05/06/2019

Rolou ontem o tapete vermelho do CFDA Awards, o prêmio da moda americana. Por isso, foi fácil encontrar rostinhos conhecidos no evento, dentre estilistas e suas musas. Uma delas, foi Gigi Hadid, que vestiu um closet inteiro conjunto Off-White, criado por Virgil Abloh. Acontece que a cor eleita pelo estilista para vestir a mulher que é o próprio sol, estava mais para dia nublado… 

Gigi tem indubitavelmente um subtom quente ou neutro de inclinação quente. E arrisco mais: acho que ela é uma Primavera. Considerando isso, um azul acinzentado seria ruim para ela em mais de uma dimensão. Além de um tom muito frio esse azulzinho é extremamente acinzentado. Sendo assim, ficaria mais adequado numa pessoa da cartela de Verão. Bem que ela tentou se proteger com um batom aquecido e todo o cabelo do mundo jogado para a frente. Ainda assim, achei um crime essa cor numa pessoa com as cores da Gigi Hadid. 

O que acham? Para a gente se certificar de que a cor é problemática, resolvi fazer uma edição no Photoshop… Também conhecido como #ToscoshopDaGabi. Assim não resta dúvida e podemos comparar com mais propriedade: 

Original

Editado

Desculpem se estiver extra-tosco hoje… Mas essa cabeleira não ajudou. Algumas pessoas me perguntaram se a cor não seria boa, já que ela está replicando a cor do olho. Truque antigo que dividi com vocês aqui. Acontece que eu acho que esse tom de azul passa longe da cor do olho dela. A íris dela é um verde azulado bem mais colorido que isso. Talvez nessa roupa não ajude muito a enxergar, rs. Mas tentei escolher uma cor que fazia mais jus aos olhos dela. 

Vocês não acham que ela fica com muito mais energia, vitalidade, viço (!) na foto editada, com o azul que se aproxima do turquesa? Além de mais quente é mais vivo, mais colorido. Aliás, vale para mostrar que turquesa não é uma cor fria como muita gente pensa. Relativamente aos azuis é a versão com mais amarelo de todos eles. Por isso o turquesa clássico é mais indicado para as pessoas mais quentes ou neutras. Mas me digam vocês o que acham da Gigi Hadid no antes e no depois… Não fica melhor com um tom mais quente e intenso?

Beijos,

Beijos,

gabi

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Sei que o blog já está com teias de aranha e que todos os dias alguém vem puxar minha orelha (coberta de razão). Não é que eu não acredite no poder do blog ou que não tenha mais paciência para ele… Pelo contrário. Está difícil conseguir tempo para fazer um post como eu gosto, rs. E eu gosto muito! Não sei se notaram mas tenho tentado compensar nas postagens do Instagram e na minha nova coluna do @Advoguettes – já me viram por lá? Só que o blog é o blog e hoje eu resolvi fazer dele uma prioridade. Desativei o whatsapp (peço desculpas a quem estiver me esperando, inclusive), fechei os meios de comunicação e sentei no escritório para fazer um texto completo, como se deve. Espero que apreciem o esforço e que gostem do conteúdo, acima de tudo. E sobre o que eu vou falar hoje? Um dos meus assuntos preferidos, o preto. Afinal, se preto destrói as cores, que cores combinam com preto? A resposta está na própria pergunta… 

Se o preto é inimigo da cor, existem duas soluções para coordená-lo. A primeira é usar elementos sem cor. Como assim? Ora, branco e cinza. Não é à toa que P&B são o grande clássico que são. O grande dilema deste combo é que vocês já sabem que nenhum dos dois são exatamente as cores mais democráticas do mundo. Não só fazem parte de poucas cartelas da Análise Cromática como, juntos, formam o maior contraste do mundo. Ou seja, a menos que você seja de uma cartela de inverno e de alto contraste, talvez não seja uma boa ideia para você. Já o cinza pode ser uma opção mais interessante para a média das pessoas porque faz um contraste mais sutil. 

Já a outra solução é usar o dito cujo com cores que contenham bastante… preto. Pense numa cartela de preto, vinho, uva, roxo escuro, verde escuro, ocre, marinho… Essas cores juntas são harmoniosas porque têm o preto em comum. Mas é bem provável que você vá precisar de mais de uma delas para fazer a harmonia funcionar, nem que seja com um batonzinho a mais. É aquilo que eu vivo dizendo: nada melhor do que o preto para transformar uma cor linda em algo banal. Então você vai precisar caprichar na produção para mostrar que tem um raciocínio estético por trás daquilo, certo? 

