19/01/2018

Existe a possibilidade de eu já ter mencionado isso em algum outro momento mas acho que nunca ganhou post exclusivo… Eu adoro mix de estampas, mesmo não tendo muitas no armário (listras contam? rs). Apesar de ser um excelente recurso de styling, muita gente hesita na hora de casar duas padronagens. Existem muitas maneiras de fazer esse tipo de mistura mas tem uma que eu acho a mais fácil e todas: juntar estampa corrida com estampa localizada.

         

Mas que diabos é isso? Calma que eu explico! Estampa corrida é aquela que tem uma padronagem mesmo. Um floral, listrado, xadrez, quadriculado, vichy… O desenho se repete ao longo do tecido. Já a estampa localizada é aquela que é um desenho só, geralmente numa camiseta, em sua forma mais comum. Camisetas de frases, de bandas, de souvenir e afins, essas costumam ser de estampa localizada. Deu para assimilar, né?

Juntar os dois não é mistério nenhum para boa parte de nós, mas para quem não tem o hábito, pode ser um desafio. Ainda assim é a maneira mais fácil de fazer um mix de estampas, porque mal dá para errar. Camisa de banda com uma saia floral, por que não? T-shirt de filme com xadrez ou de frase com listras, mais fácil ainda! Claro que estampa localizada não é uma exclusividade de camisetas, mas é o mais comum. O bom é que você ainda pode parar de só usar as suas com jeans, rs. De quebra, ainda permite elaborar uma proposta um pouco mais fashionista e madura para as camisetas que você já tem… 

É bem fácil mesmo. Basta ter um pouquinho de coerência para não colocar dois elementos muito formalistas ou incompatíveis. Como uma camiseta da Hello Kitty com uma saia de caveiras, por exemplo. Não funcionaria muito bem. Uma ótima referência é a estilista haitiana-italiana Stella Jean. Amo como ela mistura as camisetas mais banais com as estampas mais fabulosas. Suas padronagens geralmente são inspiradas nos tecidos africanos, que são a coisa mais linda do mundo por si só. 

Mix de Estampas

Depois de ver alguns dos looks dela, fica até mais fácil casar uma camisetinha com uma peça listrada, né? Ela não se reprime no mix de estampas mesmo. Mas você pode fazer algo mais moderado – se quiser. Para ajudar, montei uns looks, que hoje são vitrine também, caso alguém queira comprar algo é só clicar na peça (não vai ter sempre não, ok? Dá um trabalhão, rs):

Encontre um elemento em comum entre os desenhos. Pode ser uma cor, por exemplo. Elabore uma cartela para o seu look ficar coordenado e não vai parecer nada estranho. Mas não se restrinja a isso. Dá para fazer muita coisa legal – e o melhor é que funciona também no calor. O mix de estampas ajuda a trazer mais informação e estilo para um look com duas peças apenas. O que acham?

Beijos,

gabi

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08/08/2017

Uma das minhas maiores referências de styling é a marca americana J.Crew, sobretudo na era Jenna Lyons (leiam este post, caso não tenham lido ainda, porque vale a pena conhecer). Eu adoro os looks despojados e inusitados, sempre com uma proposta bem criativa. O combo cromático do post de hoje é mais uma inspiração que eu captei observando algumas produções de lá: o azul e cáqui.

Azul e cáqui

Mais precisamente, o azul claro! Essas duas cores já foram hit na minha juventude, no início dos anos 2000… Quem lembra do auge da Gap? Aprendi a palavra cáqui nesta época (khaki, na gringoland). No mesmo período, veio uma febre de tons pastel. Pense azul bebê! Hoje em dia nem chamam mais assim… Mas no caso da inspiração de hoje, não precisa ser necessariamente um tom bebê para o mix funcionar, basta ser claro – ou até um Vapor, rs. Olha que charme o casamento do azul e cáqui:

Azul e cáqui      

Em teoria, são cores com pouca coisa em comum. Uma costuma ser fria e a outra quente. Não são cores complementares ou análogas… A única coisas que elas têm em comum é o contraste. E eu acho que é justamente por isso que funciona. Vocês já me viram usar o contraste como critério de mistura de cor em alguns posts (como o do verde e rosa) e sempre me salva. Ambos azul e cáqui são cores de baixo contraste, partindo do branco. E o fato de não terem (quase) nada em comum é o que me faz achar o mix tão interessante.

Ainda dá para misturar com outros tons de azul, que fica ótimo também. Ou até mesmo o jeans! Mas a minha forma favorita ainda é a versão mais simplista da dupla. Montei algumas inspirações de looks abaixo, para inspirar. Desta vez, usei produtos de lojas daqui, ao invés de montar no Polyvore, rs. Já frustrei algumas pessoas colocando peças que não estavam disponíveis antes, mas agora dá até para clicar e comprar:

Basta clicar na peça e uma janela se abre com um link afiliado da loja. [Me sentindo super tecnológica…]

Não consegui montar só com achados, mas tem um bom high-low, rs. O que eu mais gosto na união entre azul e cáqui é o despojamento com um bocado de sofisticação. Mesmo a produção de short e rasteira ficou arrumadinha, não acham? E uma vantagem estratégica é que, se você é de coloração quente, pode usar o cáqui na parte de cima. Se você é fria, pode usar o azul em cima, mais perto do rosto. Bem democrático!

Beijos,

gabi

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19/07/2017

Eu já escrevi aqui sobre a importância e as maravilhas da terceira peça e acho que ninguém precisa partir em defesa de um bom sapato… Mas talvez vocês não estejam totalmente familiarizadas com o potencial desta dupla dinâmica. A verdade é que uma escolha calculada muda completamente a proposta de um look. 

 terceira peça

Jeans + camiseta repaginados. 

Isso é importante porque, a partir do momento que você aprende a fazer esse ajuste, as possibilidades do seu armário se multiplicam e você precisa ter menos peças. Muita gente segmenta o armário de acordo com a vida. “roupas de trabalho“, “roupas de sair de dia“, “roupas de sair de noite“… Se o armário tiver uma seção para cada área da sua vida, você vai precisar de muitas peças. Se cada item começa a transitar em várias funções, sua demanda numérica cai pela metade (estimativa aleatória, quase científica, rs). 

     

O que ajuda muito é ter terceiras peças bem variadas, para adequar a proposta da produção e sapatos que acompanhem. Uma jaqueta jeans, uma jaqueta de couro, uma camisa jeans, um bom blazer, um cardigã… Alguns desses, dependendo do seu estilo, claro. O mesmo vale para os sapatos. Scarpin, espadrilha, bota, sapatilha… 

Terceira peça

Do almoço à festa

Do café à noitada.

Do trabalho ao show

Vestidos, que são super versáteis, mudam totalmente de aplicação, dependendo dos complementos. Eu, por exemplo, já usei um modelito de festa com jaqueta de couro. Isso me ajudou a adequar a roupa a eventos com dresscode indefinido. Tenho um outro vestido de tricô que já usei em casamentos e depois coloquei para trabalhar com uma rasteira e jaqueta. Se até roupa de festa pode ser reinventada, fazer o mesmo com um look de trabalho fica bem fácil.

Claro que ainda dá para coordenar com bijoux, maquiagem, cabelo e afins. Mas o importante é lembrar que a terceira peça e o sapato definem melhor a proposta da produção do que a própria roupa em si. Eleja os seus aliados e seja criativa!

Beijos,

gabi

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