Tenho uma GRANDE novidade. É com a mão trêmula que eu digito este post para anunciar o nascimento de um filho: meu aplicativo de cartela de cores de Análise Cromática: o Gabriela Ganem – o App! O nome não é muito criativo, eu sei, mas ele tem sua razão de ser… E se você tiver paciência de ler este post até o final, vai fazer mais sentido. Agora temos um aplicativo totalmente novo e diferente, com cores criadas do zero, para você nunca mais ser pega de surpresa por uma oportunidade de compra sem o auxílio da sua cartela de cores do método sazonal expandido (e das cartelas vizinhas, para aquelas cores que não são exatamente as suas e que ainda assim podem ser uma alternativa saudável, rs). Apresento o aplicativo, para Android e iOS:

Este app é resultado de 10 meses de desenvolvimento (sem contar o planejamento). Poderia ter ficado pronto antes? Bem antes! Mas o aplicativo acabou se tornando muito mais do que uma mera ferramenta de consulta para as minhas clientes… Se transformou numa pesquisa enorme que me atormentou por meses, rs. Isso tudo em meio às consultorias e outros trabalhos. Eu não queria apenas reproduzir as cores que já existiam nas cartelas do mercado. Eu queria algo que eu entendesse. Que eu conseguisse explicar a presença (ou ausência) de cada cor, em cada cartela.

Meu intuito nunca foi criar um produto. A ideia, como a maioria delas, surgiu de um problema que eu encontrava: o que entregar para a minha cliente? Como garantir que ela vai carregar a cartela consigo o tempo todo? Grande parte das mulheres com quem eu cruzei que já tinham feito sua análise não andavam com suas cartelas. E qual é o único objeto que ninguém deixa em casa na hora de sair? O celular. Nem que você vá à padaria. Além disso, sempre tive uma inquietação com as cores que eu via nas cartelas do mercado. Inconsistências, escolhas que eu não sabia explicar… Por isso, fiz algo para as minhas clientes e no fim das contas todo mundo pode tirar proveito agora.

Fiz muitos cursos, muitas pesquisas também e mais do que isso, eu fiz experimentos à exaustão. Meu background da faculdade (gratidão por ter escolhido design numa hora dessas) me ajudou muito nessa hora. Eu não consigo colocar em palavras o tamanho da angústia que foi perceber que algumas verdades já estabelecidas simplesmente não faziam sentido para mim depois desse processo. Acabei estabelecendo critérios totalmente novos para a escolha das cores. Me baseei fortemente em números ao invés de só usar a percepção. Critérios aritméticos, por incrível que pareça… Isso, claro, aliado a minha experiência em centenas de análises ao longo dos anos.

Tomei decisões muito difíceis. E é por isso que eu digo que este aplicativo não é apenas um aplicativo de cartelas de análise cromática mas também a minha visão e vivência nisso tudo.  Você, consultora de imagem ou amadora, já viu um tom numa cartela e não entendeu exatamente porque ele estava lá? Um tom violeta na Primavera? Preto, afinal, funciona para um Outono Escuro? E na Primavera Viva? Isso acontecia comigo o tempo todo. Nessas cartelas eu fui a fundo em cada uma dessas perguntas até conseguir explicar para quem quer que pergunte o porquê de cada escolha.

Por isso, o que você vai encontrar neste aplicativo pode ser um bocado diferente do que você já viu por aí, em outras cartelas. Isso quer dizer que alguma opção está errada? Jamais ousaria dizer isso. Acho que não estou em posição para presumir nada. Por isso, o que eu estou oferecendo é a minha versão das cartelas. Opções que fazem sentido dentro do que estudei e experimentei. Cores que se encaixam em critérios sólidos que descobri durante a pesquisa toda. Por isso decidi dar o meu nome, Gabriela Ganem, ao invés de usar um nome neutro ou mais marqueteiro. As cores podem parecer um pouco mais restritas em alguns casos… Mas torço para que vocês confiem que essas cores são resultado de muito estudo e profunda inquietação virginiana, rs. Se alguma cor da sua cartela não te trazia bem estar, pode ser que você encontre algumas alternativas aqui.

