A MULHER, O TRABALHO E A CONSULTORIA DE IMAGEM

Consultoria de Imagem
08/03/2018

Hoje é Dia Internacional da Mulher. Se quando eu era mais nova era só uma data bonitinha, hoje a gente sabe melhor da importância deste dia. O que ele representa. Provavelmente ao longo do dia você cruzou com diversas imagens de flores, de empoderamento feminino e até umas campanhas bem boladas… Adoro tudo isso! Mas nesse ano eu decidi que queria fazer algo um pouco diferente e contribuir com algo mais tangível. Algo para colocar em prática mesmo, no trabalho

     

Não é nenhum segredo ou surpresa que o mercado de trabalho é muito mais selvagem para a mulher do que para o homem. Tem disparidade de salários, de oportunidades, assédio… Aquilo que já sabemos. Volta e meia eu divulgo alguma pesquisa aqui relacionada ao mercado de trabalho. A imagem pessoal pode interferir no seu salário em até 20%. Uma mulher que se arruma chega a ganhar 20% a mais do que uma que não se arruma, por exemplo (grosso modo). E isso não acontece igual para os homens.

Outra pesquisa que me deixou muito balançada, mas não surpresa é a disparidade de auto-cobrança de nós para eles. Um homem se candidata para uma vaga de emprego se ele acredita que tem 60% das habilidades requeridas para a vaga. Nós não mandamos nem o CV a menos que possamos cumprir 100% dos pré-requisitos. O mesmo vale para subir de cargo na empresa. Achei este vídeo esses dias que ilustra bem esses dados, com mais dados:

Só achei em inglês mesmo, infelizmente. Mas o resumo da ópera é que autoconfiança parece ter um papel mais importante do que competência num ambiente de trabalho. E que homens superestimam o próprio desempenho em 30%… Não só isso como os dos colegas homens também. E também subestimam o das colegas mulheres. Pior ainda: isso traz retorno. São esses que acabam sendo escolhidos para posições de liderança, mesmo quando existem mulheres mais qualificadas.

Mais uma vez, dá para ver como autoconfiança pode ser determinante num processo de seleção ou de promoção. Não vou entrar no mérito do tamanho da injustiça, porque não é o foco deste post. O que eu quero mesmo é ver como eu posso ajudar. E se o tópico é autoestima, eu sei que posso ajudar. Acompanho de perto e de longe algumas mulheres à minha volta, desde amigas a clientes ou leitoras e, sobretudo na crise, sei que tem bastante gente com dificuldade para achar trabalho ou alcançar a merecida promoção. Se confiança tem mesmo um papel nisso – e eu acho que tem – a consultoria de imagem pode ajudar a simular o efeito:

Usar maquiagem :: Mulheres que usam maquiagem são percebidas como mais competentes e confiáveis do que as que não usam. Inclusive, muita maquiagem se mostrou melhor percebida do que pouca maquiagem. Mas não sei se isso se aplica ao Brasil, rs. Era um estudo internacional, provavelmente em países mais frios. 

Estar arrumada :: Uma pesquisa recente mostrou que se arrumar não só melhora a percepção que os outros têm de você, mas também o seu desempenho. Isso mesmo que você leu. Inclusive, vou parar de trabalhar de pijama quando estiver em casa, rs. 

Estar na moda :: Calma, não estou falando de mom jeans, rosa com vermelho e bota branca. A ideia é que as suas roupas sejam atuais. Estar em dia com as tendências mostra que você está atualizada e em contato com o que está acontecendo à sua volta. Uma calça reta de 2018 não é igual à calça reta de 1990. Então, fique atenta. 

Salto :: Veja bem, eu não disse salto alto. Mas um salto qualquer. Mesmo que seja uma sapatilha… Se ela tiver um dedinho de altura no calcanhar já vai ajudar com outra coisa importante: a postura. Meu sapato mais confiante para mim é minha bota de montaria e ela tem dois ou três dedos de “salto”. Fico até mais alta (que com outros saltos iguais, rs). 

Postura :: Já que eu falei dela, não custa lembrar. Se der para se manter ereta, passa uma imagem muito mais confiante. Penso que mulheres altas podem ter mais dificuldade com isso. Eu lido bem com meus 1.80m. Mas ainda que você tenha 1.98m é melhor ficar ereta do que curvada. E o saltinho pode ajudar também. Outra coisa importante que eu aprendi a não fazer (apesar de amar) é cruzar os braços. Se você está numa apresentação importante ou numa entrevista de emprego de braços cruzados isso pode causar uma impressão mais antipática e fechada. 