Quanto mais escura a cor, mais chances de ela coordenar com preto. Se ela não tiver pelo menos 50% de preto, acho que é melhor se ater aos cinzas e brancos. Ou usar uma outra cor intermediária como “amortecedor” entre elas. Claro que eu estou me referindo a um look com predominância de preto. Se for um lenço ou um pedaço de uma estampa a coisa não é bem assim. Se é uma produção toda colorida com um pedacinho de preto, isso não se aplica. Estou falando de uma peça inteira, pelo menos, rs. Parece difícil mas não é tanto assim:

Lembrando que se você não tem preto na sua cartela (ou suspeita que não tem), melhor manter o preto mais afastado do rosto e deixar as outras cores na área vip – colo, rosto, cabelo, brincos, enfim, o perímetro do rosto. Mais uma vez montei uns looks aqui embaixo para ilustrar melhor o que eu estou falando. Cada um com seus devidos links afiliados embaixo:

Body | Cachecol | Calça flare | Bota | Jaqueta | Bolsa

Colete | Vestido | Blusa | Bota | Bolsa | Meia-Calça

Blazer | Saia | Gola rolê | Bolsa | Scarpin

A ideia é usar versões bem escuras de cada cor, ou pelo menos em uma das cores. Como você une um preto a um amarelo, por exemplo? Fazendo a ponte com um azul marinho, com um vinho ou até mesmo com um branco. O importante é haver um agente neutralizador, rs. Assim fica mais fácil coordenar o preto com cores claras. Eu acho ainda melhor quando são cores análogas. Um roxo com um lilás, por exemplo. Mas isso é assunto para outra pauta… O que acham?

Beijos,

gabi

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19/10/2018

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Todo mundo já deve ter notado o retorno feroz de uma tendência fortíssima de uns anos atrás: o Color Blocking. Para quem não lembra, esta é aquela tendência que mistura colorido com colorido num mesmo look, geralmente de cores bem saturadas. Eu não sei se vocês já me viram falar isso por aqui mas eu habitualmente só uso cor com cor mesmo. Essa história de tom saturado com preto ou jeans não é muito comigo não… Acho que as cores se valorizam muito mais mutuamente e que o preto nem é tão versátil assim. Por isso, acho ótimo ver essa tendência ressurgir com tanta intensidade. A verdade é que isso faz a gente romper com antigos tabus de cores. Isso sem contar que já estamos muito mais preparadas para mergulhar nessa história, agora que temos uma reedição em tão curto prazo. Dito isso, como faz para coordenar cores sem escorregar? Ou pelo menos como faz para sair do quadrado sem quebrar muito a cabeça? A dica que eu trago hoje é um aplicativo que tenho indicado para todas as minhas clientes: o Color Wheel

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Cores complementares

Tudo começou quando uma leitora me perguntou qual círculo cromático eu usava e eu sugeri que ela baixasse um aplicativo. Quando fui procurar, gostei tanto do Color Wheel que eu abandonei a imagem salva que eu sempre usava. Primeira coisa que eu gostei nele: tem magenta. O magenta é algo que a maioria de nós chamaria de rosa, rs. Apesar disso é a versão mais pura do pigmento vermelho. Em alguns círculos cromáticos o magenta não aparece ou é bem tímido. Eu não dispenso, até porque é uma das minhas cores favoritas (verde e rosa é meu combo favorito, lembram?). 

A segunda coisa que gostei nele: ele dá combinações complementares, complementares divididas e análogas com o toque de um dedo. Além disso, te dá as combinações nas versões mais diluídas, mais escuras e mais puras. Excepcional. Terceira e melhor coisa: o Color Wheel é totalmente gratuito. Você só paga para remover os anúncios, se quiser. 

Qual é a vantagem de ter isso na mão (ou no bolso)? Nunca mais você vai achar que uma cor viva só combina com uma cor neutra. E vai ficar muito fácil ter ideias… Basta girar e experimentar as opcões do círculo cromático. 

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Complementares divididas

Minha única recomendação é ficar atenta ao contraste (e à cartela, claro, se tiver feito sua análise cromática). Para pessoas de alto contraste, como eu, a melhor opção é usar cores complementares. Isso porque, tirando o branco x preto, o maior contraste que existe é entre duas cores complementares. Roxo com amarelo, laranja com azul, verde com magenta… Foi onde eu acho que deu errado para a Mariana Ximenes.

Já para contrastes médios, a melhor opção é usar as cores complementares divididas, que dilui um pouco o impacto. Já para quem é baixo contraste, as cores análogas são mais amigas.  

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Cores Análogas

Claro que isso tudo depende do tom, certo? Se eu, que sou alto contraste, quiser usar uma mistura análoga, basta eu usar em uma versão escura ou saturada que faça contraste com a minha pele. O mesmo vale para o inverso em uma pessoa de baixo contraste que pode usar versões suaves de cores complementares, como o pastel, acinzentados ou escuros, dependendo do tom de pele. 

Quem quiser baixar o Color Wheel, pode clicar na imagem que já encaminha direto para a app store. Eu não encontrei a versão dele para Android e acho que não existe ainda. Mas isso não quer dizer que não existam outros aplicativos similares para quem não usa iOS e talvez quem é usuária de Android talvez possa indicar uma alternativa melhor do que eu. De qualquer forma, o que vale é ter uma ferramentazinha dessa na mão para sair do quadrado e para otimizar o armário, né? O que acham?

Beijos,

gabi

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