Clique aqui para o link na App Store 🙂

 

Clique aqui para o link no Google Play 🙂

Lembrando que as cores são uma amostra de 100 tons e que servem como referência para você entender a família em que sua cartela está inserida. Ninguém precisa se restringir milimetricamente aos tons exatos que estão representados ali. A ideia é que você aprenda a identificar as nuances com o tempo e a práticaNo app você encontra a sua cartela e também outras cartelas que podem servir de alternativa para você. Use as cores em tela cheia para comparar com superfícies ou veja as paletas por inteiro para compreender melhor a sua cartela. O app conta ainda com uma breve descrição das suas cores e dicas de como usá-las. O uso é bem intuitivo e mesmo quem não é tão fluente com tecnologia vai usar com facilidade. Você não precisa de conexão com a internet e não precisa preencher nada. É só baixar e usar

O aplicativo Gabriela Ganem contém as 12 paletas do método sazonal expandido da Análise Cromática, com 100 amostras de nuances: Inverno Vivo, Inverno Puro e Inverno Escuro; Primavera Viva, Primavera Pura e Primavera Clara; Verão Claro, Verão Puro e Verão Opaco; Outono Opaco, Outono Puro e Outono Escuro.

Se você também tinha dúvidas sobre as escolhas das cores de cada cartela, pode ser que este aplicativo te ajude a encontrar algumas respostas que eram o que eu buscava afinal. Espero que gostem e fiquem satisfeitas com o que encontrei. Se eu soubesse o tamanho do trabalho e o quão tensa eu ficaria durante este processo, talvez eu nem tivesse começado. Que bom que eu não sabia! Estou muito feliz e aliviada com o que surgiu desse período. E um pouquinho orgulhosa, se vocês me permitem a ousadia.

E estamos só no começo! Esse aplicativo é um projeto em desenvolvimento constante. Já tenho mais funções legais para ele a caminho… Quem sabe não entram mais nuances de cores? Mais novidades em breve! Sempre conto com o feedback de vocês para isso, então ficaria muito feliz em receber mensagens ou ideias de vocês pela seção “contato, críticas & sugestões” ou pelas redes sociais (temos os ícones na home). Tudo o que eu faço é com a participação de vocês e com o app não vai ser diferente. Muito obrigada a quem baixar esse meu filho, no Google Play ou na App Store. Espero que ele torne a sua vida com as cores mais fácil e prática! 

Antes de fechar este post, não poderiam faltar agradecimentos também. Primeiramente, quero agradecer ao Felipe Pinhel, meu programador, pela paciência, cuidado, interesse e capricho. Obrigada Felipe! Segundamente, gostaria também de fazer uma menção honrosa às minhas amigas coloridas: Ana Amélia Racy, Juliana Lenz e Roberta de Carolis, por aguentarem minhas crises nesse processo e por tentarem me tirar delas a cada vez. Obrigada também às minhas clientes que esperaram mais de um ano para isso sair do papel. Eu disse que ficaria pronto… Só não sabia quando, rs. Obrigada, obrigada, obrigada! 

Beijos muito felizes,
Gabi

Beijos,

gabi

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Sei que o blog já está com teias de aranha e que todos os dias alguém vem puxar minha orelha (coberta de razão). Não é que eu não acredite no poder do blog ou que não tenha mais paciência para ele… Pelo contrário. Está difícil conseguir tempo para fazer um post como eu gosto, rs. E eu gosto muito! Não sei se notaram mas tenho tentado compensar nas postagens do Instagram e na minha nova coluna do @Advoguettes – já me viram por lá? Só que o blog é o blog e hoje eu resolvi fazer dele uma prioridade. Desativei o whatsapp (peço desculpas a quem estiver me esperando, inclusive), fechei os meios de comunicação e sentei no escritório para fazer um texto completo, como se deve. Espero que apreciem o esforço e que gostem do conteúdo, acima de tudo. E sobre o que eu vou falar hoje? Um dos meus assuntos preferidos, o preto. Afinal, se preto destrói as cores, que cores combinam com preto? A resposta está na própria pergunta… 

Se o preto é inimigo da cor, existem duas soluções para coordená-lo. A primeira é usar elementos sem cor. Como assim? Ora, branco e cinza. Não é à toa que P&B são o grande clássico que são. O grande dilema deste combo é que vocês já sabem que nenhum dos dois são exatamente as cores mais democráticas do mundo. Não só fazem parte de poucas cartelas da Análise Cromática como, juntos, formam o maior contraste do mundo. Ou seja, a menos que você seja de uma cartela de inverno e de alto contraste, talvez não seja uma boa ideia para você. Já o cinza pode ser uma opção mais interessante para a média das pessoas porque faz um contraste mais sutil. 

Já a outra solução é usar o dito cujo com cores que contenham bastante… preto. Pense numa cartela de preto, vinho, uva, roxo escuro, verde escuro, ocre, marinho… Essas cores juntas são harmoniosas porque têm o preto em comum. Mas é bem provável que você vá precisar de mais de uma delas para fazer a harmonia funcionar, nem que seja com um batonzinho a mais. É aquilo que eu vivo dizendo: nada melhor do que o preto para transformar uma cor linda em algo banal. Então você vai precisar caprichar na produção para mostrar que tem um raciocínio estético por trás daquilo, certo? 

