27/03/2018

Ter cara de criança não é exatamente um problema. Pode ser até um privilégio, rs. Mas quem tem cara de criança vai te dizer que isso é algo que pode atrapalhar sim, sobretudo no âmbito profissional. Se a mulher já não costuma receber crédito facilmente, imagina o desafio para quem tem cara de menina… Se impor pode ser bem mais difícil. Isso pode interferir na hierarquia, ameaçar a sua autoridade e na ascensão na carreira. Eu já falei um pouco sobre alguns recursos que podem te ajudar a amadurecer o visual. Desta vez vou falar sobre as coisas que você deve evitar (se puder) para não dar mais ênfase a essa característica. São elas:

      

• Mochila :: Eu entendo que é a coisa mais prática do universo. Mas não tem como não associar a algo bem jovial. Se você não quiser mesmo abrir mão de mochilas, minha recomendação é buscar modelos em materiais como o couro e em cores bem sóbrias, como marrom, vinho, marinho, bege… Coisas que você não ia querer na infância, rs.

• Bico redondo :: Não vejo muitas crianças de bico fino por aí. Isso porque o bico redondo do sapato fechado é muito mais apropriado para as crianças e, por isso, pode haver uma associação. Para sandálias nem tanto. Já para sapatilhas e scarpins é melhor evitar o formato. Se conseguir algo de bico oval ao menos, ajuda bastante. 

Laçarote :: Os laços em si não dizem nada. Mas o laçarote ou lacinhos, bem formalista, eu evitaria se tivesse cara de criança. Aliás, quanto menos abstrata uma forma, mais infantil fica.

Gravataria :: A estampa tipo gravataria pode ficar muito infantilizada. Já fiz intervenção em algumas amigas por excesso de peças assim. Se for algo de bichinhos então, fuja para as colinas. Um desenho abstrato ou geométrico funciona melhor. Se você adora e não quer deixar de usar, compense como puder no resto do look. 

Tênis :: O equivalente calçadista da mochila. Pensem que diferença faria substituir o tênis deste look por uma bota (na opção confortável) ou um salto… Ficaria bem mais maduro!

Jardineira :: Principalmente as jeans! Macacão no geral pode ser bem arriscado para quem tem cara de criança. Se for usar, tente quebrar a imagem infantil com peças mais maduras, como uma camisa social e/ou um scarpin. Eu adoro esse mix e já usei algumas vezes. 

Maria Filó :: Veja bem, eu acho a Maria Filó fantástica (inclusive agradeço a modelagem, que cabe em mim) e sei que vende muito, até pela quantidade de clientes minhas que amam. No entanto, se vocês observarem a lista acima vão ver que muitos destes elementos costumam aparecer por lá. O estilo é bem girlie e eu sei que boa parte do apelo está justamente nisso. É um ícone de feminilidade. Mas se você tem cara de criança, pelo menos tente não usar duas peças de lá juntas. Principalmente as estampadas! E, se der, jogue um elemento mais masculino ou sexy na produção. Dito isso, amo os tricôs e as calças – são maravilhosas.

Evite basicamente tudo que você poderia descrever com a frase “isso ficaria lindo na minha sobrinha“. É claro que se o fator maturidade não é importante para a sua profissão e atividades em geral, não precisa abrir mão de nada. Só proponho esta adequação para quem realmente quer ou precisa driblar algum prejuízo que a cara de criança possa trazer. Se você trabalha com crianças, por exemplo, pode não ser tão importante. O que acham? 

Beijos,

gabi

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27/04/2017

Taí uma obsessão nacional que raramente é questionada. Eu não tenho dados oficiais, mas eu duvido que em qualquer outro país no mundo se faça mais as unhas do que aqui no Brasil. Não sei quem começou com isso, mas disseminamos de geração em geração que ir à manicure faz parte da higiene básicafeminina, né? Homens aparentemente ficam bem limpos sem isso, curiosamente. Mas será que você é mesmo obrigada a fazer as unhas?

Fazer as unhas 

De um grupo de dez amigas, acredito que eu sou a única que não pinta as unhas rotineiramente. É bem comum por aqui ver a manicure como um hábito indispensável. E também não é raro ver as pessoas colocando isto como uma exigência para nós. Volta e meia aparece uma voz infeliz dizendo que mulher de verdade tem que fazer as unhas. Ou usa isso como critério de seleção em entrevistas de emprego – juro que isso existe e vocês devem saber.

Quando eu digo que não faço a unha, me refiro ao salão e ao esmalte. Acho que como qualquer parte do corpo, tem que cuidar e deixar apresentável. Mas há algum tempo eu vinha achando a unha natural mais elegante, de verdade. Eu já tinha parado de tirar cutículas (não faz bem mesmo). Sem contar que as manicures não respeitam meu desejo de ter unhas redondas e ovais. Sempre saía do salão com elas quadradas, contra a minha vontade, rs. Por isso, comecei a cuidar por conta própria, com uma manutenção mínima. E estou mais satisfeita assim. 

Aliás, “satisfeita” é a palavra de ordem, acredito. Ninguém é obrigado a nada. Mesmo as minhas clientes que quiserem usar cores fora da cartela, por exemplo, terão meu apoio (depois de uma mini, mini resistência, rs). O meu objetivo como consultora é ver a cliente feliz. Se ela se sente assim com algo que não é o ideal, quem sou eu para contrariar? Ainda assim, sempre melhor tomar uma decisão informada, né? Obrigação é uma palavra que não tem mais o espaço que ocupava no universo feminino. Se você pesquisar as CEOs do mundo no Google, metade delas tem unha pintada e a outra metade não.

Em suma, o que eu prego é: a decisão é sua. Muita gente gosta da rotina de ir ao salão e considera isso um momento de relaxamento. Eu mesma gosto de vez em quando. Assim como tem muita gente que prefere gastar essa horinha semanal com Netflix outra atividade. Eu colocaria na balança. É uma demanda do seu ambiente de trabalho (podiam pelo menos distribuir uns vouchers, rs)? Vai te prejudicar profissionalmente? Do contrário, se reduz apenas à questão: é lazer ou incumbência?

Beijos,

gabi

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