20/08/2017

Recentemente aconteceu uma coisa curiosa comigo… Numa mesma semana eu atendi a duas clientes completamente opostas, que quebraram um recorde pessoal cada uma. Uma delas tinha a menor quantidade de roupas que eu já vi. Todo o seu armário cabia numa mala de mão. Isso mesmo que você leu. Já a outra cliente, tinha roupa de umas três décadas armazenadas (eu sei porque reconheci peças que a gente usava quando eu era pré-adolescente) – e nunca tinha feito um descarte. Eu não sei exatamente quantas portas de armário seriam, porque as peças já não cabiam no armário. Diante de tamanho contraste, achei que era o universo me apresentando uma oportunidade de post, rs.

 

Eu sempre prego aqui um consumo mais consciente e uma abordagem mais prática do guarda-roupa. Apesar disso, eu sei e presenciei algumas vezes o quão forte pode ser o vínculo emocional das pessoas com as roupas. Eu exercitei o desapego a vida toda, para chegar no patamar que eu estou hoje. Me desfaço das coisas sem muito pesar, porque já descobri como uma vida mais leve e com menos coisas pode ser melhor (obrigada Marie Kondo). Já no outro lado da moeda, sei bem que existem pessoas que acham a roupa uma função chata e detestam fazer compras. Isso não quer dizer que a pessoa não ligue para a própria imagem. E esse conflito é o que leva algumas pessoas a me chamar. 

 

Cada atendimento é bem diferente e às vezes eu acabo direcionando o foco que cada consultoria vai ter dependendo da demanda. Tem gente que precisa de uma Consultoria de Imagem para conseguir ser mais criteriosa nas compras e descarte. Tem gente que precisa mais de compras e montagem de looks. Tem gente que precisa apenas fazer algo por si mesma. Uma alavancada na autoestima. Às vezes meu trabalho fica às margens da terapia. E eu acho que esta é a parte que eu mais gosto. Me dá uma satisfação enorme ser uma facilitadora de cada uma dessas questões. E o que eu presenciei com as duas clientes recordistas me fez pensar em uma pergunta: de quanta roupa você precisa

De quanta roupa você precisa?

Nós todas temos vidas super diferentes e polivalentes. Eu não diria que há um dígito específico. Longe disso! Mas sim que a quantidade de roupas que você precisa é diretamente proporcional à qualidade das roupas que você tem. E quando eu digo qualidade, não é sinônimo de coisa cara. O preço não tem nada a ver com o termo aqui. Para mim, qualidade se resume a seis critérios: versatilidade, beleza, estilo, adequação, caimento e estado da peça

Se a grande maioria das suas roupas veste bem, te valoriza, tem a sua cara, está bem cuidada, serve aos seus compromissos e ainda se coordena com as demais peças, você não vai precisar de muita quantidade. No caso da minha cliente com uma mala de roupa, meu foco foi nas compras e nos looks. Já que nem precisou de descarte, compensei montando mais opções para ela. Com cerca de 30 peças no armário todo, conseguimos montar mais de 100 produções diferentes. O equivalente a 3 meses e meio de looks, sem repetir nenhuma vez. E ouso dizer: dava para montar até mais. Ela ficou com o armário inteligente perfeito, dentro do estilo dela, compacto e prático. Para quem ainda não está familiarizado com o funcionamento do armário em cápsula, fiz um Gif que resume o conceito:

Roupa

Claro que isso é uma versão resumida, mas já deu para mostrar como funciona e como funciona bem, rs. Mas é claro que eu estou falando de necessidade. Do quanto você precisa mesmo. Mas se roupa é uma paixão para você, mais até do que viajar, comer ou outros prazeres (ou tanto quanto) – e você pode usufruir disso de forma saudável, por que não? Meu papel nestes casos é apenas apresentar critérios para que isso não saia do controle e seja feito de forma inteligente. A linha tênue entre paixão e dependência, como tudo na vida.

Meu ponto aqui é: precisar, precisar mesmo, não é tanto quanto você pensa. Apesar disso, é claro que você tem liberdade para ir muito além do mínimo. Mas em todos os casos, o armário só funciona se você tiver o essencial de roupas de qualidade e com tudo bem disposto e organizado. Do contrário, vai ser aquele velho dilema na hora de se vestir e a familiar sensação de que você não tem o que vestir…

Beijos,

gabi

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30/08/2016

 

Cada minuto extra de sono de manhã conta? Como notívaga, eu digo que sim. Por isso, quando tenho compromissos logo cedo, tento ganhar tempo com um pequeno repertório de recursos para me arrumar mais rápido. Não tem nada muito surpreendente, não é a reivenção da roda, mas combinando todos a economia pode ser generosa! 

 

1) Use produtos multi-função: trocar o combo hidratante + base + filtro por um BB Cream pode ajudar, por exemplo. Claro que o fator de proteção solar tem que ser alto para isso dar certo. Tem também aqueles que fazem vez de blush e batom ao mesmo tempo. Eu, por exemplo, uso uma sombra preta para delinear os olhos e com o mesmo pincel preencho a sobrancelha. Mas lembre de ajustar à sua coloração. Minha sobrancelha é preta mesmo. 