Eu não estou dizendo que para ter autoestima é preciso estar maquiada, depilada, magra e de cabelo feito em cima de um salto. Não me interpretem mal. O que eu estou falando é sobre como a imagem pode passar mais confiança, mesmo que a gente não tenha tanta assim. E quem sabe algumas dessas coisas não muda de fato a sua percepção de si mesma, nem que seja no trabalho? Pelas minhas experiências posso testemunhar que funciona bastante, rs. É preciso se aceitar de dentro para fora? Sim. Mas às vezes de fora para dentro pode dar uma mãozinha também. Além disso, podemos usar as cores para passar a imagem que queremos. Supondo que você vá para uma entrevista de emprego ou tenha uma apresentação importante no trabalho. Que cor você usa? 

As da sua cartela? Com certeza, rs. Mas além da análise cromática, que te deixa com mais viço e beleza, as cores têm conotações universais para nós humanos. Mesmo que você esteja sendo entrevistada por um esquimó, a reação que cada cor provoca é praticamnte a mesma. Cores provocam até reações físicas e podem desde aumentar a sua pressão arterial até levar mais oxigênio para o cérebro. A psicologia das cores pode te ajudar a acertar já ao entrar pela porta. Tudo depende do que você busca passar, dependendo do cargo, da área, do entrevistador… 

Azul ::  É definitivamente a melhor cor para se usar numa entrevista de emprego, sobretudo se você é de áreas que trabalham com exatas. Azul é uma cor que passa confiança, inteligência, produtividade… Além disso está associada a áreas de tecnologia e indústria. Não recomendo muito caso você esteja buscando algo relacionado a comida (a menos que seja indústria), porque é a cor que corta o apetite. Eu bem uso prato azul aqui em casa, rs.  

Vermelho :: É uma cor muito ligada à emoção – o que pode ser vantagem ou não. Se você quer se mostrar dinâmica, pode ser uma boa escolha, ainda que seja num acessório ou no batom. Aliás, se você está participando de um processo de seleção coletivo, acho que é necessário vestir algo que te destaque da maioria. Um detalhe vermelho pode ser exatamente esse diferencial.

Cinza :: Pode ser uma boa cor para usar num ambiente de colaboração ou de solução de conflitos. É uma cor que não confronta o interlocutor e também passa uma imagem sólida. Por outro lado, pode parecer um pouco depressiva. Meu pitaco é usar com alguma outra cor mais viva, como o próprio branco. 

Bege ou marrom :: Se você trabalha ou pretende trabalhar em alguma área muito conservadora, como um escritório de direito, por exemplo, estas são duas cores que remetem a este universo. Uma blusa bege num blazer marinho, por exemplo, pode passar uma imagem mais austera. Se você sofre por ter cara de criança, essas cores podem te ajudar ainda mais. 

Existem mais cores, é claro. Mas acho que essas já norteiam um bocado, sem confundir. E o melhor é que todos esses podem ser coordenados com a sua cartela e contraste. Basta escolher o tom certo. Eu sei que tem uma demanda para mais posts deste assunto e eu prometo que vou abordar mais ainda. Mas estou guardando o melhor para um projeto que vou fazer ainda este ano… Vou manter o mistério, mas já aviso que membros da newsletter vão ter acesso primeiro, rs. Enquanto isso, espero que este postão ajude quem precisa! Feliz Dia Internacional da Mulher! Que um dia em breve a data se torne obsoleta…

Beijos,

gabi

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YANNA LAVIGNE, O CABELO RUIVO E COLORAÇÃO PESSOAL

Consultoria de Imagem
03/03/2018

Se há poucos dias eu estava aqui dissertando sobre o cabelo loiro da Fernanda Paes Leme, hoje trago algo potencialmente mais prejudicial: o ruivo da Yanna Lavigne. E ambos os casos foram para uma mesma ação de tintura de cabelo. Acho que é quase unânime a reação das pessoas com esta transformação. Não vi muita gente apreciando, infelizmente:

Na minha cabeça, essas duas transformações depõem contra a marca. Não consigo nem achar um jeitinho de usar que me faça gostar mais. Dito isso, eu imagino e entendo que eu não sou o demográfico que esta campanha pretende atingir. Por isso é de se esperar uma certa rejeição de quem pensa como eu. E não é só por conta da Análise Cromática não. Acho que antes mesmo de eu saber o que era isso já não curtia essa mistura de tom de pele com um ruivo tão aceso

Apesar disso, é muito linda sim!