Quanto mais escura a cor, mais chances de ela coordenar com preto. Se ela não tiver pelo menos 50% de preto, acho que é melhor se ater aos cinzas e brancos. Ou usar uma outra cor intermediária como “amortecedor” entre elas. Claro que eu estou me referindo a um look com predominância de preto. Se for um lenço ou um pedaço de uma estampa a coisa não é bem assim. Se é uma produção toda colorida com um pedacinho de preto, isso não se aplica. Estou falando de uma peça inteira, pelo menos, rs. Parece difícil mas não é tanto assim:

Lembrando que se você não tem preto na sua cartela (ou suspeita que não tem), melhor manter o preto mais afastado do rosto e deixar as outras cores na área vip – colo, rosto, cabelo, brincos, enfim, o perímetro do rosto. A ideia é usar versões bem escuras de cada cor, ou pelo menos em uma das cores. Como você une um preto a um amarelo, por exemplo? Fazendo a ponte com um azul marinho, com um vinho ou até mesmo com um branco. O importante é haver um agente neutralizador, rs. Assim fica mais fácil coordenar o preto com cores claras. Eu acho ainda melhor quando são cores análogas. Um roxo com um lilás, por exemplo. Mas isso é assunto para outra pauta… O que acham?

Beijos,

gabi

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Hoje é Dia Internacional da Mulher. Se quando eu era mais nova era só uma data bonitinha, hoje a gente sabe melhor da importância deste dia. O que ele representa. Provavelmente ao longo do dia você cruzou com diversas imagens de flores, de empoderamento feminino e até umas campanhas bem boladas… Adoro tudo isso! Mas nesse ano eu decidi que queria fazer algo um pouco diferente e contribuir com algo mais tangível. Algo para colocar em prática mesmo, no trabalho

     

Não é nenhum segredo ou surpresa que o mercado de trabalho é muito mais selvagem para a mulher do que para o homem. Tem disparidade de salários, de oportunidades, assédio… Aquilo que já sabemos. Volta e meia eu divulgo alguma pesquisa aqui relacionada ao mercado de trabalho. A imagem pessoal pode interferir no seu salário em até 20%. Uma mulher que se arruma chega a ganhar 20% a mais do que uma que não se arruma, por exemplo (grosso modo). E isso não acontece igual para os homens.

Outra pesquisa que me deixou muito balançada, mas não surpresa é a disparidade de auto-cobrança de nós para eles. Um homem se candidata para uma vaga de emprego se ele acredita que tem 60% das habilidades requeridas para a vaga. Nós não mandamos nem o CV a menos que possamos cumprir 100% dos pré-requisitos. O mesmo vale para subir de cargo na empresa. Achei este vídeo esses dias que ilustra bem esses dados, com mais dados:

Só achei em inglês mesmo, infelizmente. Mas o resumo da ópera é que autoconfiança parece ter um papel mais importante do que competência num ambiente de trabalho. E que homens superestimam o próprio desempenho em 30%… Não só isso como os dos colegas homens também. E também subestimam o das colegas mulheres. Pior ainda: isso traz retorno. São esses que acabam sendo escolhidos para posições de liderança, mesmo quando existem mulheres mais qualificadas.

Mais uma vez, dá para ver como autoconfiança pode ser determinante num processo de seleção ou de promoção. Não vou entrar no mérito do tamanho da injustiça, porque não é o foco deste post. O que eu quero mesmo é ver como eu posso ajudar. E se o tópico é autoestima, eu sei que posso ajudar. Acompanho de perto e de longe algumas mulheres à minha volta, desde amigas a clientes ou leitoras e, sobretudo na crise, sei que tem bastante gente com dificuldade para achar trabalho ou alcançar a merecida promoção. Se confiança tem mesmo um papel nisso – e eu acho que tem – a consultoria de imagem pode ajudar a simular o efeito:

Usar maquiagem :: Mulheres que usam maquiagem são percebidas como mais competentes e confiáveis do que as que não usam. Inclusive, muita maquiagem se mostrou melhor percebida do que pouca maquiagem. Mas não sei se isso se aplica ao Brasil, rs. Era um estudo internacional, provavelmente em países mais frios. 

Estar arrumada :: Uma pesquisa recente mostrou que se arrumar não só melhora a percepção que os outros têm de você, mas também o seu desempenho. Isso mesmo que você leu. Inclusive, vou parar de trabalhar de pijama quando estiver em casa, rs. 