2) Destaque no batom: maquiagem toma muito tempo. Cuidado com ela! Mas sair sem também nem sempre é o ideal… O que eu faço é colocar um batonzão vermelho ou vinho, assim o resto não precisa de quase nada. Um pó, um rímel, um blush e pronto! E você fica com cara de arrumada imediatamente. Esse cara sou eu (literalmente, no caso da foto)!  

3) Não precisa lavar o cabelo ou modelar: pelo menos não toda vez, rs. Shampoo seco é meu melhor amigo. Ao invés de lavar o cabelo apenas para retocar a raíz, dou uma borrifada do dito cujo e pronto. Se ele estiver meio sem forma, ao invés de secar ou usar babyliss (sendo sincera, nunca uso nada disso), aplico um spray texturizador e vou amassando o cabelo e prendo assim mesmo até chegar na porta do lugar. Aí eu solto…

 

4) Pense na roupa no dia anterior: sempre penso na roupa do dia seguinte quando encosto a cabeça no travesseiro (pode ser antes, tá?). Assim eu já acordo preparada e ainda uso esse exercício para me distrair e pegar no sono, rs. Para economizar ainda mais tempo, recomendo vestidos e tecidos que dispensem o ferro de passar. O vestido é dois em um, por isso é mais rápido. 

5) Faça no trajeto o que puder: faço altas maquiagens no carro. Não quero ver ninguém enviando o lápis no olho, por favor! Mas na era do engarrafamento e com os sinais vermelhos, sempre tem brecha para passar um blush, um rímel e um batom. Faço a pele em casa e carrego comigo tudo o que não suja as mãos, rs. É melhor se você não estiver sentada na direção, claro. No metrô, no ônibus, no taxi, Uber… Só na moto ou bicicleta que não dá. De resto, basta ficar atento aos momentos de inércia do veículo. 

Essas são algumas das coisas que eu faço para me arrumar mais rápido e ganhar tempo de manhã. Aceito contribuições de todos que tiverem dicas bacanas. Lembrando que “dormir mais cedo e acordar mais cedo” não qualifica como dica. Isso eu já escuto bastante e não se aplica, rs. 

Beijos,

gabi

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10/06/2016

Há algumas semanas tornou-se pública uma pesquisa da Universidade de Chicago que evidencia uma característica cruel do mercado de trabalho: mulheres que se arrumam costumam ganhar em média 20% a mais do que as colegas que não têm este hábito. Como você deve ter notado, eu não disse “pessoas”, mas sim “mulheres“. Apesar desta mesma pesquisa comprovar que ser atraente influi no salário de todos nós, arrumar-se só tinha um peso significativo no caso das trabalhadoras do sexo feminino. Ou seja, sua imagem pessoal pode ter ainda mais importância no âmbito profissional do que se imaginava. 

COMO SUA IMAGEM PESSOAL AFETA SEU SALÁRIO?

Não é nenhuma surpresa, sobretudo para quem trabalha na mesma área que eu. Cada vez mais estudos comprovam que a sua imagem pessoal é extremamente relevante para todos os âmbitos da sua vida. Já associaram até o uso de maquiagem a percepção de competência, acreditem! Não me parece lá muito justo, sobretudo considerando que não se exige o mesmo dos homens no trabalho. Sim, eles também obtêm vantagens profissionais pela beleza, assim como nós. Porém “arrumar-se” só interfere no nosso lado da balança… Vendo por outro ângulo, isso pode ser considerado uma vantagem relativa, dado que pelo menos conseguimos contornar essa questão passando um blush, por exemplo, rs. Já eles podem até vestir o melhor terno do mundo, que não faria diferença. 

É claro que a competência deveria ser o único critério nessas circunstâncias. Isso é o certo e é indiscutível. Ao mesmo tempo, a gente sabe que imagem é extremamente importante para o ser humano. Já dei este exemplo antes, mas não custa lembrar: nós somos seres que não levamos para casa uma lata amassada do mercado. A visão é o sentido do qual mais dependemos. É instintivo.

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Ao mesmo tempo que não é justo, é da nossa natureza. Não aprendemos ainda a ser completamente objetivos e ignorar a questão visual. Não sei se um dia conseguiremos… É claro que eu acredito que o certo é avaliar sempre um profissional pelo seu empenho e resultados, e de forma isenta para qualquer gênero. Enquanto isso não acontece, talvez seja o caso de incluir o apreço pela imagem pessoal como uma competência profissional, pensando estrategicamente. 

Afinal, você mesmo faz isso todos os dias… Quando escolhe um restaurante, quando compra uma casaco, quando escolhe a lata no mercado. Você não está pensando apenas se a comida é gostosa, se o casaco esquenta ou se o molho de tomate está bom. O visual conta – e muito – na sua conta. 

Beijos,

gabi

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