Ainda assim, do ponto de vista técnico, apesar de não ter uma regra ou lei, acredito que o ruivo colorido só funciona em pessoas coloridas (e não necessariamente todas elas). Calma que eu explico. Ontem me perguntaram se alguém poderia ficar bem com esse tipo de ruivo. Na hora pensei em Julianne Moore. Ela já usou potencialmente todas as variedades de vermelho no cabelo e raramente se sai mal. Eu atribuo isso ao seu colorido natural

 

Aliás, loira ela não fica tão mal assim , mas perde e muito para o ruivo, né? Por mim ela jamais deixaria de ter cabelo avermelhado. Qualquer um fica melhor que loiro ou castanho. Lembram da Dakota Johnson? Eu elegi um ruivo para ela no “Se esse cabelo fosse meu” que ela protagonizou. Acho que o colorido do rosto também explica no caso dela. Não só o de Dakota, como ainda o de algumas celebs que já experimentaram o ruivo com certo êxito:

Não estou entrando no mérito da cartela, apenas observando como ter traços coloridos pode coordenar bem com o cabelo vermelho. Isso explicaria porque a Rihanna fica um bocado melhor ruiva do que a maior parte das negras e morenas. O que não quer dizer que eu a prefira assim (ou as demais), rs. Esta semana eu estive no curso de formação em Análise Cromática da Dresscode e aprendi uma nova terminologia em relação ao “contraste colorido“. Vou estudar mais um pouco sobre ainda, mas sei que seria algo que colocaria em termos técnicos esta minha teoria. No caso da Yanna Lavigne, ela é tem uma cor mais homogênea entre seus traços. Por isso eu acredito que não cabe um tom de vermelho. O que acharam da transformação?

Beijos,

gabi

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TENDÊNCIA :: OS ÓCULOS PEQUENOS E VOCÊ

Consultoria de Imagem
02/03/2018

Eu torci muito para que isso fosse só um boato quando ouvi da primeira vez, mas não era: os óculos pequenos são o modelo da vez. Não é que eu seja obrigada a usar agora mas sei que vai ser muito mais difícil do que já era encontrar modelos grandes, que fiquem grandes em mim. Como vocês sabem, são 1.80m de pura Gabriela, na altura e na largura, mais ou menos, rs. Eu já sei que dificilmente irei aderir. Mas e você? Como fica com a tendência dos óculos pequenos?

Quase um tapa-olheira…

Se Kanye West se deu ao trabalho de mandar um comunicado para a Kim Kardashian dizendo que ela só poderia usar óculos pequenos dali por diante (rindo de nervoso), era de se esperar que a coisa ganhasse força. E ganhou mesmo. Não tão graças à Kim, mas talvez, em parte, por conta de uma das suas irmãs mais novas e suas amigas. Kendall JennerBella Hadid (adepta level hard), Gigi Hadid… Essa galera não tirou os óculos pequenos do rosto. E depois que a Rihanna usou o danado no tapete vermelho, ele automaticamente deixou de ser tão feio. Rápido assim!

     

Referência?

Claro que é mais um resgate dos anos 90… Quem sabe até uma coisa meio Matrix esteja rolando. Cá entre nós, para mim é de longe um dos períodos fashion menos atraentes. Espero que passe rápido! Esse negócio de mom jeans e tênis branco não é para mim. O mesmo posso dizer dos mini óculos. Primeiramente, proteção UV ali é obsoleta, rs. Mas além disso, não veste nada bem! Se vocês notarem, a maioria delas usa o dito cujo mais para a ponta do nariz. Isso porque ele não funciona tão bem no rosto, a menos que seja um modelo mais largo. Observe o gif que eu fiz no Toscoshop:

Como sempre, o problema é a proporção. Se você usar óculos muito grandes num rosto pequeno, ele vai parecer ainda menor. Já para os óculos pequenos num rosto grande, o rosto parece ser muito maior. Essa desarmonia pode causar um bocado de estranhamento e até ressaltar formatos que já fogem do formato de rosto oval, que é o mais proporcional. Quem tem um nariz grande, por exemplo, e que gostaria de atenuar também corre o risco de destacar esse traço. [Lembrando que eu amo nariz grande]. Eu sou toda graúda, por isso minhas bijoux, óculos, bolsas e afins são todas relativamente maiores. Meu brinco “pequeno” é grande para muita gente, rs. Do contrário fica como um Doberman usando roupa de Chiuaua. Faz sentido?

Então se você tem traços delicados e é mignon, uns óculos pequenos podem ser ótimos. Se você é como eu, já não indico tanto. Ou se fizer questão, eu recomendo pegar um desses de super gatinho da Les Specs que a Gigi está usando, que é um pouco maior. Ou pelo menos algo nessas dimensões. E sim, prometo que vou fazer um post mais detalhado de óculos ainda. Até porque tem muito mais coisa para observar! O que acham dos óculos pequenos?

Beijos,

gabi

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