VOCÊ NÃO TEM O QUADRIL GRANDE

Consultoria de Imagem
10/02/2018

Ou tem? Se você perguntar sobre tipo físico para qualquer brasileira, 11 entre 10 delas vai te responder alguma coisa relacionada ao seu quadril grande. Eu acredito que exista sim uma predominância de corpos tipo triângulo (lembram do post de tipo físico?), também conhecido como pêra. Afinal, nossa miscigenação contribui muito para isso e não é à toa que nossas  cadeiras são reconhecidas internacionalmente – virando até nome de cirurgia plástica, a tal Brazilian Butt. Mas porque você tem um quadril grande quer dizer que você é de corpo triângulo? Não necessariamente…

Como eu sempre digo e repito, o que a consultoria de imagem avalia nunca é a medida absoluta. O que entra no mérito é a proporção, que não pode ser avaliada sem relação. Ou seja, mais uma vez, é tudo relativo. Lá no post de tipos físicos eu expliquei que a proporção ideal é o ampulheta. Veja bem, quando eu digo ideal, não é o que a Vogue falou. “Ideal” porque é o que os nossos cérebros esperam. Não tem tanto a ver com cultura, mas com nosso chip de fábrica mesmo, como humanos. Então não briguem comigo por “validar um padrão”… A culpa é dos nossos neurônios, rs. Retomando, no corpo ampulheta o quadril e os ombros são visualmente da mesma largura e a cintura é menor que ambos. Muito menor, pouco menor? Tanto faz, desde que seja menor. 

quadril grande

Bumbum não é necessariamente quadril

Sendo assim, ainda que seu quadril fosse do perímetro do globo, se seus ombros também fossem, você ainda seria ampulheta. E se os ombros forem ainda maiores, mesmo com quadril grande, você provavelmente teria um físico triângulo invertido. Claro que eu estou exagerando um bocado. Afinal, sou a pessoa mais hiperbólica do mundo (ba dum tsss!). Mas o alerta vale para quem acha que está fora da proporção e talvez não esteja. 

quadril grande

Marquita Pring, modelo plus size – ou como quiserem chamar: 114 cm de quadril (o mesmo que eu, rs) e corpo ampulheta. 

Para quem realmente tem um quadril grande e que é visualmente maior do que os ombros (ou que tenha ombros estreitos), não precisa se lamentar também. Afinal, truque não falta! Basta diminuir visualmente o quadril ou aumentar os ombros – ou ambos. Por exemplo: uma saia escura e um blazer claro. Bem simples, né? Ou um decote ombro a ombro, que é febre há anos. Ou uma parte de baixo sequinha com blusa chamativa… Recurso não falta:

[É vitrine! Pode clicar na peça se quiser comprar.]

Enfim, não importa tanto o seu tipo físico ou se você tem quadril grande. O importante é saber qual é este tipo e qual demanda você tem para equilibrar proporções. Apesar de todas as ponderações acima, eu mesma sou triângulo. É por pouco mas sou, rs. Por isso que eu geralmente estou de calças escuras e/ou blazer. Já é um reflexo! E vocês? Vão sair deste post com o mesmo tipo físico que achavam que tinham quando clicaram? Ou descobriram algo diferente?

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Beijos,

gabi

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O EFEITO PÉ DE PORCO

Consultoria de Imagem
16/01/2018

Sempre fiquei dividida se deveria falar sobre isso aqui… Minha ideia é sempre apresentar soluções e não despertar neuroses desnecessárias. Lembrei depois que já ajudei algumas pessoas assim e, por isso, acabei decidindo publicar. Vai que ajuda alguém? E vai que a Britney lê meu post? Rs. O efeito “pé de porco” é o que eu chamo quando o parece pequeno demais em relação ao tamanho das pernas. Eu sei que o nome pode não soar muito simpático. Mas pense em um pé de um porco e a analogia se torna evidente:

   

Leitão-córnio fofinho para ninguém ficar frustrada ou brava comigo, rs.

Criativo e auto-explicativo, né? Mas não fui eu que inventei não. A expressão veio das icônicas Trinny & Susannah do Esquadrão da Moda original, britânico. Assisti a todos no finado canal People & Arts. Amava e trago várias coisas que aprendi com elas naquela época para a minha vida e trabalho até hoje. Mas voltando ao “pé de porco”, quem inventou foram elas. E depois que eu vi do que estavam falando, não deu mais para desver.

Mas por que eu estou trazendo isso para cá? Porque não é necessariamente a pessoa com a maior coxa e o menor pé que podem passar esta impressão de desproporção. Nossa escolha de calçado interfere também na proporção. Eu sou toda “ão”. Pezão, bração, barrigão, peitão… A coxa não seria muito diferente. Mesmo com muita dieta (o que não pretendo fazer), sempre serei “ão”. Mas mesmo eu que tenho pé enorme me sinto com pé de porco às vezes. O que cria esta sensação é o desequilíbrio na proporção que alguns sapatos e roupas podem criar ou agravar.

Não fica muito favorável e ainda acabou sem tornozelo

Britney Spears é uma que vive caindo na armadilha. Neide é saradíssima! Tem belos pernões sarados… E parece deve calçar uns 34. Eu imagino que na verdade ela deva calçar uns 37, mas não é o que parece. Isso porque ela usa saltos vertiginosos com frequência. E às vezes com peep-toe, o que eu acredito que remete ainda mais ao tal pé de porco. Isso sem contar seus vestido adesivos e curtos, que evidenciam ainda mais as dimensões.

