TENDÊNCIA :: O GLOSS E VOCÊ

Beleza
20/01/2018

Não é novidade nenhuma que o gloss anda recuperando seu status do passado nos últimos anos. Se foi febre há 20 anos, a nossa moda, que é cíclica, alguma hora ia trazer isso de volta. Quando começou a se falar nisso há uns dois anos, confesso que ainda não estava preparada para encarar mais momentos de cabelo grudando na minha boca ao menor sinal de vento… Mas acho que ninguém estava pronto ainda, rs. O batom matte era rei ainda em 2016. Hoje, já dá para ver que a resistência ao gloss vem diminuindo. Até eu estou mais entusiasmada com o danado. É tendência? É! Mas e você com isso?

Essa pergunta que eu faço é sempre para a gente refletir se cabe mesmo incorporar certas tendências nas nossas vidas ou se é melhor deixar passar. Claro que, nos fim das contas, cada um faz o que quer com sua própria face, né? Mas eu sempre gosto de trazer uns argumentos aqui, rs. O primeiro de todos e mais importante: sua coloração. O gloss, apesar de existir em mil versões, não é exatamente democrático. O brilho favorece mais pessoas de cartela de cores vivas, ou seja, as Primaveras e os Invernos (não sabe do que eu estou falando? Leia o post sobre Análise Cromática). Mas se você é de Verão ou Outono precisa sair correndo? Não, mas vale ter um pouquinho de cautela sim. Já para quem é de característica predominante opaca é melhor ficar só no lip balm, se possível, rs. Sobretudo porque a tendência de agora não é exatamente discreta….

Efeito vinil

Se na virada do milênio o ápice era o gloss transparente e até um pouco cintilante, hoje acho que se trata mais de um efeito de vinil. Ou seja, a cor entrou na jogada. Eu já tive um batom YSL (vinyl lip stain, se não me engano) que usei até a última gota. A proposta era exatamente essa: um gloss que colore, dando um efeito vinílico. Ou seja, nada discreto. O que não quer dizer que seja ruim. Mas vale avaliar se entra na sua coloração e também no seu estilo. Dito isso, acho que pode render umas boas ideias de make:

Para quem recebe bem o brilho, pode ser o melhor tipo de batom nude. Ótimo para coordenar com um olho mais carregado ou de cores escuras

Outra sugestão é fazer um combo com sombra colorida. Mas nada muito infantil, claro. Tons mais sóbrios como o oliva, o vinho, o roxo… Mas que apesar de mais discretos que um azulão, ainda são coloridos. Aliás, amei essa make da Rachel McAdams que ressaltou os amarelos do olho dela com a cor complementar.

Para quem acha o batom escuro muito gótico, acho que o gloss ajuda a quebrar essa impressão.

Pode ser um nude para negras também, dependendo da cor do gloss. 

Eu ainda acho o gloss pigmentado bege ou champanhe uma coisa meio anos 2000 demais. No entanto, tenho que reconhecer que ele faz um bocão lindo, principalmente se tiver cintilância. Acho que, se usado com parcimônia, na cor certa, pode ficar bem elegante. 

Pode rolar também um efeito ombré com o gloss concentrado no centro da boca, que ainda dá volume.

Ou ainda, um look natural clássico também, por que não?

Confesso que ainda não mergulhei muito nessa tendência mas prometo que vou me desafiar. Vocês sabem o quanto eu sou do time do batom colorido… Quem sabe não arrisco num colorido vinil? Vocês gostam?

Beijos,

gabi

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TENDÊNCIA :: BRINCOS DE BOLAS

Estilo
18/08/2017

Há algum tempo venho sendo impactada por um modelo específico de maxi brinco que se espalhou mais que esta gripe do inverno, rs. Os brincos de bolas (ou esferas, se você é de exatas) começaram a pipocar no fim do ano passado e ganharam muita força no verão lá de fora. Desde então, não parei mais de ver o dito cujo nos meus feeds. Tudo graças a um modelo específico:

Brincos de bolas Les bonbons

Estes são os Les Bonbons, os brincos de bola da designer Rebecca De Ravenel que se tornaram uma verdadeira febre. São muitas as celebridades que aderiram ao modelo e você certamente já cruzou com ele por aí. Selena Gomez foi uma das que chamou mais atenção para as bolotas em um look laranja meses atrás. Mas, desde então, nomes como Jennifer Lopez, Katy Perry, Kate Bosworth, Emma Roberts e Lupita Nyong’o já desfilaram com o bendito em algum momento. Pessoalmente, eu acho belíssimo:

Brincos de bolas Brincos de bolas   Brincos de bolas

A própria Rebecca com um de seus Les Bonbons

Eu realmente acho todos os modelos lindos, até porque além das bolas, são todos maxi-brincos. Vocês sabem que meu único pecado consumista é brincão, né? É meu calcanhar de Aquiles. E um fato interessante é que eu acredito que esses modelos são bem democráticos. Isso porque ele reúne duas formas antagônicas: a esfera e a linha. Calma que eu explico: para quem tem rosto redondo, círculos em acessórios não são legais, mas as linhas verticais longas sim. O oposto acontece para o rosto longo. De certa forma, acho que as formas acabam se neutralizando um pouco. Então pode ser uma opção bacana para todo mundo, dependendo de alguns detalhes.

Brincos de bolas

O sucesso é tamanho que até marcas bem renomadas quiseram dar a sua versão dos brincos de bola. Nomes como Kenneth Jay Lane, Isabel Marant, Kate Spade, Rebecca MinkoffNanette Lepore e até a minha querida J.Crew criaram acessórios inspired. A vantagem é que agora existem incontáveis modelos e mil materiais diferentes para escolher. São brincos de bolas do metal às pedrarias, do fio à miçanga.

E não é só lá fora que rolaram as versões inspiradas, claro. Aqui também já tem muita marca que embarcou nesta história dos brincos de bolas. Eu diria até que existem variações mais criativas. Montei uma pequena vitrine, de múltiplas origens. Fiz naquele esquema de clicar na foto de cada um para comprar em lojas afiliadas (em que eu me sinto extremamente high-tech):

Não sei se vocês vão se interessar por estes, mas achei todos bem legais – e alguns bem no meu estilo. A vantagem é que os brincos da Rebecca De Ravenel custam 325,00 dólares e todos esses custam bem menos, rs. Alguns têm variações de cor também, para quem já conhece a sua cartela não errar na escolha (não esqueço de lembrar, rs). O que acham dos brincos de bolas?

Beijos,

gabi

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VAPOR BLUE :: A COR DE 2018?

Estilo
09/07/2017

Ontem estava dando uma lida num artigo muito interessante sobre o millennial pink, o rosa que dominou a moda, a decoração e quase todas as outras áreas nos últimos tempos. Aliás, leitura muito bacana – mas é em italiano e tive que usar meu “Terra Nostra” fluente para deduzir tudo. Ao final do texto, uma especialista de um bureau de cores especula qual será a cor do ano de 2018 e ela arriscou um palpite… Eu apresento o Vapor Blue:

VAPOR BLUE  

Agora eu te pergunto: Blue? Esta é potencialmente a nova cor do ano da Pantone, algo bem diferente da tragédia Greenery, a eleita de 2017. [Tá, eu sou dramática, na verdade eu nem odeio mais tanto assim]. Se o Greenery era uma cor bem viva e colorida, o Vapor Blue é a antítese disso. Mas amigos, cadê o azul nesta história? Para qualquer pessoa comum, isso é cinza. Ou não é?

VAPOR BLUE

Eu peguei as coordenadas RGB (sistema de cores dos monitores) da Pantone e transferi para o Adobe Illustrator. Comparando com um cinza puro, composto de 30% de preto, dá para ver que existe uma diferença do cinza neutro para o Vapor Blue. Quase irrisória? Certamente. Quando eu salvei esta imagem acima a diferença ficou ainda mais evidente com a compressão para jpeg. No meu aplicativo, quando eu sobrepunha um quadrado ao outro, quase não se via onde um acabava e o outro começava. 

Quando convertido para o sistema CMYK  (usado na impressão) o percentual de ciano é realmente um pouco mais alto. Mas acho que esta conversa está ficando muito técnica, rs. Vamos ao que interessa, a moda! Sendo cinza ou sendo azul, me parece que o Vapor Blue pode estar dando as caras desde já, bem diante dos nossos olhos…

VAPOR BLUE

Nos últimos dias tivemos alguns desfiles de alta-costura muito importantes e, se a gente procurar, acha uns exemplares da cor com bastante facilidade. Zuhair Murad, Elie Saab, Chanel, Dior… Escolha uma maison e ela provavelmente está oferecendo alguma versão do Vapor Blue. Se tem essa pitadinha de azul mesmo, só dá para saber ao vivo. Mas é possível que a gente tenha que se preparar para uma nova alta dos cinzas! Todo mundo tem algum cinza na sua cartela, então é uma opção bem mais versátil que o Greenery, em matéria de Análise Cromática. Pelo menos isso, né? O que acham do Vapor Blue?

Beijos,

gabi

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