Estar na moda :: Calma, não estou falando de mom jeans, rosa com vermelho e bota branca. A ideia é que as suas roupas sejam atuais. Estar em dia com as tendências mostra que você está atualizada e em contato com o que está acontecendo à sua volta. Uma calça reta de 2018 não é igual à calça reta de 1990. Então, fique atenta. 

Salto :: Veja bem, eu não disse salto alto. Mas um salto qualquer. Mesmo que seja uma sapatilha… Se ela tiver um dedinho de altura no calcanhar já vai ajudar com outra coisa importante: a postura. Meu sapato mais confiante para mim é minha bota de montaria e ela tem dois ou três dedos de “salto”. Fico até mais alta (que com outros saltos iguais, rs). 

Postura :: Já que eu falei dela, não custa lembrar. Se der para se manter ereta, passa uma imagem muito mais confiante. Penso que mulheres altas podem ter mais dificuldade com isso. Eu lido bem com meus 1.80m. Mas ainda que você tenha 1.98m é melhor ficar ereta do que curvada. E o saltinho pode ajudar também. Outra coisa importante que eu aprendi a não fazer (apesar de amar) é cruzar os braços. Se você está numa apresentação importante ou numa entrevista de emprego de braços cruzados isso pode causar uma impressão mais antipática e fechada. 

Eu não estou dizendo que para ter autoestima é preciso estar maquiada, depilada, magra e de cabelo feito em cima de um salto. Não me interpretem mal. O que eu estou falando é sobre como a imagem pode passar mais confiança, mesmo que a gente não tenha tanta assim. E quem sabe algumas dessas coisas não muda de fato a sua percepção de si mesma, nem que seja no trabalho? Pelas minhas experiências posso testemunhar que funciona bastante, rs. É preciso se aceitar de dentro para fora? Sim. Mas às vezes de fora para dentro pode dar uma mãozinha também. Além disso, podemos usar as cores para passar a imagem que queremos. Supondo que você vá para uma entrevista de emprego ou tenha uma apresentação importante no trabalho. Que cor você usa? 

As da sua cartela? Com certeza, rs. Mas além da análise cromática, que te deixa com mais viço e beleza, as cores têm conotações universais para nós humanos. Mesmo que você esteja sendo entrevistada por um esquimó, a reação que cada cor provoca é praticamnte a mesma. Cores provocam até reações físicas e podem desde aumentar a sua pressão arterial até levar mais oxigênio para o cérebro. A psicologia das cores pode te ajudar a acertar já ao entrar pela porta. Tudo depende do que você busca passar, dependendo do cargo, da área, do entrevistador… 

Azul ::  É definitivamente a melhor cor para se usar numa entrevista de emprego, sobretudo se você é de áreas que trabalham com exatas. Azul é uma cor que passa confiança, inteligência, produtividade… Além disso está associada a áreas de tecnologia e indústria. Não recomendo muito caso você esteja buscando algo relacionado a comida (a menos que seja indústria), porque é a cor que corta o apetite. Eu bem uso prato azul aqui em casa, rs.  

Vermelho :: É uma cor muito ligada à emoção – o que pode ser vantagem ou não. Se você quer se mostrar dinâmica, pode ser uma boa escolha, ainda que seja num acessório ou no batom. Aliás, se você está participando de um processo de seleção coletivo, acho que é necessário vestir algo que te destaque da maioria. Um detalhe vermelho pode ser exatamente esse diferencial.

Cinza :: Pode ser uma boa cor para usar num ambiente de colaboração ou de solução de conflitos. É uma cor que não confronta o interlocutor e também passa uma imagem sólida. Por outro lado, pode parecer um pouco depressiva. Meu pitaco é usar com alguma outra cor mais viva, como o próprio branco. 

Bege ou marrom :: Se você trabalha ou pretende trabalhar em alguma área muito conservadora, como um escritório de direito, por exemplo, estas são duas cores que remetem a este universo. Uma blusa bege num blazer marinho, por exemplo, pode passar uma imagem mais austera. Se você sofre por ter cara de criança, essas cores podem te ajudar ainda mais. 

Existem mais cores, é claro. Mas acho que essas já norteiam um bocado, sem confundir. E o melhor é que todos esses podem ser coordenados com a sua cartela e contraste. Basta escolher o tom certo. Eu sei que tem uma demanda para mais posts deste assunto e eu prometo que vou abordar mais ainda. Mas estou guardando o melhor para um projeto que vou fazer ainda este ano… Vou manter o mistério, mas já aviso que membros da newsletter vão ter acesso primeiro, rs. Enquanto isso, espero que este postão ajude quem precisa! Feliz Dia Internacional da Mulher! Que um dia em breve a data se torne obsoleta…

Beijos,

gabi

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