Peep-toe: tenho medo da semelhança

Então se você se sente estranha nessa região inferior com alguns sapatos, já sabe que pode ser por algo como o que acontece com a Britney. Minha recomendação, caso você tenha este incômodo é evitar modelos com saltos muito altos, peep-toe (aquele com dois dedinhos aparentes) ou sapatos muito contrastantes com a perna ou calça. Vale mais uma meia-pata bem alta do que ficar com uma ponta de bailarina. Com um salto mais baixo e um sapato nude, por exemplo, fica menos destoante.

Bem melhor, com tornozelo (sem a pose também, rs)

Sapatos de bico fino ou abertos podem ajudar sim, só depende ainda do salto não ser tão alto. É nessas horas que eu acho que a meia-pata pode ajudar também, criando um volume na parte frontal dos pés. Não funciona sempre, mas pode ser um trunfo. Outra observação importante é a escolha da roupa. Se juntar o salto altíssimo a uma roupa muito justa ou curta, o efeito é inevitável para a maioria de nós. Por isso, recomendo usar um de cada vez….

Não sei se afinal é uma coisa boa eu compartilhar isso. Já temos muitas neuroses com nosso corpo. Espero que vocês recebam como uma ajuda e não um incentivo à paranóia. No país do pernão sarado, achei que valia dividir a estratégia! Ao menos existe esta vantagem em ter um pé grande como o meu, rs. Conseguem ver a desproporção ou é loucura?

Beijos,

gabi

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Comportamento
03/01/2018

Nós crescemos num mundo que sempre pregou (nem que fosse de forma velada) uma ideia meio reversa de escala de prioridade entre corpo e roupas. Sempre se falou muito em adequar o corpo às roupas. Emagrecer para vestir tal coisa… Botar prótese para a outra coisa. Nunca se pregou muito a ideia inversa de ajustar a roupa ao corpo, a menos que fosse apenas restrição genérica: do tipo saia mais longa conforme for ficando mais velha e seus similares. Felizmente hoje o cenário é bem diferente. Já vemos mulheres gordas vestindo top cropped e se sentindo o máximo. Afinal, 2017, digo, 2018, né?

Sobre: Caimento. 

Mas eu nunca me identifiquei muito com nenhuma das duas vertentes. Sempre fui uma mulher bem grande e fora da norma. Não me sentia muito representada pelas tendências na minha juventude e já joguei muito dinheiro fora tentando correr atrás do que era moda – ou pelo menos a última febre entre as minhas amigas. Coisas de pré-adolescente. Não demorou muito para eu perceber que não dava para eu tentar ser igual a todo mundo. Até porque não existia Keds branco para pés do tamanho do meu. Ou Melissa tijolão (entregando a idade). Ou calça jeans tipo moletom de cintura baixa… Pensando bem, talvez eu tenha sido poupada, rs.

Kate Middleton se tornou adepta da ilusão de ótica, como eu.

Antes mesmo de eu saber o que existia Consultoria de Imagem fui obrigada a colocar algumas das suas técnicas em prática. A verdade é que esse negócio de assumir os pneus para o planeta num cropped não é muito o que me traz alegria ou segurança. Embora eu fique muito feliz por este momento atual, não é algo que eu pretendo colocar em jogo para mim. A minha visão da relação entre corpo e roupa é bem mais estratégica do que corajosa. Eu prego que podemos adequar a roupa ao corpo. 

Lena bota tudo para jogo…

Como eu faço isso? Evidenciando o que eu acho bom e atenuando o que eu considero indesejável na minha figura. Não é que eu vou me transformar de Shrek para Fiona… Mas é aquele acabamento que muda a percepção da sua imagem – para os outros e para você mesma. Por conta disso, já deixei de usar várias coisas, coisas que acho bonitas até. Algumas pessoas chamariam de restrição. Eu chamo de estratégia. Até porque, quero continuar achando a tal coisa bonita, rs. 

Proporção é o mais importante

O mais importante a ressaltar é: existe mais de um caminho para atingir plenitude na autoimagem. E não existe só um caminho certo. Cada um vai se sentir satisfeito de uma forma. Se é malhar até a roupa ficar perfeita, ok (só não é o que farei, tá?). Se é assumir sua forma e pronto, pode ser também – é o que sou obrigada a fazer quando vou à praia, rs. Mas minha preferência está mesmo em fazer o melhor com o que eu tenho. Usar as roupas com bom caimento para atingir o melhor resultado possível. E quando eu digo “melhor”, falo de proporção e não necessariamente de pernão sarado, barriga de tanquinho quebra miudinho vai, quebra miudinho. É por isso que uso o diagnóstico de tipo físicoilusões de ótica. A roupa se adequando ao corpo, não o contrário. A roupa aprimorando o corpo e não o inverso.

“O defunto era maior”

E quais seriam as ilusões de ótica? Sempre salpico várias delas em diversos posts. A cada vez que eu posto um Look do Dia ou faço uma análise de Red Carpet. Mas ferramentas como “vou usar uma calça escura para sublimar o quadril” ou “vou usar um decote canoa para ampliar os ombros“. Muitas delas já são familiares para a maioria, mas prometo trazer mais ferramentas para cá conforme os posts forem saindo… E você? Com qual caminho mais se identifica?

Beijos,

gabi

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