencionado isso em algum outro momento mas acho que nunca ganhou post exclusivo… Eu adoro mix de estampas, mesmo não tendo muitas no armário (listras contam? rs). Apesar de ser um excelente recurso de styling, muita gente hesita na hora de casar duas padronagens. Existem muitas maneiras de fazer esse tipo de mistura mas tem uma que eu acho a mais fácil e todas: juntar estampa corrida com estampa localizada.

         

Mas que diabos é isso? Calma que eu explico! Estampa corrida é aquela que tem uma padronagem mesmo. Um floral, listrado, xadrez, quadriculado, vichy… O desenho se repete ao longo do tecido. Já a estampa localizada é aquela que é um desenho só, geralmente numa camiseta, em sua forma mais comum. Camisetas de frases, de bandas, de souvenir e afins, essas costumam ser de estampa localizada. Deu para assimilar, né?

Juntar os dois não é mistério nenhum para boa parte de nós, mas para quem não tem o hábito, pode ser um desafio. Ainda assim é a maneira mais fácil de fazer um mix de estampas, porque mal dá para errar. Camisa de banda com uma saia floral, por que não? T-shirt de filme com xadrez ou de frase com listras, mais fácil ainda! Claro que estampa localizada não é uma exclusividade de camisetas, mas é o mais comum. O bom é que você ainda pode parar de só usar as suas com jeans, rs. De quebra, ainda permite elaborar uma proposta um pouco mais fashionista e madura para as camisetas que você já tem… 

É bem fácil mesmo. Basta ter um pouquinho de coerência para não colocar dois elementos muito formalistas ou incompatíveis. Como uma camiseta da Hello Kitty com uma saia de caveiras, por exemplo. Não funcionaria muito bem. Uma ótima referência é a estilista haitiana-italiana Stella Jean. Amo como ela mistura as camisetas mais banais com as estampas mais fabulosas. Suas padronagens geralmente são inspiradas nos tecidos africanos, que são a coisa mais linda do mundo por si só. 

Mix de Estampas

Depois de ver alguns dos looks dela, fica até mais fácil casar uma camisetinha com uma peça listrada, né? Ela não se reprime no mix de estampas mesmo. Mas você pode fazer algo mais moderado – se quiser. Para ajudar, montei uns looks, que hoje são vitrine também, caso alguém queira comprar algo é só clicar na peça (não vai ter sempre não, ok? Dá um trabalhão, rs):

Encontre um elemento em comum entre os desenhos. Pode ser uma cor, por exemplo. Elabore uma cartela para o seu look ficar coordenado e não vai parecer nada estranho. Mas não se restrinja a isso. Dá para fazer muita coisa legal – e o melhor é que funciona também no calor. O mix de estampas ajuda a trazer mais informação e estilo para um look com duas peças apenas. O que acham?

Beijos,

gabi

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Estilo
08/08/2017

Uma das minhas maiores referências de styling é a marca americana J.Crew, sobretudo na era Jenna Lyons (leiam este post, caso não tenham lido ainda, porque vale a pena conhecer). Eu adoro os looks despojados e inusitados, sempre com uma proposta bem criativa. O combo cromático do post de hoje é mais uma inspiração que eu captei observando algumas produções de lá: o azul e cáqui.

Azul e cáqui

Mais precisamente, o azul claro! Essas duas cores já foram hit na minha juventude, no início dos anos 2000… Quem lembra do auge da Gap? Aprendi a palavra cáqui nesta época (khaki, na gringoland). No mesmo período, veio uma febre de tons pastel. Pense azul bebê! Hoje em dia nem chamam mais assim… Mas no caso da inspiração de hoje, não precisa ser necessariamente um tom bebê para o mix funcionar, basta ser claro – ou até um Vapor, rs. Olha que charme o casamento do azul e cáqui:

Azul e cáqui      

Em teoria, são cores com pouca coisa em comum. Uma costuma ser fria e a outra quente. Não são cores complementares ou análogas… A única coisas que elas têm em comum é o contraste. E eu acho que é justamente por isso que funciona. Vocês já me viram usar o contraste como critério de mistura de cor em alguns posts (como o do verde e rosa) e sempre me salva. Ambos azul e cáqui são cores de baixo contraste, partindo do branco. E o fato de não terem (quase) nada em comum é o que me faz achar o mix tão interessante.

Ainda dá para misturar com outros tons de azul, que fica ótimo também. Ou até mesmo o jeans! Mas a minha forma favorita ainda é a versão mais simplista da dupla. Montei algumas inspirações de looks abaixo, para inspirar. Desta vez, usei produtos de lojas daqui, ao invés de montar no Polyvore, rs. Já frustrei algumas pessoas colocando peças que não estavam disponíveis antes, mas agora dá até para clicar e comprar:

Basta clicar na peça e uma janela se abre com um link afiliado da loja. [Me sentindo super tecnológica…]

Não consegui montar só com achados, mas tem um bom high-low, rs. O que eu mais gosto na união entre azul e cáqui é o despojamento com um bocado de sofisticação. Mesmo a produção de short e rasteira ficou arrumadinha, não acham? E uma vantagem estratégica é que, se você é de coloração quente, pode usar o cáqui na parte de cima. Se você é fria, pode usar o azul em cima, mais perto do rosto. Bem democrático!

Beijos,

gabi

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